Publicação
Das piratas à internet: 25 anos de rádios locais
| Resumo: | (Excerto da Nota Introdutória) A história recente da rádio em Portugal está praticamente por fazer. Mais de 25 anos sobre a publicação da Lei da Rádio, em 1988, e do processo de atribuição das frequências locais, em 1989, é tempo de olhar em perspetiva para o setor das rádios locais. É indiscutível o papel destas emissoras na vida das suas comunidades, unidas pelo conceito de proximidade que vai além-fronteiras. No seu conjunto são ainda um espaço de expressão sonora multifacetado onde se reconhecem linguagens e sotaques próprios, a informação local, a música popular e regional, as vozes conhecidas de quem ali vive ou emigrou e que encontra na rádio um lugar de (re) encontros e afetos. A rádio local assume aqui uma das suas funções primordiais, a função social, a de ser o elo aglutinador de uma comunidade que usa a rádio como meio para comunicar entre si – não raras vezes a única oportunidade no seu dia para falar com outra voz e ser escutado. As piratas, e depois da legalização as rádios locais, foram fruto de um contexto único que, por certo, não se voltará a repetir. Ambas deram voz a todo um país, democratizaram o acesso à rádio, foram influenciadas e influenciaram o rumo político. As piratas e as locais formaram uma geração de profissionais que agora já não fala ao microfone de um estúdio improvisado, mas que ainda olha para esse tempo com a mesma paixão. Hoje as rádios locais que temos já pouco têm em comum com o que se ouvia nos anos 80. O espírito inicial perdeu-se no curso da história e as locais são hoje, mais uma vez, fruto das circunstâncias em que foram criadas. |
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| Autores principais: | Reis, Ana Isabel Crispim Mendes, org. |
| Outros Autores: | Ribeiro, Fábio Fonseca, org.; Portela, Pedro José Ermida Figueiredo Fernandes, org. |
| Assunto: | Rádios locais Lei da Rádio Internet Piratas |
| Ano: | 2014 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | capítulo de livro |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade do Minho |
| Idioma: | português |
| Origem: | RepositóriUM - Universidade do Minho |
| Resumo: | (Excerto da Nota Introdutória) A história recente da rádio em Portugal está praticamente por fazer. Mais de 25 anos sobre a publicação da Lei da Rádio, em 1988, e do processo de atribuição das frequências locais, em 1989, é tempo de olhar em perspetiva para o setor das rádios locais. É indiscutível o papel destas emissoras na vida das suas comunidades, unidas pelo conceito de proximidade que vai além-fronteiras. No seu conjunto são ainda um espaço de expressão sonora multifacetado onde se reconhecem linguagens e sotaques próprios, a informação local, a música popular e regional, as vozes conhecidas de quem ali vive ou emigrou e que encontra na rádio um lugar de (re) encontros e afetos. A rádio local assume aqui uma das suas funções primordiais, a função social, a de ser o elo aglutinador de uma comunidade que usa a rádio como meio para comunicar entre si – não raras vezes a única oportunidade no seu dia para falar com outra voz e ser escutado. As piratas, e depois da legalização as rádios locais, foram fruto de um contexto único que, por certo, não se voltará a repetir. Ambas deram voz a todo um país, democratizaram o acesso à rádio, foram influenciadas e influenciaram o rumo político. As piratas e as locais formaram uma geração de profissionais que agora já não fala ao microfone de um estúdio improvisado, mas que ainda olha para esse tempo com a mesma paixão. Hoje as rádios locais que temos já pouco têm em comum com o que se ouvia nos anos 80. O espírito inicial perdeu-se no curso da história e as locais são hoje, mais uma vez, fruto das circunstâncias em que foram criadas. |
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