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A educação pelos pares: críticas a uma estratégia de intervenção social

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A educação entre pares formalizada tem sido cada vez mais utilizada em projetos que visam a promoção da saúde e a mudança social. Apesar de, no geral, a produção científica que se debruça sobre a Educação pelos Pares efetuar uma apreciação positiva do seu uso, também lhe têm sido apontadas várias falhas. Com o objetivo de contribuir para um melhor conhecimento desta prática, e consequentemente para o melhoramento do seu uso social, procedeu-se a uma revisão teórica dos principais argumentos contra realizados até ao presente. Identificando-os, sintetizando-os e refletindo sobre eles, foi possível perceber que as principais críticas realizadas ao uso da Educação pelos Pares podem ser reunidas em dois grandes grupos: a) um de cariz teórico-concetual (considerado pouco robusto; ambíguo); b) e um de cariz operacional, com falhas diversas apontadas ao nível dos processos (onde se destaca a falta de atenção para com os constrangimentos sociais), e ao nível dos resultados. Conclui-se que as críticas elencadas no geral não serviram para abalar a disseminação da Educação pelos Pares, seguindo a resposta dos atores sociais no sentido/tentativa de integrar algumas das críticas produzidas.
Autores principais:Silva, Mara
Assunto:Educação pelos pares Críticas Síntese Peer education Critiques Synthesis
Ano:2015
País:Portugal
Tipo de documento:artigo
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:A educação entre pares formalizada tem sido cada vez mais utilizada em projetos que visam a promoção da saúde e a mudança social. Apesar de, no geral, a produção científica que se debruça sobre a Educação pelos Pares efetuar uma apreciação positiva do seu uso, também lhe têm sido apontadas várias falhas. Com o objetivo de contribuir para um melhor conhecimento desta prática, e consequentemente para o melhoramento do seu uso social, procedeu-se a uma revisão teórica dos principais argumentos contra realizados até ao presente. Identificando-os, sintetizando-os e refletindo sobre eles, foi possível perceber que as principais críticas realizadas ao uso da Educação pelos Pares podem ser reunidas em dois grandes grupos: a) um de cariz teórico-concetual (considerado pouco robusto; ambíguo); b) e um de cariz operacional, com falhas diversas apontadas ao nível dos processos (onde se destaca a falta de atenção para com os constrangimentos sociais), e ao nível dos resultados. Conclui-se que as críticas elencadas no geral não serviram para abalar a disseminação da Educação pelos Pares, seguindo a resposta dos atores sociais no sentido/tentativa de integrar algumas das críticas produzidas.