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Da aprendizagem na escola digital. O regresso do behaviorismo

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Num dossiê temático da Revista Diversidades sobre “Desafios da Educação num cenário pós- -pandemia”, apresento um artigo que é uma análise conceptual sobre a escola digital, sobretudo na essência da sua razão de ser: a aprendizagem. Tendo como ponto de partida os contributos de Selwyn e de Williamson sobre a governação digital da educação, discutindo, respetivamente, o papel insubstituível dos professores e as ideologias relacionadas com a conectividade, a digitalização e a dataficação, abordo o regresso do behaviorismo à escola por intermédio do poder instrumentarista e de tudo o que representa em termos da aprendizagem personalizada. Neste caso, e socorrendo-me da leitura de “A era do capitalismo da vigilância. A disputa por um futuro humano na nova fronteira do poder”, de Zuboff, argumento que a escola digital, que conheceu uma significativa aceleração com a pandemia de COVID-19, legitima uma conceção de aprendizagem behaviorista centrada nas mais poderosas tecnologias de controlo da experiência humana.
Autores principais:Pacheco, José Augusto
Assunto:Escola digital Aprendizagem Behaviorismo Subjetividade Ciências Sociais::Ciências da Educação Educação de qualidade
Ano:2021
País:Portugal
Tipo de documento:artigo
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:Num dossiê temático da Revista Diversidades sobre “Desafios da Educação num cenário pós- -pandemia”, apresento um artigo que é uma análise conceptual sobre a escola digital, sobretudo na essência da sua razão de ser: a aprendizagem. Tendo como ponto de partida os contributos de Selwyn e de Williamson sobre a governação digital da educação, discutindo, respetivamente, o papel insubstituível dos professores e as ideologias relacionadas com a conectividade, a digitalização e a dataficação, abordo o regresso do behaviorismo à escola por intermédio do poder instrumentarista e de tudo o que representa em termos da aprendizagem personalizada. Neste caso, e socorrendo-me da leitura de “A era do capitalismo da vigilância. A disputa por um futuro humano na nova fronteira do poder”, de Zuboff, argumento que a escola digital, que conheceu uma significativa aceleração com a pandemia de COVID-19, legitima uma conceção de aprendizagem behaviorista centrada nas mais poderosas tecnologias de controlo da experiência humana.