Publicação

Revisitação gelpiana da educação permanente: ambiguidades e erosão política de um conceito

Ver documento

Detalhes bibliográficos
Resumo:As ambiguidades do conceito de educação ao longo da vida são analisadas em termos pedagógicos e culturais, bem como em termos políticos. A educação ao longo da vida pode ser orientada para a integração e subordinação dos indivíduos na ordem social, em busca de adaptação funcional ao novo capitalismo e como instrumento de gestão da crise. Mas também pode apoiar um projeto humanista de transformação do mundo social, como instrumento de mudança cultural, emancipação e educação da crise. O autor estuda a obra e o pensamento de Ettore Gelpi, estabelecendo algumas relações com as contribuições de Paulo Freire e Ivan Illich, a fim de compreender as capacidades críticas e as possibilidades de transformação criativa abertas por políticas e práticas de educação ao longo da vida, evitando o domínio de formas burocráticas de controlo e a limitação da educação a práticas instrumentais de formação de recursos humanos.
Autores principais:Lima, Licínio C.
Assunto:Educação permanente Ettore Gelpi Políticas educativas Ciências Sociais::Ciências da Educação
Ano:2016
País:Portugal
Tipo de documento:artigo
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:As ambiguidades do conceito de educação ao longo da vida são analisadas em termos pedagógicos e culturais, bem como em termos políticos. A educação ao longo da vida pode ser orientada para a integração e subordinação dos indivíduos na ordem social, em busca de adaptação funcional ao novo capitalismo e como instrumento de gestão da crise. Mas também pode apoiar um projeto humanista de transformação do mundo social, como instrumento de mudança cultural, emancipação e educação da crise. O autor estuda a obra e o pensamento de Ettore Gelpi, estabelecendo algumas relações com as contribuições de Paulo Freire e Ivan Illich, a fim de compreender as capacidades críticas e as possibilidades de transformação criativa abertas por políticas e práticas de educação ao longo da vida, evitando o domínio de formas burocráticas de controlo e a limitação da educação a práticas instrumentais de formação de recursos humanos.