Publicação
Inovação do setor bancário português: uma análise ao crescimento das fintech em Portugal
| Resumo: | A crise financeira de 2008 revelou falhas desconhecidas que existiam no sistema financeiro e desencadeou um clima de incerteza e desconfiança em relação às instituições financeiras ditas “tradicionais”. Estas falhas abriram portas para que novos operadores, como as fintech, ingressassem no mercado, oferecendo produtos e serviços financeiros inovadores que revolucionaram o sistema financeiro e suscitaram o interesse de novos utilizadores. As fintech estão a introduzir serviços financeiros inovadores suportados em novas tecnologias e Portugal tem-se consolidado como um importante hub tecnológico. Assim, foi desenvolvido um estudo de modo a perceber de que forma a população portuguesa está recetiva a esta nova forma de relacionamento entre o banco e o cliente, que passou a ser mediada pelas tecnologias da informação e da comunicação, bem como o impacto que o crescimento das fintech tem na banca e como estes players se posicionam no mercado. Esta tema está muito presente no dia-a-dia, tanto para os recém-chegados (fintech), é um mundo novo como para os incumbentes (bancos) é o lidar com novos desafios. Com base na informação da análise efetuada, os resultados sugerem que clientes estão recetivos à transformação digital e com forte propensão de ver a sua relação com o banco modificada e mais assente em plataformas digitais, essencialmente devido à redução dos custos e à comodidade e simplicidade no processamento de operações. Apesar de se ter constatado que existe ainda um desconhecimento grande sobre fintech, cerca de metade dos inquiridos em estudo ponderam aderir a serviços fintech no futuro. Outra análise registada, é que o atendimento personalizado (entenda-se presencial), foi o motivo mais citado para a não utilização dos serviços financeiros online. Este é um tema que as fintech têm de enfrentar face à ausência de balcões físicos e que se torna uma vantagem para os bancos. Assim, a banca tem um desafio pela frente e no futuro será o resultado da sinergia entre os pontos fortes de bancos tradicionais e das fintech. Esta relação é muito promissora e será cada vez mais necessária para o sucesso de ambas as partes. |
|---|---|
| Autores principais: | Freitas, Márcia Raquel Mendes |
| Assunto: | Banca Inovação Fintech Transformação digital Banking Digital transformation Innovation |
| Ano: | 2024 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade do Minho |
| Idioma: | português |
| Origem: | RepositóriUM - Universidade do Minho |
| Resumo: | A crise financeira de 2008 revelou falhas desconhecidas que existiam no sistema financeiro e desencadeou um clima de incerteza e desconfiança em relação às instituições financeiras ditas “tradicionais”. Estas falhas abriram portas para que novos operadores, como as fintech, ingressassem no mercado, oferecendo produtos e serviços financeiros inovadores que revolucionaram o sistema financeiro e suscitaram o interesse de novos utilizadores. As fintech estão a introduzir serviços financeiros inovadores suportados em novas tecnologias e Portugal tem-se consolidado como um importante hub tecnológico. Assim, foi desenvolvido um estudo de modo a perceber de que forma a população portuguesa está recetiva a esta nova forma de relacionamento entre o banco e o cliente, que passou a ser mediada pelas tecnologias da informação e da comunicação, bem como o impacto que o crescimento das fintech tem na banca e como estes players se posicionam no mercado. Esta tema está muito presente no dia-a-dia, tanto para os recém-chegados (fintech), é um mundo novo como para os incumbentes (bancos) é o lidar com novos desafios. Com base na informação da análise efetuada, os resultados sugerem que clientes estão recetivos à transformação digital e com forte propensão de ver a sua relação com o banco modificada e mais assente em plataformas digitais, essencialmente devido à redução dos custos e à comodidade e simplicidade no processamento de operações. Apesar de se ter constatado que existe ainda um desconhecimento grande sobre fintech, cerca de metade dos inquiridos em estudo ponderam aderir a serviços fintech no futuro. Outra análise registada, é que o atendimento personalizado (entenda-se presencial), foi o motivo mais citado para a não utilização dos serviços financeiros online. Este é um tema que as fintech têm de enfrentar face à ausência de balcões físicos e que se torna uma vantagem para os bancos. Assim, a banca tem um desafio pela frente e no futuro será o resultado da sinergia entre os pontos fortes de bancos tradicionais e das fintech. Esta relação é muito promissora e será cada vez mais necessária para o sucesso de ambas as partes. |
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