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Romanização: a construção de evidência histórica a partir de fontes materiais

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Este estudo qualitativo, descritivo e interpretativo teve como objetivo compreender como os estudantes pensam as fontes materiais em sala de aula, seguindo uma abordagem construtivista. Os estudantes dão primazia a fontes históricas escritas porque consideram que essas fontes lhes permitem aceder à informação mais facilmente. Assim, os estudantes frequentemente baseiam-se apenas nas fontes escritas, que representam a interpretação do autor – que pode ser uma visão parcial ou distorcida dos eventos históricos. Em sala de aula trabalhamos com diferentes tipos de fontes históricas, destacando-se as fontes materiais. Pretendíamos compreender as ideias dos estudantes acerca deste tipo de fonte histórica, antes e depois do trabalho em sala de aula, e aferir de que modo o trabalho com este tipo de fontes pode ter contribuído para a aprendizagem e construção de uma compreensão histórica contextualizada dos estudantes. Participaram vinte e quatro estudantes, com idades compreendidas entre os onze e treze anos de uma escola da cidade de Braga, norte de Portugal. Numa primeira fase, os estudantes consideravam as fontes escritas e testemunhos da época como os tipos de fontes mais credíveis para a compreensão histórica. Estes estudantes foram desafiados a reconstruir a realidade de “Roma no apogeu do Império” através de fontes materiais como cerâmica romana e numismática. Após o trabalho com estas fontes materiais, foi possível aferir uma progressão de ideias. Os estudantes começaram a considerar que a compreensão histórica exige uma análise e interpretação conjunta de diversos tipos de fontes histórica – Evidência Histórica. Reconheceram que as fontes escritas ou testemunhos podem ser enviesados, sendo necessária uma análise crítica. As fontes materiais oferecem uma oportunidade única para que os estudantes construam o seu próprio conhecimento através de questões como “que fonte é esta?”, “de que é feita?”, “qual era a sua importância no seu tempo histórico?”. Bem como, os estudantes colocarem as suas próprias questões às fontes materiais. Salienta-se o nosso papel como professores que deve compreender e desafiar as ideias preconcebidas dos nossos estudantes contribuindo para que na vida prática questionem a realidade e a informação, de modo a combater a desinformação.
Autores principais:Magalhães, Helder Cláudio Leite
Assunto:Educação Histórica Evidência Histórica Aula Oficina Antiguidade Clássica Fontes históricas materiais Historical Education Historical Evidence Workshop Class Classical Antiquity Material Historical Sources Ciências Sociais::Ciências da Educação
Ano:2024
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:Este estudo qualitativo, descritivo e interpretativo teve como objetivo compreender como os estudantes pensam as fontes materiais em sala de aula, seguindo uma abordagem construtivista. Os estudantes dão primazia a fontes históricas escritas porque consideram que essas fontes lhes permitem aceder à informação mais facilmente. Assim, os estudantes frequentemente baseiam-se apenas nas fontes escritas, que representam a interpretação do autor – que pode ser uma visão parcial ou distorcida dos eventos históricos. Em sala de aula trabalhamos com diferentes tipos de fontes históricas, destacando-se as fontes materiais. Pretendíamos compreender as ideias dos estudantes acerca deste tipo de fonte histórica, antes e depois do trabalho em sala de aula, e aferir de que modo o trabalho com este tipo de fontes pode ter contribuído para a aprendizagem e construção de uma compreensão histórica contextualizada dos estudantes. Participaram vinte e quatro estudantes, com idades compreendidas entre os onze e treze anos de uma escola da cidade de Braga, norte de Portugal. Numa primeira fase, os estudantes consideravam as fontes escritas e testemunhos da época como os tipos de fontes mais credíveis para a compreensão histórica. Estes estudantes foram desafiados a reconstruir a realidade de “Roma no apogeu do Império” através de fontes materiais como cerâmica romana e numismática. Após o trabalho com estas fontes materiais, foi possível aferir uma progressão de ideias. Os estudantes começaram a considerar que a compreensão histórica exige uma análise e interpretação conjunta de diversos tipos de fontes histórica – Evidência Histórica. Reconheceram que as fontes escritas ou testemunhos podem ser enviesados, sendo necessária uma análise crítica. As fontes materiais oferecem uma oportunidade única para que os estudantes construam o seu próprio conhecimento através de questões como “que fonte é esta?”, “de que é feita?”, “qual era a sua importância no seu tempo histórico?”. Bem como, os estudantes colocarem as suas próprias questões às fontes materiais. Salienta-se o nosso papel como professores que deve compreender e desafiar as ideias preconcebidas dos nossos estudantes contribuindo para que na vida prática questionem a realidade e a informação, de modo a combater a desinformação.