Publicação
Perguntas difíceis de crianças e as suas necessidades educativas atuais: estudo comparativo transversal
| Resumo: | De acordo com perspetivas teóricas e metodológicas em psicologia, pensa-se que a infância varia historicamente e os seus membros mudam, em conformidade com múltiplas sociedades humanas, em que a categoria infância é estruturalmente permanente e distinta de outras categorias - classe social, género ou etnia. Em contextos vitais - família, amigos e escola, foi pretendido um maior acesso aos saberes dos mais novos para a compreensão da sua identidade e cultura, na região norte de Portugal, o que exigiu das crianças a construção narrativa de perguntas. No Estudo de Caso com um corpus de dados numéricos e textuais relativos a questões colocadas a alguém/um sabichão, por 70 crianças de 4-12 anos, em 2014, comparou-se e categorizou-se a posteriori o seu querer aprender. O objetivo do estudo foi auscultar interesses atuais, sendo residentes em meios (semi)rurais, nos distritos de Braga, Viana do Castelo e Porto. Foram ainda contrastadas essas questões com as formuladas nas mesmas idades, em 2004. Nos resultados, observou-se a diversidade do questionamento, por investigação qualitativa (Costa,Souza e Souza, 2014), com técnica de Análise de Conteúdo, para as categorias ordenadas: técnicas e saber fazer; invenções e descobertas científicas; fantasias e magias; religião; aprendizagem escolar e quantidades numéricas; perguntas sobre o próprio ou sobre o/a senhor/a sabe tudo; e perguntas indefinidas. No ano de 2004, os mais novos acrescentaram vastas temáticas, nomeadamente sobre as origens da Humanidade, sobre as professoras e os colegas, além de perguntas dirigidas a políticos da época, a atender a calamidades e guerra do momento, sem excluir as perguntas fatuais sobre sexualidade, inimagináveis e/ou relativas ao Maravilhoso. As conclusões foram observadas, nomeadamente, por diferenças etárias e de sexo, com menor leque de temas atuais, dificuldade em perguntar e responder a questões abertas (Foddy, 1996, p. 211). |
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| Autores principais: | Fernandes, Rita |
| Outros Autores: | Gomes, Júlio; Cruz, Judite Zamith; Anastácio, Zélia |
| Assunto: | Crianças Perguntas Escola Interesses |
| Ano: | 2015 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | comunicação em conferência |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade do Minho |
| Idioma: | português |
| Origem: | RepositóriUM - Universidade do Minho |
| Resumo: | De acordo com perspetivas teóricas e metodológicas em psicologia, pensa-se que a infância varia historicamente e os seus membros mudam, em conformidade com múltiplas sociedades humanas, em que a categoria infância é estruturalmente permanente e distinta de outras categorias - classe social, género ou etnia. Em contextos vitais - família, amigos e escola, foi pretendido um maior acesso aos saberes dos mais novos para a compreensão da sua identidade e cultura, na região norte de Portugal, o que exigiu das crianças a construção narrativa de perguntas. No Estudo de Caso com um corpus de dados numéricos e textuais relativos a questões colocadas a alguém/um sabichão, por 70 crianças de 4-12 anos, em 2014, comparou-se e categorizou-se a posteriori o seu querer aprender. O objetivo do estudo foi auscultar interesses atuais, sendo residentes em meios (semi)rurais, nos distritos de Braga, Viana do Castelo e Porto. Foram ainda contrastadas essas questões com as formuladas nas mesmas idades, em 2004. Nos resultados, observou-se a diversidade do questionamento, por investigação qualitativa (Costa,Souza e Souza, 2014), com técnica de Análise de Conteúdo, para as categorias ordenadas: técnicas e saber fazer; invenções e descobertas científicas; fantasias e magias; religião; aprendizagem escolar e quantidades numéricas; perguntas sobre o próprio ou sobre o/a senhor/a sabe tudo; e perguntas indefinidas. No ano de 2004, os mais novos acrescentaram vastas temáticas, nomeadamente sobre as origens da Humanidade, sobre as professoras e os colegas, além de perguntas dirigidas a políticos da época, a atender a calamidades e guerra do momento, sem excluir as perguntas fatuais sobre sexualidade, inimagináveis e/ou relativas ao Maravilhoso. As conclusões foram observadas, nomeadamente, por diferenças etárias e de sexo, com menor leque de temas atuais, dificuldade em perguntar e responder a questões abertas (Foddy, 1996, p. 211). |
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