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Barreiras à inovação: persistência e efeitos

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Resumo:A inovação é amplamente reconhecida como um motor fulcral para o crescimento económico. No entanto, as empresas enfrentam frequentemente obstáculos que por vezes impedem as empresas de conseguir alcançar a inovação. Esta dissertação estuda as barreiras à inovação no contexto das empresas portuguesas e tem como objetivos principais (i) identificar os tipos de barreiras à inovação mais prevalentes nas empresas portuguesas; (ii) perceber se existe persistência nas barreiras e os tipos de barreiras que mais persistem ao longo do período temporal analisado; (iii) qual o efeito destas barreiras no desempenho económico das empresas portuguesas. Para esta finalidade foram recolhidos e considerados os dados relativos a Portugal de três inquéritos à inovação, CIS2014, CIS2016, CIS2018. Estes inquéritos contêm informação ao nível da empresa e são uma amostra representativa da população para empresas de pequena e média dimensão e censitária para as empresas de grande dimensão. Os resultados mostram que as barreiras com maior prevalência são as barreiras de custo, seguidas de mercado e, por último, de conhecimento. Ao longo do tempo verificou-se uma alteração na importância relativa das barreiras e na sua distribuição entre empresas e setores. Nos primeiros anos da análise entre 2012 e 2016 as empresas de menor dimensão e da indústria transformadora eram as mais afetadas pelas barreiras. No último período da análise, os resultados sugerem que a prevalência das barreiras por dimensão de empresa se tornou mais pervasiva, i.e., presentes entre empresas de diferente dimensão, e passou a ser maior nas empresas dos serviços. Verificamos ainda que existe persistência nas barreiras, sendo que a importância desta difere por tipo de barreira. As barreiras que apresentam maior persistência são as de mercado, seguidas de igual importância pelas de custo e conhecimento. Por fim, os resultados mostram que as barreiras à inovação apresentam uma relação negativa com o desempenho económico das empresas. Ainda que todos os tipos de barreiras apresentem um efeito negativo no desempenho das empresas ao longo de todo o período, nos anos mais recentes apenas as barreiras de custo apresentam significância estatística. Tal sugere que a importância relativa das barreiras se alterou e que a há uma diferença entre barreira percecionada e a barreira efetiva.
Autores principais:Soares, Mariana Fernandes
Assunto:Portugal Barreiras à inovação Persistência e efeitos das barreiras à inovação Barriers to Innovation Companies Persistence of barriers to innovation Effects of barriers to innovation
Ano:2022
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:A inovação é amplamente reconhecida como um motor fulcral para o crescimento económico. No entanto, as empresas enfrentam frequentemente obstáculos que por vezes impedem as empresas de conseguir alcançar a inovação. Esta dissertação estuda as barreiras à inovação no contexto das empresas portuguesas e tem como objetivos principais (i) identificar os tipos de barreiras à inovação mais prevalentes nas empresas portuguesas; (ii) perceber se existe persistência nas barreiras e os tipos de barreiras que mais persistem ao longo do período temporal analisado; (iii) qual o efeito destas barreiras no desempenho económico das empresas portuguesas. Para esta finalidade foram recolhidos e considerados os dados relativos a Portugal de três inquéritos à inovação, CIS2014, CIS2016, CIS2018. Estes inquéritos contêm informação ao nível da empresa e são uma amostra representativa da população para empresas de pequena e média dimensão e censitária para as empresas de grande dimensão. Os resultados mostram que as barreiras com maior prevalência são as barreiras de custo, seguidas de mercado e, por último, de conhecimento. Ao longo do tempo verificou-se uma alteração na importância relativa das barreiras e na sua distribuição entre empresas e setores. Nos primeiros anos da análise entre 2012 e 2016 as empresas de menor dimensão e da indústria transformadora eram as mais afetadas pelas barreiras. No último período da análise, os resultados sugerem que a prevalência das barreiras por dimensão de empresa se tornou mais pervasiva, i.e., presentes entre empresas de diferente dimensão, e passou a ser maior nas empresas dos serviços. Verificamos ainda que existe persistência nas barreiras, sendo que a importância desta difere por tipo de barreira. As barreiras que apresentam maior persistência são as de mercado, seguidas de igual importância pelas de custo e conhecimento. Por fim, os resultados mostram que as barreiras à inovação apresentam uma relação negativa com o desempenho económico das empresas. Ainda que todos os tipos de barreiras apresentem um efeito negativo no desempenho das empresas ao longo de todo o período, nos anos mais recentes apenas as barreiras de custo apresentam significância estatística. Tal sugere que a importância relativa das barreiras se alterou e que a há uma diferença entre barreira percecionada e a barreira efetiva.