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Materiais de construção auto-reparadores

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Resumo:A degradação de infraestruturas é atualmente um tema de grande importância quer pelos custos associados na sua futura reparação e reabilitação, quer também pelas gravosas consequências sociais e económicas devido à sua utilização condicionada aquando da execução das obras de reparação e reabilitação. As investigações sobre materiais que permitam minimizar estes problemas levaram ao estudo mais aprofundado de materiais com capacidade de auto-reparação, possibilitando a obtenção de estruturas mais sustentáveis, duráveis e a custos mais baixos. Este trabalho visa reunir investigações de vanguarda relativamente a materiais de construção autoreparadores, como forma de perspetivar um futuro mais sustentável para a indústria da construção. Serão aprofundadas quatro vertentes para a auto-reparação do betão, nomeadamente, a auto-reparação com recurso à utilização de cápsulas ou fibras ocas contendo agentes químicos, por hidratação posterior, betões com ductilidade ultraelevada e auto-reparação por recurso a bactérias. Também se terá em atenção o estudo destes materiais que favoreçam a durabilidade do betão e minimizem os efeitos prejudiciais para o ambiente durante a sua produção. Apesar das investigações promissoras na incorporação de cápsulas ou fibras ocas contendo agentes químicos para a auto-reparação de betões, existem controvérsias relativamente à sua utilização. O facto de ser necessário cápsulas ou fibras ocas bastante frágeis e de as mesmas aumentarem a porosidade do betão, são algumas das razões que impedem a sua aplicação imediata pela indústria de construção. A auto-reparação por hidratação posterior inclui a hidratação posterior de partículas de cimento não hidratadas e também a formação de carbonato de cálcio a partir do cálcio da pasta de cimento que reage com o dióxido de carbono dissolvido na água. Os betões de ductilidade ultraelevada reforçados com fibras usualmente designados na literatura científica pela abreviatura ECC são materiais com uma razão água/cimento reduzida e um volume de fibras inferior a 2%. Estes promissores materiais possuem uma elevada capacidade de auto-reparação (por hidratação posterior) pelo facto de conseguirem impedir que as fissuras não excedam 60 m mesmo no caso de elevadas deformações. O uso de bactérias para a auto-reparação do betão é um método natural e está associado com a precipitação mineral que ajuda a preencher os microporos e fissuras, reduzindo assim a sua permeabilidade. Contudo estes materiais ainda se encontram numa fase de investigação inicial longe da sua utilização efetiva pelo sector da construção.
Autores principais:Gomes, Anabela de Sá
Assunto:Auto-reparação Betão Encapsulação Hidratação posterior ECC Bactérias Durabilidade Self-healing Concrete Encapsulation Further hydration Bacteria Durability
Ano:2013
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:A degradação de infraestruturas é atualmente um tema de grande importância quer pelos custos associados na sua futura reparação e reabilitação, quer também pelas gravosas consequências sociais e económicas devido à sua utilização condicionada aquando da execução das obras de reparação e reabilitação. As investigações sobre materiais que permitam minimizar estes problemas levaram ao estudo mais aprofundado de materiais com capacidade de auto-reparação, possibilitando a obtenção de estruturas mais sustentáveis, duráveis e a custos mais baixos. Este trabalho visa reunir investigações de vanguarda relativamente a materiais de construção autoreparadores, como forma de perspetivar um futuro mais sustentável para a indústria da construção. Serão aprofundadas quatro vertentes para a auto-reparação do betão, nomeadamente, a auto-reparação com recurso à utilização de cápsulas ou fibras ocas contendo agentes químicos, por hidratação posterior, betões com ductilidade ultraelevada e auto-reparação por recurso a bactérias. Também se terá em atenção o estudo destes materiais que favoreçam a durabilidade do betão e minimizem os efeitos prejudiciais para o ambiente durante a sua produção. Apesar das investigações promissoras na incorporação de cápsulas ou fibras ocas contendo agentes químicos para a auto-reparação de betões, existem controvérsias relativamente à sua utilização. O facto de ser necessário cápsulas ou fibras ocas bastante frágeis e de as mesmas aumentarem a porosidade do betão, são algumas das razões que impedem a sua aplicação imediata pela indústria de construção. A auto-reparação por hidratação posterior inclui a hidratação posterior de partículas de cimento não hidratadas e também a formação de carbonato de cálcio a partir do cálcio da pasta de cimento que reage com o dióxido de carbono dissolvido na água. Os betões de ductilidade ultraelevada reforçados com fibras usualmente designados na literatura científica pela abreviatura ECC são materiais com uma razão água/cimento reduzida e um volume de fibras inferior a 2%. Estes promissores materiais possuem uma elevada capacidade de auto-reparação (por hidratação posterior) pelo facto de conseguirem impedir que as fissuras não excedam 60 m mesmo no caso de elevadas deformações. O uso de bactérias para a auto-reparação do betão é um método natural e está associado com a precipitação mineral que ajuda a preencher os microporos e fissuras, reduzindo assim a sua permeabilidade. Contudo estes materiais ainda se encontram numa fase de investigação inicial longe da sua utilização efetiva pelo sector da construção.