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Estratégia do retalho na indústria da moda em Portugal após COVID-19: uma análise exploratória

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Resumo:O mundo atravessou uma fase de muitas incertezas com o aparecimento do COVID-19. A pandemia teve um impacto enorme na vida das pessoas e mudou muitos hábitos de consumo. Grande parte da população teve que se isolar nas suas casas, o que mudou drasticamente o quotidiano das pessoas, fazendo com que as suas necessidades mudassem. A pandemia trouxe muitas questões humanitárias e ambientais à consciência do consumidor e que passam por um consumidor mais exigente com os padrões éticos da moda e que procuram uma moda mais sustentável, com mais justiça e altos padrões éticos tanto ambientais como humanitários. O encerramento de muitos estabelecimentos comerciais fez com que surgisse uma urgência para a transição do ponto de venda físico para online. Assim, muitas empresas que já tinham este canal operacional, conseguiram manter o seu negócio a funcionar durante a pandemia, enquanto que muitas outras tiveram necessidade de se introduzir neste canal de venda. As empresas que não tiveram a capacidade de ser reajustar para o ponto de venda online, sofreram um impacto maior nas suas vendas. O futuro do retalho passa pela indústria e retalho 4.0, pois traz muitas vantagens para as empresas, desde um crescimento de produtividade, a uma redução de custos, maior competitividade e maior eficácia nos processos da cadeia de valor, o que faz com que a mudança para a indústria 4.0 seja quase que inevitável. Os resultados indicam que o consumidor continua a dar preferência a deslocar-se a um ponto de venda físico para adquirir produtos de moda, pela possibilidade de tocar, ver e experimentar os artigos. Apesar de o uso do canal online para a aquisição de produtos de moda ter aumentado, o consumidor nunca será totalmente digital, o que indica que o futuro passa pela implementação do omnicanal. Apesar de ter existido uma urgência para a transição do ponto de venda físico para online numa fase pandémica, as empresas portuguesas ainda estão muito atrasadas na implementação da Indústria 4.0, e a pandemia não teve um impacto significativo no seu reajustamento pois este ainda não estava implementado antes do Covid-19. O reajustamento do retalho passa por implementar processos e componentes do Retalho 4.0, mas também surgiram questões éticas e humanitárias por parte do consumidor que levam um reajustamento da indústria face a questões éticas e sustentáveis, o que leva a muitas mudanças estruturais.
Autores principais:Garcia, Rita Alexandra Mateus
Assunto:COVID-19 Indústria 4.0 Retalho 4.0 Comportamento do consumidor Moda Industry 4.0 Retail 4.0 Consumer behavior Fashion
Ano:2023
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:O mundo atravessou uma fase de muitas incertezas com o aparecimento do COVID-19. A pandemia teve um impacto enorme na vida das pessoas e mudou muitos hábitos de consumo. Grande parte da população teve que se isolar nas suas casas, o que mudou drasticamente o quotidiano das pessoas, fazendo com que as suas necessidades mudassem. A pandemia trouxe muitas questões humanitárias e ambientais à consciência do consumidor e que passam por um consumidor mais exigente com os padrões éticos da moda e que procuram uma moda mais sustentável, com mais justiça e altos padrões éticos tanto ambientais como humanitários. O encerramento de muitos estabelecimentos comerciais fez com que surgisse uma urgência para a transição do ponto de venda físico para online. Assim, muitas empresas que já tinham este canal operacional, conseguiram manter o seu negócio a funcionar durante a pandemia, enquanto que muitas outras tiveram necessidade de se introduzir neste canal de venda. As empresas que não tiveram a capacidade de ser reajustar para o ponto de venda online, sofreram um impacto maior nas suas vendas. O futuro do retalho passa pela indústria e retalho 4.0, pois traz muitas vantagens para as empresas, desde um crescimento de produtividade, a uma redução de custos, maior competitividade e maior eficácia nos processos da cadeia de valor, o que faz com que a mudança para a indústria 4.0 seja quase que inevitável. Os resultados indicam que o consumidor continua a dar preferência a deslocar-se a um ponto de venda físico para adquirir produtos de moda, pela possibilidade de tocar, ver e experimentar os artigos. Apesar de o uso do canal online para a aquisição de produtos de moda ter aumentado, o consumidor nunca será totalmente digital, o que indica que o futuro passa pela implementação do omnicanal. Apesar de ter existido uma urgência para a transição do ponto de venda físico para online numa fase pandémica, as empresas portuguesas ainda estão muito atrasadas na implementação da Indústria 4.0, e a pandemia não teve um impacto significativo no seu reajustamento pois este ainda não estava implementado antes do Covid-19. O reajustamento do retalho passa por implementar processos e componentes do Retalho 4.0, mas também surgiram questões éticas e humanitárias por parte do consumidor que levam um reajustamento da indústria face a questões éticas e sustentáveis, o que leva a muitas mudanças estruturais.