Publicação
A família, a memória e os afetos: os Alves de Requião (séculos XVII-XX)
| Resumo: | Todos temos um passado, uma história, uma família na qual nascemos e fomos acolhidos pelo destino. É nessa família, com todas as suas vicissitudes, fraquezas, grandezas e todos os seus bens, materiais e humanos, que nos situamos, pois a nossa história familiar não começa apenas no dia em que nascemos. Se tivermos apenas isso em atenção, o nosso nascimento, seremos desenraizados, de pessoas e lugares, sem a sensação de pertença a um lugar, a uma família. É bom saber que somos o resultado de tantas histórias, de amor, de desamor, de vidas, mais ou menos preenchidas que atravessaram séculos e gerações até chegarem a nós. Todas essas gerações, esses homens e mulheres, fruto de um tempo, de uma conjuntura, de uma circunstância como tão bem definiu Ortega y Gasset, tiveram vidas que os registos escritos, sempre os registos, foram testemunhando e permitindo às gerações seguintes conhecê-los, e quiçá, estes se forem pessoas de afetos, os encararem como um património, que é também genético, seu. Foi neste sentido, e com base nos registos escritos que chegaram até aos nossos dias que nos propusemos conhecer a família Alves, que é a nossa família paterna. Seguindo sempre o lado varonil, que está na nossa ascendência direta, procurámos dar vida a estes homens, e também mulheres, alguns dos quais já bem distantes no tempo, conhecê-los melhor e á época em que viveram. Uma época que abarca quatro séculos distintos, e por isso mesmo tempos diferentes, embora o local seja sempre o mesmo, Requião. Como foram sempre os registos escritos que deram o mote à investigação e a direcionaram para as opções tomadas, este trabalho centrou-se na elaboração de uma história de vida de uma família, com os seus indivíduos, alguns dos quais com vida pública e por isso mesmo com muito maior quantidade de informação fruto de um maior número de fontes onde ficou registada a sua atividade. Conscientes de que existem outros tantos arquivos como este, de gente comum, como é o caso da família em questão, sem a ascendência aristocrática de grandes casas nobiliárquicas, que por si só são sinónimo de grandes e ricos arquivos familiares, e que é nas pequenas/grandes informações do quotidiano individual e familiar que está a história de um povo aventuramo-nos não apenas a um elencar de nomes que prefigurassem uma árvore genealógica mas de ir mais além, trazendo á luz do dia indivíduos que de uma forma ou de outra marcaram a sua presença no tempo e no espaço, e deixaram vestígios, registos documentais para memória futura, de alguém que um dia os quis ler e conhecer. |
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| Autores principais: | Araújo, Teresa Maria Mesquita Simões Alves de |
| Assunto: | Afetos Arquivos Família Memória Affections Archives Family Memory |
| Ano: | 2020 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | tese de doutoramento |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade do Minho |
| Idioma: | português |
| Origem: | RepositóriUM - Universidade do Minho |
| Resumo: | Todos temos um passado, uma história, uma família na qual nascemos e fomos acolhidos pelo destino. É nessa família, com todas as suas vicissitudes, fraquezas, grandezas e todos os seus bens, materiais e humanos, que nos situamos, pois a nossa história familiar não começa apenas no dia em que nascemos. Se tivermos apenas isso em atenção, o nosso nascimento, seremos desenraizados, de pessoas e lugares, sem a sensação de pertença a um lugar, a uma família. É bom saber que somos o resultado de tantas histórias, de amor, de desamor, de vidas, mais ou menos preenchidas que atravessaram séculos e gerações até chegarem a nós. Todas essas gerações, esses homens e mulheres, fruto de um tempo, de uma conjuntura, de uma circunstância como tão bem definiu Ortega y Gasset, tiveram vidas que os registos escritos, sempre os registos, foram testemunhando e permitindo às gerações seguintes conhecê-los, e quiçá, estes se forem pessoas de afetos, os encararem como um património, que é também genético, seu. Foi neste sentido, e com base nos registos escritos que chegaram até aos nossos dias que nos propusemos conhecer a família Alves, que é a nossa família paterna. Seguindo sempre o lado varonil, que está na nossa ascendência direta, procurámos dar vida a estes homens, e também mulheres, alguns dos quais já bem distantes no tempo, conhecê-los melhor e á época em que viveram. Uma época que abarca quatro séculos distintos, e por isso mesmo tempos diferentes, embora o local seja sempre o mesmo, Requião. Como foram sempre os registos escritos que deram o mote à investigação e a direcionaram para as opções tomadas, este trabalho centrou-se na elaboração de uma história de vida de uma família, com os seus indivíduos, alguns dos quais com vida pública e por isso mesmo com muito maior quantidade de informação fruto de um maior número de fontes onde ficou registada a sua atividade. Conscientes de que existem outros tantos arquivos como este, de gente comum, como é o caso da família em questão, sem a ascendência aristocrática de grandes casas nobiliárquicas, que por si só são sinónimo de grandes e ricos arquivos familiares, e que é nas pequenas/grandes informações do quotidiano individual e familiar que está a história de um povo aventuramo-nos não apenas a um elencar de nomes que prefigurassem uma árvore genealógica mas de ir mais além, trazendo á luz do dia indivíduos que de uma forma ou de outra marcaram a sua presença no tempo e no espaço, e deixaram vestígios, registos documentais para memória futura, de alguém que um dia os quis ler e conhecer. |
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