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Relações pedagógicas e sociais do estudante surdo no contexto brasileiro

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A educação especial no contexto educacional brasileiro ainda se encontra em processo de consolidação. Em vista disso, existem alguns aspectos que precisam ser considerados para que haja a efetivação de práticas pedagógicas e sociais que contemplem os estudantes surdos matriculados em classes comuns, como por exemplo: a necessidade de empoderamento da criança surda por meio da apropriação da Libras (Língua Brasileira de Sinais), a representatividade da língua (Libras) como fator impulsionador das relações sociais e o estabelecimento das relações interativo-afetivas entre professor e aluno surdo a partir de práticas pedagógicas inclusivas. Sendo assim, esta pesquisa objetivou analisar a representação social de um estudante surdo sobre as relações afetivas estabelecidas na sala de aula comum. Consideramos que o participante surdo faz parte de um coletivo ou grupo social e a sua manifestação simbólica reflete as suas construções sociais e culturais. Os instrumentos de obtenção de dados utilizados foram a observação e a Associação Livre de Palavras por meio do desenho, considerando a especificidade do aluno surdo. Em consonância com a teoria das representações sociais, esta pesquisa está pautada na abordagem qualitativa conforme Lakatos e Marconi (1991) pois aprofunda discussões sobre aspectos subjetivos de um fenômeno social e vislumbra a construção de interpretações e exploração de significados expressos por meio do desenho. A pesquisa foi realizada numa escola pública municipal do interior da Bahia com um estudante surdo. Nesta classe, haviam 28 alunos, a professora regente e um intérprete de Libras para garantir a acessibilidade comunicacional do estudante surdo. As análises indicam o estabelecimento de relações interativas entre o estudante surdo com seus pares (colegas de turma) e com a professora, mostram também evidências de aprendizagem a partir da participação do estudante em momentos pedagógicos durante as aulas. Por fim, a representação do estudante surdo ancora a escola como o local de encontro de satisfação, de acolhimento e de felicidade.
Autores principais:Machado, Maira
Outros Autores:Duarte, Ana Cristina; Cruz-Santos, Anabela
Assunto:Educação especial Inclusão Acessibilidade comunicacional Libras Special education Inclusion Communicational accessibility
Ano:2025
País:Portugal
Tipo de documento:comunicação em conferência
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:A educação especial no contexto educacional brasileiro ainda se encontra em processo de consolidação. Em vista disso, existem alguns aspectos que precisam ser considerados para que haja a efetivação de práticas pedagógicas e sociais que contemplem os estudantes surdos matriculados em classes comuns, como por exemplo: a necessidade de empoderamento da criança surda por meio da apropriação da Libras (Língua Brasileira de Sinais), a representatividade da língua (Libras) como fator impulsionador das relações sociais e o estabelecimento das relações interativo-afetivas entre professor e aluno surdo a partir de práticas pedagógicas inclusivas. Sendo assim, esta pesquisa objetivou analisar a representação social de um estudante surdo sobre as relações afetivas estabelecidas na sala de aula comum. Consideramos que o participante surdo faz parte de um coletivo ou grupo social e a sua manifestação simbólica reflete as suas construções sociais e culturais. Os instrumentos de obtenção de dados utilizados foram a observação e a Associação Livre de Palavras por meio do desenho, considerando a especificidade do aluno surdo. Em consonância com a teoria das representações sociais, esta pesquisa está pautada na abordagem qualitativa conforme Lakatos e Marconi (1991) pois aprofunda discussões sobre aspectos subjetivos de um fenômeno social e vislumbra a construção de interpretações e exploração de significados expressos por meio do desenho. A pesquisa foi realizada numa escola pública municipal do interior da Bahia com um estudante surdo. Nesta classe, haviam 28 alunos, a professora regente e um intérprete de Libras para garantir a acessibilidade comunicacional do estudante surdo. As análises indicam o estabelecimento de relações interativas entre o estudante surdo com seus pares (colegas de turma) e com a professora, mostram também evidências de aprendizagem a partir da participação do estudante em momentos pedagógicos durante as aulas. Por fim, a representação do estudante surdo ancora a escola como o local de encontro de satisfação, de acolhimento e de felicidade.

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