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Avaliação da dispersão da levedura starter - Zymaflore Vl1 de Laffort Oenologie, em ambiente natural na proximidade de adegas da Região dos Vinhos Verdes

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Nos últimos 20 anos, foi seleccionado um elevado número de estirpes da levedura Saccharomyces cerevisiae tendo em vista a sua aplicação em enologia. Hoje em dia, cerca de 50% da produção total de vinho na Europa é obtida através do uso destas leveduras industriais, comercializadas por várias empresas. Do ponto de vista ecológico tratam-se de estirpes não-indígenas de S. cerevisiae, que são introduzidas anualmente no ecossistema na zona da adega. Conhecer a capacidade de adaptação e/ou dispersão destas estirpes no ambiente natural, e em zonas geográficas distintas, constituiu o objectivo do presente trabalho. A duração prevista destes estudos é 3 anos. Seleccionaram-se três vinhas localizadas na proximidade de adegas da região demarcada dos Vinhos Verdes: Quinta de Covela (S. Tomé de Covela/Baião), Quinta do Ameal (Ponte de Lima) e Provam (Monção). O critério de selecção das adegas assentou no facto de estas distanciarem mais de 10 km entre si e de utilizarem continuamente a levedura starter (Zymaflore VL1 de Laffort Oenologie) nos últimos 5 anos. A colheitas das uvas foi realizadas em seis pontos de amostragem em campanhas pré-vindima e pós-vindima. Foram realizadas 36 vinificações à escala laboratorial (0,5 l de mosto proveniente de cerca de 2 Kg de uvas), à temperatura de 20ºC. Em cada microvinificação recolheram-se 30 colónias nos pontos da fermentação alcoólica correspondentes à perda de 30g/l (fase intermédia da fermentação) e de 70g/l (fase final da fermentação). A identificação das estirpes isoladas foi realizada por análise dos padrões de amplificação de sequências ∂ [1, 2] e por análise dos padrões de restrição de DNA mitocondrial [3]. Na Quinta de Covela, e apenas no ponto mais próximo da adega se detectaram colónias com padrões idênticos à VL, tanto na amostra pré-vindima (3%), como na amostra pós-vindima (97%).
Autores principais:Schuller, Dorit Elisabeth
Outros Autores:Quintas, L.; Dequin, Sylvie; Casal, Margarida
Ano:2002
País:Portugal
Tipo de documento:outro
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:Nos últimos 20 anos, foi seleccionado um elevado número de estirpes da levedura Saccharomyces cerevisiae tendo em vista a sua aplicação em enologia. Hoje em dia, cerca de 50% da produção total de vinho na Europa é obtida através do uso destas leveduras industriais, comercializadas por várias empresas. Do ponto de vista ecológico tratam-se de estirpes não-indígenas de S. cerevisiae, que são introduzidas anualmente no ecossistema na zona da adega. Conhecer a capacidade de adaptação e/ou dispersão destas estirpes no ambiente natural, e em zonas geográficas distintas, constituiu o objectivo do presente trabalho. A duração prevista destes estudos é 3 anos. Seleccionaram-se três vinhas localizadas na proximidade de adegas da região demarcada dos Vinhos Verdes: Quinta de Covela (S. Tomé de Covela/Baião), Quinta do Ameal (Ponte de Lima) e Provam (Monção). O critério de selecção das adegas assentou no facto de estas distanciarem mais de 10 km entre si e de utilizarem continuamente a levedura starter (Zymaflore VL1 de Laffort Oenologie) nos últimos 5 anos. A colheitas das uvas foi realizadas em seis pontos de amostragem em campanhas pré-vindima e pós-vindima. Foram realizadas 36 vinificações à escala laboratorial (0,5 l de mosto proveniente de cerca de 2 Kg de uvas), à temperatura de 20ºC. Em cada microvinificação recolheram-se 30 colónias nos pontos da fermentação alcoólica correspondentes à perda de 30g/l (fase intermédia da fermentação) e de 70g/l (fase final da fermentação). A identificação das estirpes isoladas foi realizada por análise dos padrões de amplificação de sequências ∂ [1, 2] e por análise dos padrões de restrição de DNA mitocondrial [3]. Na Quinta de Covela, e apenas no ponto mais próximo da adega se detectaram colónias com padrões idênticos à VL, tanto na amostra pré-vindima (3%), como na amostra pós-vindima (97%).