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Anjos, magia, cabala e fé : o seu contributo para a protecção e cura das doenças e a promoção da saúde

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Com o advento do ano 2000, emergiu em Portugal uma nova religiosidade, a Angelologia: os anjos reapareceram como um elo que unia as pessoas em torno de sentimentos como o perdão, a igualdade e o amor, e paradigmas simbólicos da tolerância religiosa. Eles fazem a ponte entre diversas religiões: o Zoroastrismo, o Judaísmo, o Gnosticismo, o Islamismo e o Catolicismo. Relacionando os anjos com a minha área de mestrado surgiu o título da minha dissertação. Desta forma, a problemática desta tese consistiu em sabermos, de que modo os anjos, a magia, a cabala e a fé influenciam a cura dos doentes, e qual a contribuição da fé na promoção da saúde. Essa é, aliás, a questão de partida. Por conseguinte, optamos por utilizar a pesquisa qualitativa neste trabalho, que utilizou como técnicas a entrevista semi-estruturada e a análise de conteúdo das mesmas; para tal, abordei seguidores do espiritismo, um ex-umbandista, e um padre Capuchino da Igreja Catolica. Consegui provar a hipótese nula, pois tanto o ex umbandistas como os espíritas crêem que os anjos têm uma influência positiva para a saúde pois inspiram bons pensamentos e auxiliam o próximo através da sua mediunidade. O médium é um mensageiro da entidade, e o anjo um mensageiro de Deus para o todos os credos estudados. Apenas o padre revelou, de forma implícita, conhecer a cabala hebraica e a hierarquia angélica. Existe prática de magia branca, ou do bem na Umbanda no manuseamento de ervas e na defumação. Aquilo que os umbandistas classificam como magia, o padre e os kardecistas designam como milagre. A cura através da fé, ou cura espiritual, a qual recorre à mediunidade como método e utiliza o médium como instrumento, já é aceite por alguns profissionais de saúde como uma medicina alternativa, tendo como exemplo mais eminente, a Religião; esta enuncia a prece como suporte principal de alívio aos enfermos, apaziguando nos momentos de dor e religando o homem Pós-moderno, consigo, com o outro e com Deus. Não se provou que a fé cura, mas sim que a religião, em todas as suas vertentes, pode solucionar casos para os quais a medicina não tem solução. Portanto, constata-se que constitui um suporte emocional, pelo que se pode corroborar que a espiritualidade deve ser incluída na nova definição de saúde da Organização Mundial de Saúde, indo de encontro à opinião do enfermeiro entrevistado, que afirma com ironia que nos momentos de agonia até um ateu clama por Deus.
Autores principais:Magalhães, Mafalda Joana Saraiva
Assunto:Angelologia Magia Saúde Mediunidade Cura Medicinas alternativas Angelology Magic Health Mediumship Healing Alternative medicines
Ano:2012
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:Com o advento do ano 2000, emergiu em Portugal uma nova religiosidade, a Angelologia: os anjos reapareceram como um elo que unia as pessoas em torno de sentimentos como o perdão, a igualdade e o amor, e paradigmas simbólicos da tolerância religiosa. Eles fazem a ponte entre diversas religiões: o Zoroastrismo, o Judaísmo, o Gnosticismo, o Islamismo e o Catolicismo. Relacionando os anjos com a minha área de mestrado surgiu o título da minha dissertação. Desta forma, a problemática desta tese consistiu em sabermos, de que modo os anjos, a magia, a cabala e a fé influenciam a cura dos doentes, e qual a contribuição da fé na promoção da saúde. Essa é, aliás, a questão de partida. Por conseguinte, optamos por utilizar a pesquisa qualitativa neste trabalho, que utilizou como técnicas a entrevista semi-estruturada e a análise de conteúdo das mesmas; para tal, abordei seguidores do espiritismo, um ex-umbandista, e um padre Capuchino da Igreja Catolica. Consegui provar a hipótese nula, pois tanto o ex umbandistas como os espíritas crêem que os anjos têm uma influência positiva para a saúde pois inspiram bons pensamentos e auxiliam o próximo através da sua mediunidade. O médium é um mensageiro da entidade, e o anjo um mensageiro de Deus para o todos os credos estudados. Apenas o padre revelou, de forma implícita, conhecer a cabala hebraica e a hierarquia angélica. Existe prática de magia branca, ou do bem na Umbanda no manuseamento de ervas e na defumação. Aquilo que os umbandistas classificam como magia, o padre e os kardecistas designam como milagre. A cura através da fé, ou cura espiritual, a qual recorre à mediunidade como método e utiliza o médium como instrumento, já é aceite por alguns profissionais de saúde como uma medicina alternativa, tendo como exemplo mais eminente, a Religião; esta enuncia a prece como suporte principal de alívio aos enfermos, apaziguando nos momentos de dor e religando o homem Pós-moderno, consigo, com o outro e com Deus. Não se provou que a fé cura, mas sim que a religião, em todas as suas vertentes, pode solucionar casos para os quais a medicina não tem solução. Portanto, constata-se que constitui um suporte emocional, pelo que se pode corroborar que a espiritualidade deve ser incluída na nova definição de saúde da Organização Mundial de Saúde, indo de encontro à opinião do enfermeiro entrevistado, que afirma com ironia que nos momentos de agonia até um ateu clama por Deus.