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Estudo de sobrevivência das doentes com cancro do colo de útero

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Este trabalho demostra de que forma a sobrevivência após o diagnóstico do CCU é influenciado pelo rastreio do CCU. O principal objetivo deste projeto foi comparar a sobrevivência das mulheres submetidas ao rastreio do CCU com a das mulheres não submetidas ao rastreio e verificar quais as covariáveis que influenciam a sobrevivência por CCU. Da análise de sobrevivência, verificou-se que o tempo médio de sobrevivência por CCU é de 2381,3 dias e a sobrevivência global a 1, 3 e 5 anos após o diagnóstico do CCU são de 95,7%, 89,8% e 87,3%, respetivamente. Em média as mulheres submetidas ao rastreio do CCU sobrevivem 478 dias mais do que as mulheres não submetidas ao rastreio do CCU. As covariáveis que por si só influenciaram a sobrevivência por CCU foram, rastreio do CCU, faixa etária, comportamento do cancro, estadiamento do cancro à data diagnóstico, distrito de residência das pacientes, sintomas do cancro, nível de escolaridade, número de partos, número de gestações e o número de abortos. Através do teste de log-rank e o modelo de Cox simples, verificou-se que existem diferenças estatisticamente significativas na sobrevivência das mulheres submetidas ao rastreio e das não submetidas ao rastreio e que as mulheres não submetidas ao rastreio do CCU têm 7,831 vezes mais risco de morte por CCU do que as mulheres submetidas ao rastreio. Deste estudo conclui-se que que existem diferenças estatisticamente significativas na sobrevivência após o diagnóstico do CCU para as mulheres rastreadas e não rastreadas, só a partir de 45 anos. Do modelo de regressão de Cox múltiplo, conclui-se que para um nível de significância de 5% as mulheres não submetidas ao rastreio, com comportamento do cancro maligno, com localização primária na faixa etária dos [45,54], têm um risco acrescido estatisticamente significativa de ter morte por CCU.
Autores principais:Lopes, Paula Rosa Silva
Assunto:Análise de sobrevivência Cancro do colo do útero Rastreio do cancro do colo do útero Modelo de regressão de Cox Survival analysis Cervical cancer Screening Cox regression model
Ano:2017
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:Este trabalho demostra de que forma a sobrevivência após o diagnóstico do CCU é influenciado pelo rastreio do CCU. O principal objetivo deste projeto foi comparar a sobrevivência das mulheres submetidas ao rastreio do CCU com a das mulheres não submetidas ao rastreio e verificar quais as covariáveis que influenciam a sobrevivência por CCU. Da análise de sobrevivência, verificou-se que o tempo médio de sobrevivência por CCU é de 2381,3 dias e a sobrevivência global a 1, 3 e 5 anos após o diagnóstico do CCU são de 95,7%, 89,8% e 87,3%, respetivamente. Em média as mulheres submetidas ao rastreio do CCU sobrevivem 478 dias mais do que as mulheres não submetidas ao rastreio do CCU. As covariáveis que por si só influenciaram a sobrevivência por CCU foram, rastreio do CCU, faixa etária, comportamento do cancro, estadiamento do cancro à data diagnóstico, distrito de residência das pacientes, sintomas do cancro, nível de escolaridade, número de partos, número de gestações e o número de abortos. Através do teste de log-rank e o modelo de Cox simples, verificou-se que existem diferenças estatisticamente significativas na sobrevivência das mulheres submetidas ao rastreio e das não submetidas ao rastreio e que as mulheres não submetidas ao rastreio do CCU têm 7,831 vezes mais risco de morte por CCU do que as mulheres submetidas ao rastreio. Deste estudo conclui-se que que existem diferenças estatisticamente significativas na sobrevivência após o diagnóstico do CCU para as mulheres rastreadas e não rastreadas, só a partir de 45 anos. Do modelo de regressão de Cox múltiplo, conclui-se que para um nível de significância de 5% as mulheres não submetidas ao rastreio, com comportamento do cancro maligno, com localização primária na faixa etária dos [45,54], têm um risco acrescido estatisticamente significativa de ter morte por CCU.