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Caracterização bioquímica e molecular da hipercolesterolemia familiar na Região Norte e Centro de Portugal

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Resumo:A Hipercolesterolemia Familiar (FH) é uma patologia de origem genética, autossómica dominante e ainda que seja uma das patologias genéticas mais comuns na Europa é frequentemente sub-diagnosticada. O fenótipo da FH é caracterizado essencialmente, pelo aumento dos níveis de colesterol total (CT) e dos níveis de colesterol das lipoproteínas de baixa densidade no plasma (c-LDL) assim como pelo desenvolvimento da doença coronária prematura e aterosclerose. Esta patologia é mais frequentemente causada por mutações no gene do receptor das lipoproteínas de baixa densidade (LDLR) todavia, mutações no gene da Apolipoproteína B (APOB) e no gene Pró-proteína Convertase Subtilisina/Kexina tipo 9 (PCSK9) estão igualmente descritas como causa de FH. A caracterização bioquímica e molecular da FH em indivíduos da região norte e centro de Portugal foi a finalidade deste trabalho. O estudo molecular baseou-se na análise do gene LDLR e APOB através da amplificação por PCR e sequenciação directa. Foram referenciados ao Estudo Português de Hipercolesterolemia Familiar (EPHF), 34 indivíduos naturais da região norte ou centro do País, todavia 7 (20,6%) não apresentavam critérios de diagnóstico clínico de FH. Dos 27 casos-índex estudados, 17 (63%) são crianças ( 16 anos). Os valores de CT e c-LDL apresentados pelo grupo pediátrico foram de 249,4±25,6 mg/dL e 173,8±28,0 mg/dL, respectivamente. Na população adulta estes valores foram de 308,0±21,9 mg/dL e 218,5±15,6 mg/dL. A causa genética de hipercolesterolemia foi determinada em 29,6% dos indivíduos, tendo sido identificadas 7 alterações no gene LDLR e apenas 1 no gene APOB. Das alterações encontradas, 3 ainda não se encontram descritas. Este trabalho evidência a importância do diagnóstico precoce e da utilidade deste na prevenção cardiovascular, viabilizando a introdução de medidas da terapêuticas mais precoces e/ou agressivas tanto nos casos-índex como nos familiares identificadas geneticamente com FH.
Autores principais:Freitas, Ana
Assunto:Doenças cardiovasculares Hipercolesterolemia familiar Lipoproteínas Colesterol Lipoproteínas de baixa densidade Receptor das LDL Mutações genéticas Diagnóstico precoce Cardiovascular diseases Familial hypercholesterolemia Lipoproteins Cholesterol Low-Density lipoprotein LDL receptor Genetic mutations Early diagnosis
Ano:2010
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:A Hipercolesterolemia Familiar (FH) é uma patologia de origem genética, autossómica dominante e ainda que seja uma das patologias genéticas mais comuns na Europa é frequentemente sub-diagnosticada. O fenótipo da FH é caracterizado essencialmente, pelo aumento dos níveis de colesterol total (CT) e dos níveis de colesterol das lipoproteínas de baixa densidade no plasma (c-LDL) assim como pelo desenvolvimento da doença coronária prematura e aterosclerose. Esta patologia é mais frequentemente causada por mutações no gene do receptor das lipoproteínas de baixa densidade (LDLR) todavia, mutações no gene da Apolipoproteína B (APOB) e no gene Pró-proteína Convertase Subtilisina/Kexina tipo 9 (PCSK9) estão igualmente descritas como causa de FH. A caracterização bioquímica e molecular da FH em indivíduos da região norte e centro de Portugal foi a finalidade deste trabalho. O estudo molecular baseou-se na análise do gene LDLR e APOB através da amplificação por PCR e sequenciação directa. Foram referenciados ao Estudo Português de Hipercolesterolemia Familiar (EPHF), 34 indivíduos naturais da região norte ou centro do País, todavia 7 (20,6%) não apresentavam critérios de diagnóstico clínico de FH. Dos 27 casos-índex estudados, 17 (63%) são crianças ( 16 anos). Os valores de CT e c-LDL apresentados pelo grupo pediátrico foram de 249,4±25,6 mg/dL e 173,8±28,0 mg/dL, respectivamente. Na população adulta estes valores foram de 308,0±21,9 mg/dL e 218,5±15,6 mg/dL. A causa genética de hipercolesterolemia foi determinada em 29,6% dos indivíduos, tendo sido identificadas 7 alterações no gene LDLR e apenas 1 no gene APOB. Das alterações encontradas, 3 ainda não se encontram descritas. Este trabalho evidência a importância do diagnóstico precoce e da utilidade deste na prevenção cardiovascular, viabilizando a introdução de medidas da terapêuticas mais precoces e/ou agressivas tanto nos casos-índex como nos familiares identificadas geneticamente com FH.