Publicação
O relato voluntário nos municípios portugueses : uma análise ao relatório de sustentabilidade
| Resumo: | Esta dissertação tem como objetivos estudar como a informação voluntária incluída nos relatórios de sustentabilidade é apresentada e utilizada pelos Municípios portugueses e o porquê da elaboração e publicação do Relatório de Sustentabilidade por parte dos mesmos. Enquadrando-se na investigação qualitativa com uma perspetiva interpretativa, atendendo ao enquadramento teórico sustentado pelos argumentos da teoria da legitimidade, da teoria dos stakeholders, da teoria da gestão de impressões e da teoria institucional, o trabalho empírico socorre-se de quatro estudos de caso múltiplos: os Municípios da Marinha Grande, do Porto, de Proença-a-Nova e da Sertã. É efetuada uma análise à estrutura e conteúdo dos Relatórios de Sustentabilidade publicados pelos quatro Municípios, que é complementada com informação obtida de sete entrevistas semiestruturadas. A análise aos Relatórios de Sustentabilidade evidencia que a maioria é construída, com recurso a uma empresa de consultadoria, de forma a legitimar a ação do executivo, através de narrativas, indicadores financeiros e não financeiros e elementos visuais, estratégia suportada pelos argumentos das teorias da legitimidade, da teoria dos stakeholders e da teoria da gestão de impressões. Através das entrevistas efetuadas conclui-se que a decisão relativa à elaboração do Relatório de Sustentabilidade partiu dos Presidentes dos respetivos Municípios. No entanto, o Município durante o processo praticamente assumiu o papel de compilador da informação solicitada pela empresa de consultadoria. A principal motivação subjacente à sua elaboração foi a promoção das atividades/realizações do executivo camarário, daí ter sido levada a cabo próximo de um processo eleitoral, consistindo numa estratégia de manutenção ou aumento da legitimidade perante os principais stakeholders. Verificou-se que a mesma foi motivada por uma entidade externa com competências para tal, o que evidencia a presença de isomorfismo normativo, à luz da teoria institucional. As respostas obtidas asseguram que a sua elaboração não implicou alterações nos procedimentos internos relacionados com o desenvolvimento sustentável e a sustentabilidade dos Municípios, não se tendo consubstanciado numa prática institucionalizada. |
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| Autores principais: | Cunha, Elisabete Carmélia Ponte da |
| Assunto: | Relato voluntário Sustentabilidade Desenvolvimento sustentável Relatório de sustentabilidade Municípios portugueses Voluntary reporting Sustainability Sustainable development Sustainability report Portuguese municipalities |
| Ano: | 2015 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade do Minho |
| Idioma: | português |
| Origem: | RepositóriUM - Universidade do Minho |
| Resumo: | Esta dissertação tem como objetivos estudar como a informação voluntária incluída nos relatórios de sustentabilidade é apresentada e utilizada pelos Municípios portugueses e o porquê da elaboração e publicação do Relatório de Sustentabilidade por parte dos mesmos. Enquadrando-se na investigação qualitativa com uma perspetiva interpretativa, atendendo ao enquadramento teórico sustentado pelos argumentos da teoria da legitimidade, da teoria dos stakeholders, da teoria da gestão de impressões e da teoria institucional, o trabalho empírico socorre-se de quatro estudos de caso múltiplos: os Municípios da Marinha Grande, do Porto, de Proença-a-Nova e da Sertã. É efetuada uma análise à estrutura e conteúdo dos Relatórios de Sustentabilidade publicados pelos quatro Municípios, que é complementada com informação obtida de sete entrevistas semiestruturadas. A análise aos Relatórios de Sustentabilidade evidencia que a maioria é construída, com recurso a uma empresa de consultadoria, de forma a legitimar a ação do executivo, através de narrativas, indicadores financeiros e não financeiros e elementos visuais, estratégia suportada pelos argumentos das teorias da legitimidade, da teoria dos stakeholders e da teoria da gestão de impressões. Através das entrevistas efetuadas conclui-se que a decisão relativa à elaboração do Relatório de Sustentabilidade partiu dos Presidentes dos respetivos Municípios. No entanto, o Município durante o processo praticamente assumiu o papel de compilador da informação solicitada pela empresa de consultadoria. A principal motivação subjacente à sua elaboração foi a promoção das atividades/realizações do executivo camarário, daí ter sido levada a cabo próximo de um processo eleitoral, consistindo numa estratégia de manutenção ou aumento da legitimidade perante os principais stakeholders. Verificou-se que a mesma foi motivada por uma entidade externa com competências para tal, o que evidencia a presença de isomorfismo normativo, à luz da teoria institucional. As respostas obtidas asseguram que a sua elaboração não implicou alterações nos procedimentos internos relacionados com o desenvolvimento sustentável e a sustentabilidade dos Municípios, não se tendo consubstanciado numa prática institucionalizada. |
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