Publicação
Números e operações no 1º e 6º ano de escolaridade: uma abordagem lúdica e tecnológica
| Resumo: | O seguinte relatório apresenta o Projeto de Intervenção Pedagógica desenvolvido no âmbito do Estágio do Mestrado em Ensino do 1.º Ciclo do Ensino Básico e de Matemática e Ciências Naturais no 2.º Ciclo do Ensino Básico, centrado no tema Números e Operações. O Estudo teve como principal objetivo compreender de que forma os alunos do 1.º e 6.º ano de escolaridade entendem os números e as operações. Neste sentido, o estudo procurou responder às seguintes questões de investigação: Como entendem os alunos os números e as operações? Quais as dificuldades dos alunos sobre os números? Quais as dificuldades dos alunos em relação às operações? Como as atividades lúdicas e tecnológicas podem promover a compreensão matemática dos alunos? Realizaram-se dois estudos. O Estudo 1 ocorreu numa uma turma do 1.º ano de escolaridade (18 alunos). Nele realizaram-se 5 sessões sobre decomposição numérica, soma e subtração. O Estudo 2 realizou-se numa turma do 6º ano de escolaridade (20 alunos), e integrou 5 sessões sobre potências, frações e operações com potências e frações. Em ambos, recorreu-se a uma metodologia próxima de Investigação-Ação, assentes numa prática reflexiva, integrando momentos de diagnóstico, implementação de sessões e avaliação final. As atividades propostas privilegiam o recurso a jogos, materiais manipuláveis e ferramentas tecnológicas, com o intuito de promover o desenvolvimento do sentido de número e do sentido de operação, bem como o envolvimento ativo dos alunos no processo de aprendizagem. Os resultados evidenciam que no 1.º ano, os alunos tendem a associar a adição aos sentidos de juntar e acrescentar, recorrendo maioritariamente a estratégias de contagem, e que a subtração é frequentemente compreendida apenas como retirar, revelando fragilidades na mobilização de outros significados das operações. No 6.º ano, apesar de haver um maior domínio dos algoritmos e das regras das operações, persistem dificuldades ao nível da compreensão conceptual, com uma predominância de abordagens procedimentais em detrimento da construção de significado matemático. De um modo geral, os resultados indicam que a utilização de jogos, materiais manipuláveis e ferramentas tecnológicas, contribuiu para aumentar o envolvimento dos alunos e favorecer aprendizagens mais significativas, embora se mantenham desafios relacionados com a mobilização de significados matemáticos. O Estudo reforça, assim, a importância de práticas pedagógicas que privilegiem a compreensão conceptual e a construção ativa do conhecimento matemático. |
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| Autores principais: | Damásio, Beatriz Oliveira |
| Assunto: | Ferramentas Tecnológicas Materiais Didáticos Números Operações Aritméticas Arithmetic Operations Didactic Materials Numbers Technological Tools Ciências Sociais::Ciências da Educação |
| Ano: | 2026 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade do Minho |
| Idioma: | português |
| Origem: | RepositóriUM - Universidade do Minho |
| Resumo: | O seguinte relatório apresenta o Projeto de Intervenção Pedagógica desenvolvido no âmbito do Estágio do Mestrado em Ensino do 1.º Ciclo do Ensino Básico e de Matemática e Ciências Naturais no 2.º Ciclo do Ensino Básico, centrado no tema Números e Operações. O Estudo teve como principal objetivo compreender de que forma os alunos do 1.º e 6.º ano de escolaridade entendem os números e as operações. Neste sentido, o estudo procurou responder às seguintes questões de investigação: Como entendem os alunos os números e as operações? Quais as dificuldades dos alunos sobre os números? Quais as dificuldades dos alunos em relação às operações? Como as atividades lúdicas e tecnológicas podem promover a compreensão matemática dos alunos? Realizaram-se dois estudos. O Estudo 1 ocorreu numa uma turma do 1.º ano de escolaridade (18 alunos). Nele realizaram-se 5 sessões sobre decomposição numérica, soma e subtração. O Estudo 2 realizou-se numa turma do 6º ano de escolaridade (20 alunos), e integrou 5 sessões sobre potências, frações e operações com potências e frações. Em ambos, recorreu-se a uma metodologia próxima de Investigação-Ação, assentes numa prática reflexiva, integrando momentos de diagnóstico, implementação de sessões e avaliação final. As atividades propostas privilegiam o recurso a jogos, materiais manipuláveis e ferramentas tecnológicas, com o intuito de promover o desenvolvimento do sentido de número e do sentido de operação, bem como o envolvimento ativo dos alunos no processo de aprendizagem. Os resultados evidenciam que no 1.º ano, os alunos tendem a associar a adição aos sentidos de juntar e acrescentar, recorrendo maioritariamente a estratégias de contagem, e que a subtração é frequentemente compreendida apenas como retirar, revelando fragilidades na mobilização de outros significados das operações. No 6.º ano, apesar de haver um maior domínio dos algoritmos e das regras das operações, persistem dificuldades ao nível da compreensão conceptual, com uma predominância de abordagens procedimentais em detrimento da construção de significado matemático. De um modo geral, os resultados indicam que a utilização de jogos, materiais manipuláveis e ferramentas tecnológicas, contribuiu para aumentar o envolvimento dos alunos e favorecer aprendizagens mais significativas, embora se mantenham desafios relacionados com a mobilização de significados matemáticos. O Estudo reforça, assim, a importância de práticas pedagógicas que privilegiem a compreensão conceptual e a construção ativa do conhecimento matemático. |
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