Publicação
O soft power e a diplomacia pública da União Europeia: o caso do Programa Erasmus+
| Resumo: | Nos últimos anos, a União Europeia (UE) tem vindo a vivenciar um declínio no seu poder de influência, fruto das múltiplas crises económicas, políticas e sociais pelas quais tem passado, como por exemplo, a crise financeira da zona Euro, a crise dos refugiados, o “Brexit” e, mais recentemente, a pandemia da COVID-19 e a guerra na Ucrânia. Como expectável, estes eventos afetaram profundamente a sua imagem e poder de atração externos. No entanto, há que destacar o aspeto mais conhecido da organização: o seu soft power e a influência da cultura nas suas relações internacionais. Através do reforço de ferramentas como os valores, culturas, políticas e instituições e, de políticas governamentais como a diplomacia pública, a UE consegue fazer-se ouvir no sistema internacional. Um dos exemplos mais notórios da cultura e do poder normativo da UE é o Programa Erasmus+. Tendo surgido como uma estratégia educativa com objetivos associados à promoção de uma formação comunitária internacionalizada, como forma de promover o senso de identidade europeia, este Programa é considerado uma marca indelével no currículo da UE. Não só criou várias oportunidades para os cidadãos que ingressaram nesta iniciativa, como também implicou o desenvolvimento de uma sociedade europeia a nível da aprendizagem, descoberta e diálogo intercultural. Focando-se no período de 2014 a 2020, o presente trabalho procurou compreender de que forma o Programa Erasmus+ tem reforçado a diplomacia pública da UE. Em concreto, pretende-se explorar de que modo o Programa e as iniciativas a ele associadas têm funcionado como uma ferramenta de diplomacia pública, ao serviço do soft power. O trabalho conclui que a UE tem vindo a reforçar o seu soft power, apostando em ferramentas de diplomacia pública, especialmente através do Programa Erasmus+. No período em análise, o Programa tem contribuído para a internacionalização da sua componente educativa, bem como para o aumento da visibilidade da UE e das suas políticas. |
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| Autores principais: | Pacheco, Maria Luís Torres |
| Assunto: | União Europeia Diplomacia pública Soft power Programa Erasmus+ Mobilidade académica European Union Public diplomacy Erasmus+ Program Academic mobility |
| Ano: | 2022 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade do Minho |
| Idioma: | português |
| Origem: | RepositóriUM - Universidade do Minho |
| Resumo: | Nos últimos anos, a União Europeia (UE) tem vindo a vivenciar um declínio no seu poder de influência, fruto das múltiplas crises económicas, políticas e sociais pelas quais tem passado, como por exemplo, a crise financeira da zona Euro, a crise dos refugiados, o “Brexit” e, mais recentemente, a pandemia da COVID-19 e a guerra na Ucrânia. Como expectável, estes eventos afetaram profundamente a sua imagem e poder de atração externos. No entanto, há que destacar o aspeto mais conhecido da organização: o seu soft power e a influência da cultura nas suas relações internacionais. Através do reforço de ferramentas como os valores, culturas, políticas e instituições e, de políticas governamentais como a diplomacia pública, a UE consegue fazer-se ouvir no sistema internacional. Um dos exemplos mais notórios da cultura e do poder normativo da UE é o Programa Erasmus+. Tendo surgido como uma estratégia educativa com objetivos associados à promoção de uma formação comunitária internacionalizada, como forma de promover o senso de identidade europeia, este Programa é considerado uma marca indelével no currículo da UE. Não só criou várias oportunidades para os cidadãos que ingressaram nesta iniciativa, como também implicou o desenvolvimento de uma sociedade europeia a nível da aprendizagem, descoberta e diálogo intercultural. Focando-se no período de 2014 a 2020, o presente trabalho procurou compreender de que forma o Programa Erasmus+ tem reforçado a diplomacia pública da UE. Em concreto, pretende-se explorar de que modo o Programa e as iniciativas a ele associadas têm funcionado como uma ferramenta de diplomacia pública, ao serviço do soft power. O trabalho conclui que a UE tem vindo a reforçar o seu soft power, apostando em ferramentas de diplomacia pública, especialmente através do Programa Erasmus+. No período em análise, o Programa tem contribuído para a internacionalização da sua componente educativa, bem como para o aumento da visibilidade da UE e das suas políticas. |
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