Publicação
Contribuição para o conhecimento hidrogeológico da Montanha da Penha (Guimarães, Norte de Portugal)
| Resumo: | A água é um recurso natural essencial pelo que o seu consumo e a maior procura de água tem registado um elevado aumento com o crescimento da população mundial. A água subterrânea é uma das principais fontes de água potável da Terra, pelo que se não for utilizada de forma correta e sustentável, será difícil assegurar o fornecimento de água em quantidade e qualidade para a humanidade. A Montanha da Penha constitui um importante e um dos principais reservatórios de água da cidade de Guimarães. É um sistema aquífero fraturado instalado num maciço essencialmente granítico. Com este trabalho de investigação pretende-se um maior conhecimento hidrogeológico do sistema aquífero e da água subterrânea que circula na região da Montanha da Penha. Para tal, foram selecionadas 40 minas de água deste sistema hídrico de forma a caraterizar a sua variabilidade espacial. Em cada ponto de água subterrânea, foi determinado o caudal e os principais parâmetros físico-químicos “in situ”, em dois períodos temporais distintos, representativos do período chuvoso (novembro e dezembro/2021) e do período seco (junho/2022), para avaliar a sua variabilidade temporal. No período seco, foram selecionados 16 pontos de água subterrânea, para determinação dos elementos maiores e traço, bem como, dos isótopos ambientais (2H e 18O). O sistema hídrico da Montanha da Penha apresenta um caudal médio de 0.17 L/s, indicando uma produtividade média. A água subterrânea é ligeira a fracamente mineralizada, com valores de condutividade elétrica variando entre 31 e 119 μS/cm, e um baixo teor de sólidos totais dissolvidos, entre 27.4 e 33.9 ppm, e um valor de pH entre 5.04 e 7.31. Apresenta uma fácies hidroquímica cloretada-sódica, sendo o cloro o anião dominante (Cl: 6.9 a 12.9 mg/L), enquanto o sódio é o catião dominante (Na: 5.4 a 10.0 mg/L). Os resultados obtidos mostram que a água subterrânea da Montanha da Penha cumpre os valores paramétricos definidos para água de consumo humano. Os isótopos ambientais - 18O e 2H – obtidos para a água subterrânea sugerem uma origem meteórica predominante para esta água subterrânea, ou seja, tem origem na infiltração da água de precipitação local. Os resultados obtidos sugerem uma recarga de água local e um regime de fluxo pouco profundo, localizado entre 455 e 525 metros de altitude. A proposta de um modelo concetual para este sistema aquífero evidencia que as estruturas geológicas locais, como falhas e fraturas, poderão favorecer a interação água - rocha em profundidade. Este trabalho constitui um importante contributo para uma melhoria do Plano de Desenvolvimento Sustentável de Guimarães. |
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| Autores principais: | Miranda, João Pedro Moura |
| Assunto: | Hidrogeologia urbana Hidrogeoquímica Isótopos ambientais Recarga Sustentabilidade hídrica Portugal Urban hydrogeology Hydrogeochemistry Environmental isotopes Recharge Water sustainability Ciências Naturais::Ciências da Terra e do Ambiente |
| Ano: | 2023 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade do Minho |
| Idioma: | português |
| Origem: | RepositóriUM - Universidade do Minho |
| Resumo: | A água é um recurso natural essencial pelo que o seu consumo e a maior procura de água tem registado um elevado aumento com o crescimento da população mundial. A água subterrânea é uma das principais fontes de água potável da Terra, pelo que se não for utilizada de forma correta e sustentável, será difícil assegurar o fornecimento de água em quantidade e qualidade para a humanidade. A Montanha da Penha constitui um importante e um dos principais reservatórios de água da cidade de Guimarães. É um sistema aquífero fraturado instalado num maciço essencialmente granítico. Com este trabalho de investigação pretende-se um maior conhecimento hidrogeológico do sistema aquífero e da água subterrânea que circula na região da Montanha da Penha. Para tal, foram selecionadas 40 minas de água deste sistema hídrico de forma a caraterizar a sua variabilidade espacial. Em cada ponto de água subterrânea, foi determinado o caudal e os principais parâmetros físico-químicos “in situ”, em dois períodos temporais distintos, representativos do período chuvoso (novembro e dezembro/2021) e do período seco (junho/2022), para avaliar a sua variabilidade temporal. No período seco, foram selecionados 16 pontos de água subterrânea, para determinação dos elementos maiores e traço, bem como, dos isótopos ambientais (2H e 18O). O sistema hídrico da Montanha da Penha apresenta um caudal médio de 0.17 L/s, indicando uma produtividade média. A água subterrânea é ligeira a fracamente mineralizada, com valores de condutividade elétrica variando entre 31 e 119 μS/cm, e um baixo teor de sólidos totais dissolvidos, entre 27.4 e 33.9 ppm, e um valor de pH entre 5.04 e 7.31. Apresenta uma fácies hidroquímica cloretada-sódica, sendo o cloro o anião dominante (Cl: 6.9 a 12.9 mg/L), enquanto o sódio é o catião dominante (Na: 5.4 a 10.0 mg/L). Os resultados obtidos mostram que a água subterrânea da Montanha da Penha cumpre os valores paramétricos definidos para água de consumo humano. Os isótopos ambientais - 18O e 2H – obtidos para a água subterrânea sugerem uma origem meteórica predominante para esta água subterrânea, ou seja, tem origem na infiltração da água de precipitação local. Os resultados obtidos sugerem uma recarga de água local e um regime de fluxo pouco profundo, localizado entre 455 e 525 metros de altitude. A proposta de um modelo concetual para este sistema aquífero evidencia que as estruturas geológicas locais, como falhas e fraturas, poderão favorecer a interação água - rocha em profundidade. Este trabalho constitui um importante contributo para uma melhoria do Plano de Desenvolvimento Sustentável de Guimarães. |
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