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A vida dos manuais escolares: processos de renovação dos manuais de Língua Portuguesa

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Os manuais escolares são livros produzidos deliberadamente para servir de suporte ao processo de ensino-aprendizagem e, por isso mesmo, são objectos estruturantes da prática pedagógica, dos seus conteúdos e mesmo das suas formas de transmissão. São um instrumento extremamente complexo, com um estatuto muito próprio, uma multiplicidade de funções, o que tem impulsionado e expandido o campo e as problemáticas de investigação. Com este estudo pretendemos identificar os processos de renovação - lugares de manutenção ou mudança - de dois grupos de manuais, correspondentes a momentos temporais e curriculares diferentes. O primeiro grupo, editado em 1991/1992, teve por base o Decreto-Lei n.º 286/89 e o segundo, publicado em 2002/2003, fê-lo em resposta à Circular n.º 2/2003. Este estudo comparativo centrou-se na análise de aspectos como a organização, as componentes essenciais dos manuais e os aspectos gráficos. Depois de analisados estes projectos, concluímos que continua a ser o texto narrativo que predomina no manual, mas que há uma maior abertura da aula de Português ao género juvenil contemporâneo. Se nos manuais de 1991/1992 os autores deste género literário eram esporadicamente citados, nos de 2002/2003, estes acabam por cimentar o seu lugar. Por outro lado, é visível uma reconceptualização das actividades, já que há uma diminuição das actividades de leitura e um aumento das de escrita e oralidade. No entanto, será precipitado falar numa redefinição radical ao nível dos textos, das actividades e dos autores lidos, porque são mais visíveis lugares de continuidade do que de mudança. No entanto é-nos possível afirmar que é sobretudo na forma – e não no conteúdo - que os manuais mais têm mudado. Passados dez anos, os livros de Português apresentam imagens mais sofisticadas e actuais, principalmente porque há uma aposta, por parte das editoras, em cores e ilustrações mais coloridas e apelativas.
Autores principais:Mesquita, Sandra Maria Pinheiro
Assunto:Manuais escolares Renovação Textbooks Renovation
Ano:2009
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:Os manuais escolares são livros produzidos deliberadamente para servir de suporte ao processo de ensino-aprendizagem e, por isso mesmo, são objectos estruturantes da prática pedagógica, dos seus conteúdos e mesmo das suas formas de transmissão. São um instrumento extremamente complexo, com um estatuto muito próprio, uma multiplicidade de funções, o que tem impulsionado e expandido o campo e as problemáticas de investigação. Com este estudo pretendemos identificar os processos de renovação - lugares de manutenção ou mudança - de dois grupos de manuais, correspondentes a momentos temporais e curriculares diferentes. O primeiro grupo, editado em 1991/1992, teve por base o Decreto-Lei n.º 286/89 e o segundo, publicado em 2002/2003, fê-lo em resposta à Circular n.º 2/2003. Este estudo comparativo centrou-se na análise de aspectos como a organização, as componentes essenciais dos manuais e os aspectos gráficos. Depois de analisados estes projectos, concluímos que continua a ser o texto narrativo que predomina no manual, mas que há uma maior abertura da aula de Português ao género juvenil contemporâneo. Se nos manuais de 1991/1992 os autores deste género literário eram esporadicamente citados, nos de 2002/2003, estes acabam por cimentar o seu lugar. Por outro lado, é visível uma reconceptualização das actividades, já que há uma diminuição das actividades de leitura e um aumento das de escrita e oralidade. No entanto, será precipitado falar numa redefinição radical ao nível dos textos, das actividades e dos autores lidos, porque são mais visíveis lugares de continuidade do que de mudança. No entanto é-nos possível afirmar que é sobretudo na forma – e não no conteúdo - que os manuais mais têm mudado. Passados dez anos, os livros de Português apresentam imagens mais sofisticadas e actuais, principalmente porque há uma aposta, por parte das editoras, em cores e ilustrações mais coloridas e apelativas.