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Português Língua Estrangeira (PLE) e Búlgaro Língua Materna (BLM), ou dos clíticos em movimento

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Este trabalho apresenta um estudo de base empírica sobre a proficiência de aprendentes de LM búlgara na colocação dos pronomes pessoais átonos (clíticos) em PLE. Vários estudos, envolvendo outras LM, têm mostrado que esta é uma área crítica, em virtude sobretudo das diferenças nos padrões de colocação dos clíticos entre as LM e a L2. No par de línguas aqui em estudo, há, no entanto, pontos de contacto importantes que fazem prever diferentes resultados, sugerindo um papel facilitador das LM no uso destas construções, nomeadamente (i) o facto de ênclise e próclise serem posições disponíveis e igualmente frequentes em ambos os sistemas e (ii) a obrigatoriedade da ênclise em contexto de verbo em início absoluto. A diferença está relacionada com os elementos (pré-verbais) que espoletam a próclise, restringidos, em Português, a certos grupos de palavras e alargados, em Búlgaro, a qualquer elemento constituinte da frase. Os primeiros dados obtidos evidenciam as seguintes tendências: (i) uso convergente de ênclise em contexto de verbo em início absoluto; (ii) dificuldades na distribuição de ênclise e próclise na presença de um constituinte pré-verbal.
Autores principais:Loureiro, A. P.
Outros Autores:Chergova, V.; Barroso, Henrique
Assunto:Aprendizagem de PLE BLM proficiência linguística formas pronominais clíticas colocação enclítica e proclítica PFL learning BMT learners language proficiency clitic pronominal forms enclitic and proclitic placement Humanidades::Línguas e Literaturas Educação de qualidade
Ano:2023
País:Portugal
Tipo de documento:capítulo de livro
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:Este trabalho apresenta um estudo de base empírica sobre a proficiência de aprendentes de LM búlgara na colocação dos pronomes pessoais átonos (clíticos) em PLE. Vários estudos, envolvendo outras LM, têm mostrado que esta é uma área crítica, em virtude sobretudo das diferenças nos padrões de colocação dos clíticos entre as LM e a L2. No par de línguas aqui em estudo, há, no entanto, pontos de contacto importantes que fazem prever diferentes resultados, sugerindo um papel facilitador das LM no uso destas construções, nomeadamente (i) o facto de ênclise e próclise serem posições disponíveis e igualmente frequentes em ambos os sistemas e (ii) a obrigatoriedade da ênclise em contexto de verbo em início absoluto. A diferença está relacionada com os elementos (pré-verbais) que espoletam a próclise, restringidos, em Português, a certos grupos de palavras e alargados, em Búlgaro, a qualquer elemento constituinte da frase. Os primeiros dados obtidos evidenciam as seguintes tendências: (i) uso convergente de ênclise em contexto de verbo em início absoluto; (ii) dificuldades na distribuição de ênclise e próclise na presença de um constituinte pré-verbal.