Publicação
Jornalismo e interseccionalidades na era da plataformização: reflexões a partir da experiência na revista RUA
| Resumo: | Neste relatório faz-se uma reflexão crítica sobre jornalismo e interseccionalidades a partir da experiência do estágio curricular realizado na Revista Rua, na função de jornalista, com a duração de três meses, de 2 de setembro a 2 de dezembro de 2024. Durante o estágio, realizado em regime híbrido, tive a oportunidade de experienciar a flexibilidade de horário que o teletrabalho pode fornecer, mas também o isolamento que pode provocar. Tive oportunidade de fazer reportagens fora da redação e constatei o novo papel de "jornalista sentado", associado à sobreutilização dos dispositivos eletrónicos e de press releases para produzir conteúdo novo. O "jornalismo sentado" está ligado ao desenvolvimento das Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC), nomeadamente na internet e inteligência artificial generativa, ao nível da pesquisa, distribuição e produção. Os jornalistas são agora capazes de interagir com vários utilizadores através de vários formatos (som, áudio, texto e vídeo), usar diferentes tecnologias para contactar fontes, personalizar quem lê e ainda interligar trabalhos online a partir de hiperligações. Com a inteligência artificial generativa, o profissional pode obter ajuda robotizada para pesquisa, escrita do texto ou processamento de periféricos (por exemplo, transcrição de entrevistas, tradução e análise e extração de dados), sem necessidade de sair da redação. A direção da revista revelou-se um ponto de partida para a pesquisa sobre as questões de género e interseccionalidades. Assim, procede-se a uma breve contextualização histórica sobre o acesso das mulheres à profissão, o caminho da profissionalização e os desafios associados ao exercício de funções de liderança nas redações. As mulheres jornalistas, que enfrentaram adversidades enormes no acesso à profissão e cujo contributo para o jornalismo é tantas vezes esquecido, rapidamente entraram nas redações em número elevado, mas continuam a enfrentar enormes desafios na progressão da carreira e reconhecimento das capacidades de liderança. |
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| Autores principais: | Gonçalves, Francisco José Cardoso |
| Assunto: | Jornalismo Internet Interseccionalidades Liderança Teletrabalho Journalism Intersectionality Leadership Telework Ciências Sociais::Ciências da Comunicação |
| Ano: | 2026 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade do Minho |
| Idioma: | português |
| Origem: | RepositóriUM - Universidade do Minho |
| Resumo: | Neste relatório faz-se uma reflexão crítica sobre jornalismo e interseccionalidades a partir da experiência do estágio curricular realizado na Revista Rua, na função de jornalista, com a duração de três meses, de 2 de setembro a 2 de dezembro de 2024. Durante o estágio, realizado em regime híbrido, tive a oportunidade de experienciar a flexibilidade de horário que o teletrabalho pode fornecer, mas também o isolamento que pode provocar. Tive oportunidade de fazer reportagens fora da redação e constatei o novo papel de "jornalista sentado", associado à sobreutilização dos dispositivos eletrónicos e de press releases para produzir conteúdo novo. O "jornalismo sentado" está ligado ao desenvolvimento das Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC), nomeadamente na internet e inteligência artificial generativa, ao nível da pesquisa, distribuição e produção. Os jornalistas são agora capazes de interagir com vários utilizadores através de vários formatos (som, áudio, texto e vídeo), usar diferentes tecnologias para contactar fontes, personalizar quem lê e ainda interligar trabalhos online a partir de hiperligações. Com a inteligência artificial generativa, o profissional pode obter ajuda robotizada para pesquisa, escrita do texto ou processamento de periféricos (por exemplo, transcrição de entrevistas, tradução e análise e extração de dados), sem necessidade de sair da redação. A direção da revista revelou-se um ponto de partida para a pesquisa sobre as questões de género e interseccionalidades. Assim, procede-se a uma breve contextualização histórica sobre o acesso das mulheres à profissão, o caminho da profissionalização e os desafios associados ao exercício de funções de liderança nas redações. As mulheres jornalistas, que enfrentaram adversidades enormes no acesso à profissão e cujo contributo para o jornalismo é tantas vezes esquecido, rapidamente entraram nas redações em número elevado, mas continuam a enfrentar enormes desafios na progressão da carreira e reconhecimento das capacidades de liderança. |
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