Publicação
O desenvolvimento do pensamento algébrico de alunos do 1.º e 2.º ciclo do ensino básico
| Resumo: | Nos anos iniciais da escolaridade, os alunos começam a apreender noções matemáticas através das atividades que realizam com os números. A noção do número surge conciliada a factos estáveis e concretos, relacionados com conjuntos e objetos. À medida que progridem nos seus estudos, os alunos desenvolvem conceitos abstratos, tomados como objetos independentes do pensamento, tais como, por exemplo, as propriedades de conceitos matemáticos e a noção de variabilidade. Na transição entre o pensamento concreto e o pensamento algébrico muito contribui a aprendizagem de noções algébricas. Este estudo, ao debruçar-se sobre o ensino de tópicos Sequências e Regularidades, no 1.º ciclo, e Números Racionais, no 2.º ciclo, procura averiguar o contributo da aprendizagem destes tópicos na promoção do pensamento algébrico de alunos destes ciclos de escolaridade. Para concretizar este objetivo estabeleceram-se as seguintes questões de investigação: (1) Que aspetos do pensamento algébrico estão contemplados nos raciocínios de alunos do 1.º e 2.º ciclo do ensino básico? (2) Que dificuldades apresentam os alunos na aprendizagem de tópicos que visam a promoção do pensamento algébrico? (3) Que perceções têm os alunos sobre as estratégias de ensino-aprendizagem de tópicos que visam a promoção do pensamento algébrico? Para dar respostas a estas questões de investigação foram desenvolvidas duas experiências de ensino, uma no 1.º ciclo do ensino básico, numa turma do 2.º ano de escolaridade, e outra no 2.º ciclo, numa turma do 6.º ano de escolaridade. As duas experiências focaram a realização de tarefas e a discussão sobre a sua atividade, exploradas em grupos (no 1.º ciclo) e em pares (no 2.º ciclo), promotoras de tópicos específicos. Com o intuito de responder às questões de investigação delineadas, recorreu-se aos seguintes métodos de recolha de dados: gravação vídeo de aulas; produções dos alunos; questionários; grelha de observação; diário de bordo reflexivo. Da análise dos dados recolhidos, foi possível extrair algumas conclusões do estudo. Relativamente a aspetos do pensamento algébrico, nos dois ciclos de ensino, os alunos estabeleceram relações e generalizações. Os alunos de ambos os ciclos desenvolveram a sua capacidade de comunicação matemática e de representação das suas formas de pensar, na identificação de sequências, análise de regularidades, em estabelecer relações e expressar generalizações, nalguns casos utilizando símbolos algébricos. No 1.º ciclo emergiram diferenças na exploração de sequências repetitivas e crescentes, sendo as últimas mais fáceis de explorar. No 2.º ciclo evidencia-se que os alunos foram capazes de generalizar utilizando símbolos algébricos. As dificuldades mais evidenciadas, por ambos os ciclos, foram a comunicação matemática e a determinação de termos distantes. No 1.º ciclo emergiram também as dificuldades dos alunos em descrever sequências e no 2.º ciclo a utilização de retas numéricas e manipulação de letras. Como vantagens da experiência de ensino, os alunos salientaram o trabalho de grupo/pares e a existência de momentos de discussão sobre a resolução das tarefas propostas. Já a exploração de perguntas de natureza aberta e o seu tempo elevado de exploração foram referidas como desvantagens. |
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| Autores principais: | Rodrigues, Paula Francisca Pereira |
| Assunto: | Ciências Sociais::Ciências da Educação |
| Ano: | 2015 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade do Minho |
| Idioma: | português |
| Origem: | RepositóriUM - Universidade do Minho |
| Resumo: | Nos anos iniciais da escolaridade, os alunos começam a apreender noções matemáticas através das atividades que realizam com os números. A noção do número surge conciliada a factos estáveis e concretos, relacionados com conjuntos e objetos. À medida que progridem nos seus estudos, os alunos desenvolvem conceitos abstratos, tomados como objetos independentes do pensamento, tais como, por exemplo, as propriedades de conceitos matemáticos e a noção de variabilidade. Na transição entre o pensamento concreto e o pensamento algébrico muito contribui a aprendizagem de noções algébricas. Este estudo, ao debruçar-se sobre o ensino de tópicos Sequências e Regularidades, no 1.º ciclo, e Números Racionais, no 2.º ciclo, procura averiguar o contributo da aprendizagem destes tópicos na promoção do pensamento algébrico de alunos destes ciclos de escolaridade. Para concretizar este objetivo estabeleceram-se as seguintes questões de investigação: (1) Que aspetos do pensamento algébrico estão contemplados nos raciocínios de alunos do 1.º e 2.º ciclo do ensino básico? (2) Que dificuldades apresentam os alunos na aprendizagem de tópicos que visam a promoção do pensamento algébrico? (3) Que perceções têm os alunos sobre as estratégias de ensino-aprendizagem de tópicos que visam a promoção do pensamento algébrico? Para dar respostas a estas questões de investigação foram desenvolvidas duas experiências de ensino, uma no 1.º ciclo do ensino básico, numa turma do 2.º ano de escolaridade, e outra no 2.º ciclo, numa turma do 6.º ano de escolaridade. As duas experiências focaram a realização de tarefas e a discussão sobre a sua atividade, exploradas em grupos (no 1.º ciclo) e em pares (no 2.º ciclo), promotoras de tópicos específicos. Com o intuito de responder às questões de investigação delineadas, recorreu-se aos seguintes métodos de recolha de dados: gravação vídeo de aulas; produções dos alunos; questionários; grelha de observação; diário de bordo reflexivo. Da análise dos dados recolhidos, foi possível extrair algumas conclusões do estudo. Relativamente a aspetos do pensamento algébrico, nos dois ciclos de ensino, os alunos estabeleceram relações e generalizações. Os alunos de ambos os ciclos desenvolveram a sua capacidade de comunicação matemática e de representação das suas formas de pensar, na identificação de sequências, análise de regularidades, em estabelecer relações e expressar generalizações, nalguns casos utilizando símbolos algébricos. No 1.º ciclo emergiram diferenças na exploração de sequências repetitivas e crescentes, sendo as últimas mais fáceis de explorar. No 2.º ciclo evidencia-se que os alunos foram capazes de generalizar utilizando símbolos algébricos. As dificuldades mais evidenciadas, por ambos os ciclos, foram a comunicação matemática e a determinação de termos distantes. No 1.º ciclo emergiram também as dificuldades dos alunos em descrever sequências e no 2.º ciclo a utilização de retas numéricas e manipulação de letras. Como vantagens da experiência de ensino, os alunos salientaram o trabalho de grupo/pares e a existência de momentos de discussão sobre a resolução das tarefas propostas. Já a exploração de perguntas de natureza aberta e o seu tempo elevado de exploração foram referidas como desvantagens. |
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