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Utilização de um modelo com 4 pilares para a escolha de ações individuais de um portfólio: comparação de performance em relação ao índice S&P 500

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Investir é uma ferramenta que nos pode ajudar a alcançar a liberdade financeira. Isto acontece particularmente de forma mais célere se conseguirmos ter um retorno no nosso investimento que é maior do que os benchmarks estabelecidos. O objetivo principal deste estudo é comparar o retorno (Alpha) do uso de um modelo com 4 pilares para a seleção de ações individuais de um portfólio com o retorno de um índice, utilizando uma abordagem empírica. Como objetivos secundários temos: verificar que tipo de relações é que existem entre os 4 pilares e o seu retorno, assim como comparar o retorno com as ações que não possuem estes 4 pilares. O universo em análise são as empresas listadas no índice S&P 500, normalmente consideradas como as 500 maiores empresas dos Estados Unidos da América, sendo que a amostra disponível para análise varia entre 335 a 339 empresas. Foram analisados quatro períodos. Dois destes períodos diferem pela sua condição económica: 1 de Dezembro de 2007 a 1 de Junho de 2009, um período contracionista; 1 de Junho de 2009 a 1 de Fevereiro de 2020, um período expansionista. Os outros dois períodos são: 1 de Dezembro de 2007 a 1 de Dezembro de 2011 e 1 de Junho de 2009 a 1 de Junho de 2013. Ambos correspondem a 4 anos e são estudados pois correspondem a um período médio de detenção de ações numa carteira. Foram retirados os dados correspondentes às variáveis presentes nos pilares e analisados com diversos testes não paramétricos, nomeadamente: teste sign, mann-whitney e correlação spearman. Este estudo contribui para a literatura na medida em que agrega diversas variáveis estudadas de forma individual, mas que ainda não tinham sido estudadas em conjunto juntamente com o retorno (Alpha) que proporcionam ao investidor. Os resultados demonstram através de testes estatísticos um retorno superior do portfólio que segue o modelo proposto em relação aos outros portfólios, no período de 1 de Dezembro de 2007 a 1 de Junho de 2009. Já nos restantes períodos, embora numericamente (média aritmética) o retorno deste portfólio seja superior, não foi possível comprovar que a diferença seja estatisticamente significativa através dos testes realizados. O mesmo padrão ocorre com as correlações estudadas. No período de 1 de Dezembro de 2007 a 1 de Junho de 2009, foram encontradas correlações significativas, embora relativamente fracas, entre todas as variáveis estudadas (à exceção de uma) e o retorno (Alpha) dos portfólios. Nos demais períodos, as correlações estudadas apresentam uma dualidade de resultados, resultando numa inconsistência na análise. Quando existem, são fracas. Estes resultados parecem indicar que o modelo dos 4 pilares é melhor aplicado quando existem condições económicas adversas e em períodos relativamente curtos.
Autores principais:Rodrigues, António Filipe de Oliveira
Assunto:Investimento 4 pilares Alpha Ações S&P 500 Investment 4 pillars Stocks
Ano:2024
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:Investir é uma ferramenta que nos pode ajudar a alcançar a liberdade financeira. Isto acontece particularmente de forma mais célere se conseguirmos ter um retorno no nosso investimento que é maior do que os benchmarks estabelecidos. O objetivo principal deste estudo é comparar o retorno (Alpha) do uso de um modelo com 4 pilares para a seleção de ações individuais de um portfólio com o retorno de um índice, utilizando uma abordagem empírica. Como objetivos secundários temos: verificar que tipo de relações é que existem entre os 4 pilares e o seu retorno, assim como comparar o retorno com as ações que não possuem estes 4 pilares. O universo em análise são as empresas listadas no índice S&P 500, normalmente consideradas como as 500 maiores empresas dos Estados Unidos da América, sendo que a amostra disponível para análise varia entre 335 a 339 empresas. Foram analisados quatro períodos. Dois destes períodos diferem pela sua condição económica: 1 de Dezembro de 2007 a 1 de Junho de 2009, um período contracionista; 1 de Junho de 2009 a 1 de Fevereiro de 2020, um período expansionista. Os outros dois períodos são: 1 de Dezembro de 2007 a 1 de Dezembro de 2011 e 1 de Junho de 2009 a 1 de Junho de 2013. Ambos correspondem a 4 anos e são estudados pois correspondem a um período médio de detenção de ações numa carteira. Foram retirados os dados correspondentes às variáveis presentes nos pilares e analisados com diversos testes não paramétricos, nomeadamente: teste sign, mann-whitney e correlação spearman. Este estudo contribui para a literatura na medida em que agrega diversas variáveis estudadas de forma individual, mas que ainda não tinham sido estudadas em conjunto juntamente com o retorno (Alpha) que proporcionam ao investidor. Os resultados demonstram através de testes estatísticos um retorno superior do portfólio que segue o modelo proposto em relação aos outros portfólios, no período de 1 de Dezembro de 2007 a 1 de Junho de 2009. Já nos restantes períodos, embora numericamente (média aritmética) o retorno deste portfólio seja superior, não foi possível comprovar que a diferença seja estatisticamente significativa através dos testes realizados. O mesmo padrão ocorre com as correlações estudadas. No período de 1 de Dezembro de 2007 a 1 de Junho de 2009, foram encontradas correlações significativas, embora relativamente fracas, entre todas as variáveis estudadas (à exceção de uma) e o retorno (Alpha) dos portfólios. Nos demais períodos, as correlações estudadas apresentam uma dualidade de resultados, resultando numa inconsistência na análise. Quando existem, são fracas. Estes resultados parecem indicar que o modelo dos 4 pilares é melhor aplicado quando existem condições económicas adversas e em períodos relativamente curtos.