Publicação
A Química Orgânica e a perspetiva CTS: um estudo com professores e manuais escolares do 1.º ciclo do ensino secundário angolano
| Resumo: | O ensino das ciências com orientação CTS tem vindo a ser considerado adequado, quando se pretende formar cidadãos cientificamente cultos, responsáveis e atuantes na sociedade em que vivem. Esta educação dos cidadãos constitui também uma das finalidades do sistema educativo em Angola. No currículo de Química para o 1.º ciclo do ensino secundário, 9.ª Classe, aborda-se a “Química Orgânica”, a qual apresenta potencialidades para ser abordada numa perspetiva CTS. Embora o programa de Química da 9.ª Classe se organize em torno de temas científicos, inclui alguns subtemas com relevância social, como é o caso do “Petróleo”. Ensinar Química com orientação CTS requer que o professor seja capaz de reorganizar os conteúdos do programa. Também é necessário que o professor seja capaz de analisar criticamente o recurso que mais utiliza nas suas aulas, isto é, o manual escolar. Esta investigação envolve dois estudos complementares – um estudo centrado no manual escolar de Química da 9.ª Classe e outro estudo envolvendo professores – que tinham como objetivos: 1) averiguar em que medida o capítulo “Química Orgânica” do manual escolar é consistente com a perspetiva CTS; 2) relacionar as conceções e as representações de práticas de professores de Química do 1.º ciclo do ensino secundário angolano relativas à abordagem da Química Orgânica numa perspetiva CTS e 3) averiguar o que pensam os professores de Química de escolas do 1.º ciclo do ensino secundário angolano acerca da relação entre a perspetiva CTS e o modo como o manual escolar de Química aborda a Química Orgânica. A analise da consistência do capítulo “Química Orgânica” com a perspetiva CTS foi efetuada com o auxílio de uma grelha de análise. No estudo com professores, inquiriram-se, por entrevista, 19 professores de Química com experiência na lecionação da 9.ª Classe e que trabalhavam em escolas da região de Dundo/Lunda-Norte, em Angola. A análise de dados, revelou que o capítulo “Química Orgânica” do manual escolar é pouco consistente com a perspetiva CTS, que alguns professores de Química se dizem familiarizados com esta perspetiva, mas possuem conceções ingénuas sobre esta perspetiva, as quais se refletem nas representações das suas práticas. No que se refere à opinião dos professores sobre o manual escolar e a perspetiva CTS, estes apenas se pronunciaram sobre os excertos do manual escolar que lhes foram apresentados, considerando-os inconsistentes, principalmente, por não tornarem explícitas as relações C-T-S. Os resultados deste estudo indicam a necessidade de se reformular o capítulo Química Orgânica do manual escolar e de formar professores capazes de implementar um ensino da Química Orgânica com orientação CTS. |
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| Autores principais: | Dulo, Nelson António Vieira |
| Assunto: | Angola Conceções de professores Manual escolar Perspetiva CTS Química Orgânica Organic Chemistry STS perspective Teachers’ conceptions Textbook Ciências Sociais |
| Ano: | 2019 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade do Minho |
| Idioma: | português |
| Origem: | RepositóriUM - Universidade do Minho |
| Resumo: | O ensino das ciências com orientação CTS tem vindo a ser considerado adequado, quando se pretende formar cidadãos cientificamente cultos, responsáveis e atuantes na sociedade em que vivem. Esta educação dos cidadãos constitui também uma das finalidades do sistema educativo em Angola. No currículo de Química para o 1.º ciclo do ensino secundário, 9.ª Classe, aborda-se a “Química Orgânica”, a qual apresenta potencialidades para ser abordada numa perspetiva CTS. Embora o programa de Química da 9.ª Classe se organize em torno de temas científicos, inclui alguns subtemas com relevância social, como é o caso do “Petróleo”. Ensinar Química com orientação CTS requer que o professor seja capaz de reorganizar os conteúdos do programa. Também é necessário que o professor seja capaz de analisar criticamente o recurso que mais utiliza nas suas aulas, isto é, o manual escolar. Esta investigação envolve dois estudos complementares – um estudo centrado no manual escolar de Química da 9.ª Classe e outro estudo envolvendo professores – que tinham como objetivos: 1) averiguar em que medida o capítulo “Química Orgânica” do manual escolar é consistente com a perspetiva CTS; 2) relacionar as conceções e as representações de práticas de professores de Química do 1.º ciclo do ensino secundário angolano relativas à abordagem da Química Orgânica numa perspetiva CTS e 3) averiguar o que pensam os professores de Química de escolas do 1.º ciclo do ensino secundário angolano acerca da relação entre a perspetiva CTS e o modo como o manual escolar de Química aborda a Química Orgânica. A analise da consistência do capítulo “Química Orgânica” com a perspetiva CTS foi efetuada com o auxílio de uma grelha de análise. No estudo com professores, inquiriram-se, por entrevista, 19 professores de Química com experiência na lecionação da 9.ª Classe e que trabalhavam em escolas da região de Dundo/Lunda-Norte, em Angola. A análise de dados, revelou que o capítulo “Química Orgânica” do manual escolar é pouco consistente com a perspetiva CTS, que alguns professores de Química se dizem familiarizados com esta perspetiva, mas possuem conceções ingénuas sobre esta perspetiva, as quais se refletem nas representações das suas práticas. No que se refere à opinião dos professores sobre o manual escolar e a perspetiva CTS, estes apenas se pronunciaram sobre os excertos do manual escolar que lhes foram apresentados, considerando-os inconsistentes, principalmente, por não tornarem explícitas as relações C-T-S. Os resultados deste estudo indicam a necessidade de se reformular o capítulo Química Orgânica do manual escolar e de formar professores capazes de implementar um ensino da Química Orgânica com orientação CTS. |
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