Publicação

Evolucionismo em Portugal na segunda metade do século XIX: problemas de conceptualização e recepção

Ver documento

Detalhes bibliográficos
Resumo:A teoria biológica de Darwin, por via directa ou indirecta, influenciou a cultura portuguesa, na segunda metade do século XIX, em campos científicos e não científicos. Nesta medida, importa distinguir entre evolucionismo científico e ideológico (darwinismo social); entre evolução num sentido “mecânico”, biológico e não finalista e evolução num sentido teleológico (progresso). Diversos obstáculos condicionaram a recepção do paradigma darwiniano em campos científicos especializados, mas não o impediram. Por outro lado, a teoria de Darwin, mais ou menos alterada pelos evolucionismos de Spencer e Haeckel e, por vezes, combinada com o positivismo comtiano, foi usada por intelectuais progressistas, de vários quadrantes ideológicos, como estratégia de justificação científica das suas propostas políticas e sociais e da sua visão da história (VG Teófilo Braga, Oliveira Martins). Assim, os conceitos darwinianos adaptaram-se bem a perspectivas racialistas que deram caução científica aos nacionalismos identitários recorrentes no pensamento finissecular.
Autores principais:Martins, Pedro Miguel Páscoa Santos
Assunto:Darwinismo darwinismo social evolução evolucionismo fixismo progresso selecção natural raça racialismo arianismo positivismo mecanicismo Comte Darwin Spencer Haeckel Cuvier Lamarck Antero de Quental Oliveira Martins Teófilo Braga Basílio Teles Darwinism Social Darwinism evolution evolutionism fixism progress natural selection race racialism Aryanism positivism mechanicism
Ano:2009
País:Portugal
Tipo de documento:artigo
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:A teoria biológica de Darwin, por via directa ou indirecta, influenciou a cultura portuguesa, na segunda metade do século XIX, em campos científicos e não científicos. Nesta medida, importa distinguir entre evolucionismo científico e ideológico (darwinismo social); entre evolução num sentido “mecânico”, biológico e não finalista e evolução num sentido teleológico (progresso). Diversos obstáculos condicionaram a recepção do paradigma darwiniano em campos científicos especializados, mas não o impediram. Por outro lado, a teoria de Darwin, mais ou menos alterada pelos evolucionismos de Spencer e Haeckel e, por vezes, combinada com o positivismo comtiano, foi usada por intelectuais progressistas, de vários quadrantes ideológicos, como estratégia de justificação científica das suas propostas políticas e sociais e da sua visão da história (VG Teófilo Braga, Oliveira Martins). Assim, os conceitos darwinianos adaptaram-se bem a perspectivas racialistas que deram caução científica aos nacionalismos identitários recorrentes no pensamento finissecular.