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A reconstrução identitária nos jovens institucionalizados em Centro Educativo

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A delinquência juvenil e reincidência têm assumido um papel de destaque nas agendas políticas ao longo das últimas décadas, tanto em Portugal como em vários outros países. Esta comunicação aborda o fenómeno da delinquência juvenil e os processos de autoreconstrução identitária, partindo das narrativas de jovens institucionalizados no Centro Educativo de Santo António (Porto). A investigação foi desenvolvida em duas fases: numa primeira fase exploratória, procedeu-se à consulta dos dossiers tutelares de forma a aceder ao perfil biográfico dos jovens institucionalizados; numa segunda fase, analisaram-se os discursos dos próprios jovens delinquentes, através da realização de entrevistas semiestruturadas. O objetivo principal foi perceber as continuidades e as descontinuidades entre as visões projetadas pela instituição e as representações sociais construídas pelos próprios indivíduos que são alvo dos processos de normalização e de educação para o direito. Pela análise dos discursos obtidos interrogamo-nos se os jovens construíram, de facto, as mudanças previstas na lei e operacionalizadas pelos programas das instituições, ou se apenas as referem numa atitude de conformidade “temporária” numa estratégia que não obste o retorno ao exterior. Conclui-se que os jovens projetam cenários abertos relativos ao futuro, admitindo-se a reincidência e o regresso a uma carreira delinquente.
Autores principais:Silva, Adriana
Outros Autores:Machado, Helena
Assunto:Delinquência juvenil Identidade Educação para o direito Reincidência Juvenile delinquency Identity Law-related education Recividism
Ano:2012
País:Portugal
Tipo de documento:comunicação em conferência
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:A delinquência juvenil e reincidência têm assumido um papel de destaque nas agendas políticas ao longo das últimas décadas, tanto em Portugal como em vários outros países. Esta comunicação aborda o fenómeno da delinquência juvenil e os processos de autoreconstrução identitária, partindo das narrativas de jovens institucionalizados no Centro Educativo de Santo António (Porto). A investigação foi desenvolvida em duas fases: numa primeira fase exploratória, procedeu-se à consulta dos dossiers tutelares de forma a aceder ao perfil biográfico dos jovens institucionalizados; numa segunda fase, analisaram-se os discursos dos próprios jovens delinquentes, através da realização de entrevistas semiestruturadas. O objetivo principal foi perceber as continuidades e as descontinuidades entre as visões projetadas pela instituição e as representações sociais construídas pelos próprios indivíduos que são alvo dos processos de normalização e de educação para o direito. Pela análise dos discursos obtidos interrogamo-nos se os jovens construíram, de facto, as mudanças previstas na lei e operacionalizadas pelos programas das instituições, ou se apenas as referem numa atitude de conformidade “temporária” numa estratégia que não obste o retorno ao exterior. Conclui-se que os jovens projetam cenários abertos relativos ao futuro, admitindo-se a reincidência e o regresso a uma carreira delinquente.