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Jovens e Teatro do Oprimido: (re)criando a cidadania, (re)construindo o futuro

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A presente dissertação é o resultado de uma investigação qualitativa, no formato de "estudo de caso", que acompanhou a criação e desenvolvimento de um grupo de Teatro-Fórum, com jovens de zonas desfavorecidas da cidade do Porto, no âmbito da Iniciativa Bairros Críticos. No contexto de um mundo frenético e globalizado, feito de tensões e contradições, e em que, a par de um crescimento tecnológico acentuado, se assistem a fenómenos cada vez mais graves de exclusão social, procura-se entender de que modo a metodologia de Augusto Boal pode contribuir para o incremento da participação cidadã e da consciência social dos jovens. Através de observações, grupos focais, entrevistas e uma narrativa biográfica, pretende-se dar voz aos participantes do projecto, compreendendo de que forma é vivenciada esta experiência, que significados lhes atribuem e como é sentido e pressentido este modo diferente de (re) construir, (re) viver e (re) criar a cidadania. Paralelamente, traça-se a história e génese do Teatro do Oprimido, analisandose criticamente as suas principais influências, os seus princípios e conceitos fundamentais, bem como as suas práticas e metodologias. Pelo cruzamento do estudo empírico com as contribuições teóricas de vários autores procura-se situar o teatro de Boal no quadro dos movimentos que lutam pela transformação social, o que implica, hoje, lutar contra a globalização hegemónica que tem vindo a acentuar as desigualdades e as injustiças, fruto da avidez pelo lucro dos designados "mercados financeiros", dos quais é cada vez mais difícil discernir nomes e rostos e, portanto, identificar o "opressor". Daí a importância dos movimentos sociais que procuram reinventar a democracia e a cidadania, entre os quais se insere o Teatro do Oprimido. Unindo esforços, estes movimentos lutam por um mundo melhor e mais justo, "que é possível".
Autores principais:Barbosa, Inês Beatriz
Assunto:Teatro do oprimido Juventude Participação Cidadania Transformação social Theater of the opressed Youth Participation Citizenship Social transformation
Ano:2011
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:A presente dissertação é o resultado de uma investigação qualitativa, no formato de "estudo de caso", que acompanhou a criação e desenvolvimento de um grupo de Teatro-Fórum, com jovens de zonas desfavorecidas da cidade do Porto, no âmbito da Iniciativa Bairros Críticos. No contexto de um mundo frenético e globalizado, feito de tensões e contradições, e em que, a par de um crescimento tecnológico acentuado, se assistem a fenómenos cada vez mais graves de exclusão social, procura-se entender de que modo a metodologia de Augusto Boal pode contribuir para o incremento da participação cidadã e da consciência social dos jovens. Através de observações, grupos focais, entrevistas e uma narrativa biográfica, pretende-se dar voz aos participantes do projecto, compreendendo de que forma é vivenciada esta experiência, que significados lhes atribuem e como é sentido e pressentido este modo diferente de (re) construir, (re) viver e (re) criar a cidadania. Paralelamente, traça-se a história e génese do Teatro do Oprimido, analisandose criticamente as suas principais influências, os seus princípios e conceitos fundamentais, bem como as suas práticas e metodologias. Pelo cruzamento do estudo empírico com as contribuições teóricas de vários autores procura-se situar o teatro de Boal no quadro dos movimentos que lutam pela transformação social, o que implica, hoje, lutar contra a globalização hegemónica que tem vindo a acentuar as desigualdades e as injustiças, fruto da avidez pelo lucro dos designados "mercados financeiros", dos quais é cada vez mais difícil discernir nomes e rostos e, portanto, identificar o "opressor". Daí a importância dos movimentos sociais que procuram reinventar a democracia e a cidadania, entre os quais se insere o Teatro do Oprimido. Unindo esforços, estes movimentos lutam por um mundo melhor e mais justo, "que é possível".