Publicação
[Recensão a] Bouveresse, Jacques (2001) Schmock ou le triomphe du journalisme – La grande bataille de Karl Kraus. Paris: Éditions du Seuil.
| Resumo: | [Excerto] É no tom directo que caracteriza uma carta que Jacques Bouveresse replica os argumentos de uma dessas pessoas que encontramos no jornalismo. Talvez a mais inquieta, a mais insatisfeita, a mais revoltada, mas, de certo, a menos resignada de todas: Karl Kraus. A carta que Bouveresse não assina, mas enuncia em nome de um qualquer leitor de hoje, introduz-nos no combate que o jornalista austríaco desferiu ao jornalismo no final do século XIX. E parecemos, então, ‘escutar’ uma conversa pessoal, quase intransmissível. Porque a epistolografia é esse estilo genial que, em monólogo, nos coloca diante de duas pessoas. O mesmo estilo que, tendo apaixonado gerações, dos autores da Antiguidade a Vergílio Ferreira, passando, por exemplo, pelos autores bíblicos, se revela o género por excelência do encontro que não pode mais ser físico. |
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| Autores principais: | Oliveira, Madalena |
| Assunto: | Jornalismo Karl Kraus |
| Ano: | 2004 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | artigo |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade do Minho |
| Idioma: | português |
| Origem: | RepositóriUM - Universidade do Minho |
| Resumo: | [Excerto] É no tom directo que caracteriza uma carta que Jacques Bouveresse replica os argumentos de uma dessas pessoas que encontramos no jornalismo. Talvez a mais inquieta, a mais insatisfeita, a mais revoltada, mas, de certo, a menos resignada de todas: Karl Kraus. A carta que Bouveresse não assina, mas enuncia em nome de um qualquer leitor de hoje, introduz-nos no combate que o jornalista austríaco desferiu ao jornalismo no final do século XIX. E parecemos, então, ‘escutar’ uma conversa pessoal, quase intransmissível. Porque a epistolografia é esse estilo genial que, em monólogo, nos coloca diante de duas pessoas. O mesmo estilo que, tendo apaixonado gerações, dos autores da Antiguidade a Vergílio Ferreira, passando, por exemplo, pelos autores bíblicos, se revela o género por excelência do encontro que não pode mais ser físico. |
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