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Sexualidade de alunos/as cegos/as: uma curta metragem como recurso pedagógico na formação de professores/as

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Detalhes bibliográficos
Resumo:O objetivo deste trabalho é descrever os efeitos do uso de uma curta-metragem como uma estratégia pedagógica para sensibilizar e fomentar questões num processo de formação continua de educadores/as sobre a educação em sexualidade e deficiências. A educação em sexualidade é um conteúdo necessário na formação integral de todos/as os/as alunos/as. Entretanto, muitos/as professores/as têm dificuldades pessoais ou falta de formação específica para assumir essa tarefa, sobretudo, quando entre os/as alunos/as há uma deficiência, por isso, recorrem à formação continua. Propomos, então, a utilização da curta-metragem brasileira chamada Hoje Eu Não Quero Voltar Sozinho (Daniel Ribeiro) que aborda as descobertas afetivas homossexuais de um adolescente cego. A proposta pedagógica a partir do filme baseia-se na pedagogia histórico-crítica, o que significa promover a reflexão crítica sobre a: prática social inicial, problematização, instrumentalização, catarse e prática social qualitativamente distinta. Esta proposta pedagógica incentiva a reflexão entre os/as professores/as sobre os valores pessoais e os padrões definidores de normalidade e coloca a deficiência como uma condição que não aparece como impeditiva das vivencias afetivas e sexuais na adolescência. Este filme é um recurso que sensibiliza os/as educadores/as para a temática e os/as instrumentaliza teoricamente sobre temas como inclusão, socialização, autonomia, estereótipos da sexualidade de pessoas com deficiência, homoerotismo, conflitos subjetivos e sociais na adolescência, etc. Conclui-se que este vídeo é um recurso interessante nos processos de formação docente, pois convida o/a educador/a a reconhecer as suas próprias dificuldades diante de temas como adolescência, deficiência, sexualidade e homossexualidade. Além disso, a narrativa neste filme considera o desenvolvimento integral da pessoa com deficiência, favorecendo, assim, a formação critica de educadores /formadores que é imprescindível numa sociedade inclusiva.
Autores principais:Maia, Ana Cláudia Bortolozzi
Outros Autores:Silva, Ricardo Desidério da; Vilaça, Teresa
Assunto:Teacher training Visual impairment Sexuality Adolescence Homoeroticism Ciências Sociais::Ciências da Educação
Ano:2017
País:Portugal
Tipo de documento:comunicação em conferência
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:O objetivo deste trabalho é descrever os efeitos do uso de uma curta-metragem como uma estratégia pedagógica para sensibilizar e fomentar questões num processo de formação continua de educadores/as sobre a educação em sexualidade e deficiências. A educação em sexualidade é um conteúdo necessário na formação integral de todos/as os/as alunos/as. Entretanto, muitos/as professores/as têm dificuldades pessoais ou falta de formação específica para assumir essa tarefa, sobretudo, quando entre os/as alunos/as há uma deficiência, por isso, recorrem à formação continua. Propomos, então, a utilização da curta-metragem brasileira chamada Hoje Eu Não Quero Voltar Sozinho (Daniel Ribeiro) que aborda as descobertas afetivas homossexuais de um adolescente cego. A proposta pedagógica a partir do filme baseia-se na pedagogia histórico-crítica, o que significa promover a reflexão crítica sobre a: prática social inicial, problematização, instrumentalização, catarse e prática social qualitativamente distinta. Esta proposta pedagógica incentiva a reflexão entre os/as professores/as sobre os valores pessoais e os padrões definidores de normalidade e coloca a deficiência como uma condição que não aparece como impeditiva das vivencias afetivas e sexuais na adolescência. Este filme é um recurso que sensibiliza os/as educadores/as para a temática e os/as instrumentaliza teoricamente sobre temas como inclusão, socialização, autonomia, estereótipos da sexualidade de pessoas com deficiência, homoerotismo, conflitos subjetivos e sociais na adolescência, etc. Conclui-se que este vídeo é um recurso interessante nos processos de formação docente, pois convida o/a educador/a a reconhecer as suas próprias dificuldades diante de temas como adolescência, deficiência, sexualidade e homossexualidade. Além disso, a narrativa neste filme considera o desenvolvimento integral da pessoa com deficiência, favorecendo, assim, a formação critica de educadores /formadores que é imprescindível numa sociedade inclusiva.