Publicação
Transversal Urbana. Um suporte para a descentralização de Guimarães
| Resumo: | Motivado pela crença num aumento da diversidade de paradigmas de mobilidade nos centros urbanos, de grande ou pequena escala, este trabalho pretende encontrar um equilíbrio entre as infra-estruturas por onde os mesmos se processam. Ultrapassadas as necessidades urgentes das ultimas décadas quanto à garantia de uma circulação automóvel rápida e segura, propõe-se uma reavaliação da pertinência e imposição da escala da sua infra-estrutura tanto sobre a circulação não motorizada – pedonal ou ciclável - como em relação a toda estrutura urbana que lhe está adjacente. Este estudo apresenta o caso de Guimarães: da expansão do seu núcleo urbano, da tardia inclusão de Creixomil nessa lógica, e do modo fracturante com que o troço original da circular urbana se fixou entre eles contrastando com a leitura da cidade como um todo, de fácil circulação entre os seus equipamentos centrais. O aprofundamento do limite urbano traçado pela circular enuncia debilidades no espaço público do sector poente de Guimarães e clarifica o isolamento imposto á veiga agrícola de Creixomil. A intersecção viária da circular com a variante de Creixomil surge numa amostra do território que se esperaria estabelecer o contacto entre a urbanização consolidada e o sistema urbano de matriz rural da veiga e, nesse sentido, cabe a esta análise a tarefa de organizar as oportunidades e condicionantes do reforço dessa transição. Transversal Urbana é uma proposta de aproximação dos limites do núcleo urbano pela requalificação do seu espaço público que estabelece uma equação de equilíbrio entre as várias realidades que com Guimarães perduram. Da matriz rural á consolidação urbana, da alta velocidade aos percursos locais, do caminho medieval á rua partilhada, pretende-se uma intervenção unificadora do sistema urbano que reforce as características identitárias de Guimarães, traçando as linhas de uma cidade coesa e contemporânea pelos caminhos da sua história secular. |
|---|---|
| Autores principais: | Cardoso, João Nuno Silva |
| Assunto: | Humanidades::Artes |
| Ano: | 2017 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade do Minho |
| Idioma: | português |
| Origem: | RepositóriUM - Universidade do Minho |
| Resumo: | Motivado pela crença num aumento da diversidade de paradigmas de mobilidade nos centros urbanos, de grande ou pequena escala, este trabalho pretende encontrar um equilíbrio entre as infra-estruturas por onde os mesmos se processam. Ultrapassadas as necessidades urgentes das ultimas décadas quanto à garantia de uma circulação automóvel rápida e segura, propõe-se uma reavaliação da pertinência e imposição da escala da sua infra-estrutura tanto sobre a circulação não motorizada – pedonal ou ciclável - como em relação a toda estrutura urbana que lhe está adjacente. Este estudo apresenta o caso de Guimarães: da expansão do seu núcleo urbano, da tardia inclusão de Creixomil nessa lógica, e do modo fracturante com que o troço original da circular urbana se fixou entre eles contrastando com a leitura da cidade como um todo, de fácil circulação entre os seus equipamentos centrais. O aprofundamento do limite urbano traçado pela circular enuncia debilidades no espaço público do sector poente de Guimarães e clarifica o isolamento imposto á veiga agrícola de Creixomil. A intersecção viária da circular com a variante de Creixomil surge numa amostra do território que se esperaria estabelecer o contacto entre a urbanização consolidada e o sistema urbano de matriz rural da veiga e, nesse sentido, cabe a esta análise a tarefa de organizar as oportunidades e condicionantes do reforço dessa transição. Transversal Urbana é uma proposta de aproximação dos limites do núcleo urbano pela requalificação do seu espaço público que estabelece uma equação de equilíbrio entre as várias realidades que com Guimarães perduram. Da matriz rural á consolidação urbana, da alta velocidade aos percursos locais, do caminho medieval á rua partilhada, pretende-se uma intervenção unificadora do sistema urbano que reforce as características identitárias de Guimarães, traçando as linhas de uma cidade coesa e contemporânea pelos caminhos da sua história secular. |
|---|