Publicação

Relevância sanitária dos subprodutos da desinfecção da água para consumo humano

Ver documento

Detalhes bibliográficos
Resumo:A desinfecção química através da adição de compostos clorados inorgânicos tem sido o método de tratamento mais utilizado no controlo de qualidade microbiológica das águas de abastecimento devido à sua capacidade de inactivação de microrganismos patogénicos transmissíveis por via hídrica. Desde a década de setenta do século passado, têm sido investigadas e identificadas moléculas químicas formadas em reacções secundárias do desinfectante (principalmente o cloro) com matéria orgânica presente nas águas naturais, nomeadamente ácidos húmicos e fúlvicos, as quais, em alguns estudos laboratoriais realizados, se revelaram potenciadoras do aparecimento de doenças cancerígenas. Nos anos mais recentes, vêm sendo operadas mudanças nos processos de desinfecção convencionais em virtude do progressivo conhecimento de diversos microrganismos cloro-resistentes, incluindo algumas bactérias presentes nos biofilmes aderentes às paredes das condutas das redes de abastecimento, justificando a introdução de métodos alternativos de desinfecção baseados na utilização de produtos clorados orgânicos ou em processos de oxidação e de filtração avançados. Contudo, os avultados custos envolvidos na consolidação e instalação destas tecnologias emergentes não facilitam a sua aplicação generalizada em estações de tratamento de água e o reconhecimento da elevada toxicidade de subprodutos da desinfecção com compostos clorados exige que se proceda a um controlo adequado da sua formação e se promovam medidas de minimização adequadas. A adopção de estratégias de minimização da formação destes subprodutos (objecto de imposição normativa de valores limite de concentração) constitui, assim, elemento essencial no controlo da qualidade da água de abastecimento público.
Autores principais:Vieira, J. M. Pereira
Outros Autores:Duarte, António A. L. Sampaio
Assunto:Água potável Desinfecção Subprodutos da desinfecção Trihalometanos Controlo microbiológico
Ano:2007
País:Portugal
Tipo de documento:artigo
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:A desinfecção química através da adição de compostos clorados inorgânicos tem sido o método de tratamento mais utilizado no controlo de qualidade microbiológica das águas de abastecimento devido à sua capacidade de inactivação de microrganismos patogénicos transmissíveis por via hídrica. Desde a década de setenta do século passado, têm sido investigadas e identificadas moléculas químicas formadas em reacções secundárias do desinfectante (principalmente o cloro) com matéria orgânica presente nas águas naturais, nomeadamente ácidos húmicos e fúlvicos, as quais, em alguns estudos laboratoriais realizados, se revelaram potenciadoras do aparecimento de doenças cancerígenas. Nos anos mais recentes, vêm sendo operadas mudanças nos processos de desinfecção convencionais em virtude do progressivo conhecimento de diversos microrganismos cloro-resistentes, incluindo algumas bactérias presentes nos biofilmes aderentes às paredes das condutas das redes de abastecimento, justificando a introdução de métodos alternativos de desinfecção baseados na utilização de produtos clorados orgânicos ou em processos de oxidação e de filtração avançados. Contudo, os avultados custos envolvidos na consolidação e instalação destas tecnologias emergentes não facilitam a sua aplicação generalizada em estações de tratamento de água e o reconhecimento da elevada toxicidade de subprodutos da desinfecção com compostos clorados exige que se proceda a um controlo adequado da sua formação e se promovam medidas de minimização adequadas. A adopção de estratégias de minimização da formação destes subprodutos (objecto de imposição normativa de valores limite de concentração) constitui, assim, elemento essencial no controlo da qualidade da água de abastecimento público.