Publicação

Immune suppression during chronic lymphocytic choriomeningitis virus infection and response to unrelated ectromelia virus infection

Ver documento

Detalhes bibliográficos
Resumo:Infeções virais persistentes, incluindo as causadas por vírus pouco patogénicos como o citomegalovírus, mas também outros mais virulentos para o hospedeiro, como o vírus da hepatite B (VHB) ou da hepatite C (VHC) podem resultar em disfunção imunitária e aumentar a suscetibilidade a infeções não relacionadas ou a cancro. No trabalho aqui apresentado utilizámos o modelo de infeção crónica em murganhos pelo vírus da coriomeningite linfocítica (LCMV) clone 13 (CL13) para estudar a resposta à co-infeção pelo vírus ectromelia (ECTV), o agente da mousepox. Os nossos resultados mostram que murganhos cronicamente infetados com CL13 são mais suscetíveis à infeção por ECTV, do que animais previamente saudáveis ou recuperados de infeção pela estirpe Armstrong (Arm) do LCMV. A infeção crónica por CL13 traduz-se numa redução acentuada dos números e frequências de células Natural Killer (NK), que apresentam um fenótipo marcadamente imaturo e que são incapazes de responder à infeção subsequente por ECTV, com níveis reduzidos de maturação, ativação e citotoxicidade, com produção reduzida de granzima (Gzm) B e interferão (IFN) γ, em contraste com as células NK de murganhos saudáveis ou recuperados após infeção por Arm. Murganhos infetados cronicamente com CL13 apresentam células T CD8+ que respondem insuficientemente a uma infeção secundária por ECTV, com níveis de ativação fracos, frequências reduzidas e alterações fenotípicas do compartimento de células CD44+GzmB+, bem como com reduzida expansão de células TCR-epítopo especificas. No entanto, é possível induzir uma resposta T CD8+ TCRepítopo especifica forte aquando da infeção secundária de murganhos infetados cronicamente com CL13 com um vírus atenuado ECTV36, conferindo resistência à infeção posterior com ECTV. O nosso trabalho sugere que a suscetibilidade a infeções oportunistas em indivíduos previamente persistentemente infetados pode estar associada a defeitos das células NK e T CD8+. Portanto, será possível que doentes imunodeprimidos por estas razões possam ser protegidos de infeções oportunistas desde que vacinas efetivas sejam utilizadas.
Autores principais:Peixoto, Pedro Filipe Alves
Assunto:Infeção viral crónica Infeção viral aguda LCMV ECTV células NK células T Chronic Viral Infection Acute Viral Infection NK cells T cells Ciências Médicas::Ciências da Saúde
Ano:2021
País:Portugal
Tipo de documento:tese de doutoramento
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:Infeções virais persistentes, incluindo as causadas por vírus pouco patogénicos como o citomegalovírus, mas também outros mais virulentos para o hospedeiro, como o vírus da hepatite B (VHB) ou da hepatite C (VHC) podem resultar em disfunção imunitária e aumentar a suscetibilidade a infeções não relacionadas ou a cancro. No trabalho aqui apresentado utilizámos o modelo de infeção crónica em murganhos pelo vírus da coriomeningite linfocítica (LCMV) clone 13 (CL13) para estudar a resposta à co-infeção pelo vírus ectromelia (ECTV), o agente da mousepox. Os nossos resultados mostram que murganhos cronicamente infetados com CL13 são mais suscetíveis à infeção por ECTV, do que animais previamente saudáveis ou recuperados de infeção pela estirpe Armstrong (Arm) do LCMV. A infeção crónica por CL13 traduz-se numa redução acentuada dos números e frequências de células Natural Killer (NK), que apresentam um fenótipo marcadamente imaturo e que são incapazes de responder à infeção subsequente por ECTV, com níveis reduzidos de maturação, ativação e citotoxicidade, com produção reduzida de granzima (Gzm) B e interferão (IFN) γ, em contraste com as células NK de murganhos saudáveis ou recuperados após infeção por Arm. Murganhos infetados cronicamente com CL13 apresentam células T CD8+ que respondem insuficientemente a uma infeção secundária por ECTV, com níveis de ativação fracos, frequências reduzidas e alterações fenotípicas do compartimento de células CD44+GzmB+, bem como com reduzida expansão de células TCR-epítopo especificas. No entanto, é possível induzir uma resposta T CD8+ TCRepítopo especifica forte aquando da infeção secundária de murganhos infetados cronicamente com CL13 com um vírus atenuado ECTV36, conferindo resistência à infeção posterior com ECTV. O nosso trabalho sugere que a suscetibilidade a infeções oportunistas em indivíduos previamente persistentemente infetados pode estar associada a defeitos das células NK e T CD8+. Portanto, será possível que doentes imunodeprimidos por estas razões possam ser protegidos de infeções oportunistas desde que vacinas efetivas sejam utilizadas.