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Inovação curricular no II Ciclo do Ensino Secundário angolano: um estudo exploratório numa escola pública

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Resumo:A investigação aborda a inovação curricular no II ciclo do ensino secundário angolano, reconhecendo este nível de ensino como crucial para a formação dos jovens. A eficácia desse processo está intrinsecamente ligada à capacidade do currículo e das práticas de ensino se adaptarem às necessidades dos alunos. O estudo realizou-se numa escola pública do II ciclo do ensino secundário angolano, visando compreender os fatores que influenciam a inovação no contexto educacional angolano. Os objetivos de investigação incluem conhecer a perspetiva dos professores sobre currículo e inovação, compreender as funções da avaliação das aprendizagens, analisar práticas de inovação curricular e identificar fatores que favorecem ou impedem o seu desenvolvimento. A metodologia adotada é de natureza qualitativa, explorando a visão dos professores e da gestão. O instrumento de recolha de dados foi a entrevista semiestruturada, junto de (4) quatro professores a lecionar diferentes disciplinas e do diretor da escola. Os dados foram tratados com recursos à análise de conteúdo. Os resultados destacam que os professores consideram ter uma autonomia relativa no desenvolvimento curricular, ou seja, têm de contextualizar, mas também, têm de seguir as políticas curriculares. Assim, salienta-se a importância da colaboração entre professores, a necessidade de fortalecer a autonomia e os desafios relacionados com a falta de investimento do estado; a diversidade de estratégias de avaliação, tais como, a avaliação contínua, as provas escritas e orais, os trabalhos em grupos, refletem uma abordagem holística, ainda que não muito consolidada, para avaliar os alunos. Apesar das diretrizes da legislação educacional angolana, a implementação efetiva da inovação curricular nas salas de aula enfrenta desafios, muitas vezes devido à continuidade das práticas de desenvolvimento do currículo estarem ainda presas, por diversas razões, entre elas a formação inicial, ao modelo tradicional de ensino. Destaca-se a importância de as políticas educativas e curriculares considerarem os professores como agentes curriculares e a necessidade de investir na formação profissional e nas infraestruturas para apoiar os professores a aplicarem métodos inovadores.
Autores principais:Lima, Ester Cabari Cazembe
Assunto:Educação em Angola II Ciclo do Ensino Secundário Inovação curricular Curricular innovation Education in Angola Secondary School II Cycle
Ano:2024
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:A investigação aborda a inovação curricular no II ciclo do ensino secundário angolano, reconhecendo este nível de ensino como crucial para a formação dos jovens. A eficácia desse processo está intrinsecamente ligada à capacidade do currículo e das práticas de ensino se adaptarem às necessidades dos alunos. O estudo realizou-se numa escola pública do II ciclo do ensino secundário angolano, visando compreender os fatores que influenciam a inovação no contexto educacional angolano. Os objetivos de investigação incluem conhecer a perspetiva dos professores sobre currículo e inovação, compreender as funções da avaliação das aprendizagens, analisar práticas de inovação curricular e identificar fatores que favorecem ou impedem o seu desenvolvimento. A metodologia adotada é de natureza qualitativa, explorando a visão dos professores e da gestão. O instrumento de recolha de dados foi a entrevista semiestruturada, junto de (4) quatro professores a lecionar diferentes disciplinas e do diretor da escola. Os dados foram tratados com recursos à análise de conteúdo. Os resultados destacam que os professores consideram ter uma autonomia relativa no desenvolvimento curricular, ou seja, têm de contextualizar, mas também, têm de seguir as políticas curriculares. Assim, salienta-se a importância da colaboração entre professores, a necessidade de fortalecer a autonomia e os desafios relacionados com a falta de investimento do estado; a diversidade de estratégias de avaliação, tais como, a avaliação contínua, as provas escritas e orais, os trabalhos em grupos, refletem uma abordagem holística, ainda que não muito consolidada, para avaliar os alunos. Apesar das diretrizes da legislação educacional angolana, a implementação efetiva da inovação curricular nas salas de aula enfrenta desafios, muitas vezes devido à continuidade das práticas de desenvolvimento do currículo estarem ainda presas, por diversas razões, entre elas a formação inicial, ao modelo tradicional de ensino. Destaca-se a importância de as políticas educativas e curriculares considerarem os professores como agentes curriculares e a necessidade de investir na formação profissional e nas infraestruturas para apoiar os professores a aplicarem métodos inovadores.