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Avaliação da disponibilidade e uso de água para reutilização na região norte de Portugal

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A ocorrência de secas tem tornado o planeta mais sucetível a escassez nos últimos anos. Portugal não se distingue do cenário mundial, sendo o início de 2022 já marcado por baixos níveis pluviométricos em todo o país, que dificultam a agricultura, a indústria, os serviços, a recreação e a saúde. Em contra partida, a água residual produzida ainda é um problema a ser solucionado, principalmente quando os recursos hídricos que recebem o efluente estão em baixos níveis. Em função da problemática de seca, em consonância com prover um destino correto da água residual, a economia circular promove a ideia de transformar resíduos de uma linha de produção em um novo produto, na situação em questão a água residual em água para reutilização. A região norte também é afetada pela atual seca de 2022 e por isso, há a necessidade de alternativas para melhor gerir os recursos em busca de minimizar a problemática. O presente trabalho busca averiguar a potencialidade da região norte em transformar o resíduo, água residual, em recursos, água para reutilização. Desse modo, foram utilizados dados provenientes da ERSAR, INE, SNIAmb e PGRHs visando caracterizar a produção de água residual, suas redes, entidades em baixa e em alta e qualidade de modo indireto, bem como o consumo das regiões hidrográficas. Os resultados foram apresentados em mapas de modo a melhor ilustrar as diferenças das entidades em baixa, há grande diferença entre os concelhos nortenhos. As cidades da região metropolitana do Porto e Braga adquirem destaque não somente na quantidade de água residual produzida, mas também na sua capacidade de tratamento, no que se refere os serviços em baixa. Por outro lado, percebe-se que as entidades gestoras em alta são as que mais tratam águas residuais haja vista que, de todo o caudal tratado, cerca de 56,20% pertence ao serviço em alta. Foi possível concluir que globalmente, a região norte seria capaz de substituir até 25,27% do seu consumo de água de abastecimento para fins não potáveis por água para reutilização se fossem criadas as infraestruturas necessárias para tal.
Autores principais:Oliveira, Danilo Cunha de
Assunto:Água para reutilização Economia circular Região norte de Portugal Water reuse Circular economy Northern region of Portugal
Ano:2021
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:A ocorrência de secas tem tornado o planeta mais sucetível a escassez nos últimos anos. Portugal não se distingue do cenário mundial, sendo o início de 2022 já marcado por baixos níveis pluviométricos em todo o país, que dificultam a agricultura, a indústria, os serviços, a recreação e a saúde. Em contra partida, a água residual produzida ainda é um problema a ser solucionado, principalmente quando os recursos hídricos que recebem o efluente estão em baixos níveis. Em função da problemática de seca, em consonância com prover um destino correto da água residual, a economia circular promove a ideia de transformar resíduos de uma linha de produção em um novo produto, na situação em questão a água residual em água para reutilização. A região norte também é afetada pela atual seca de 2022 e por isso, há a necessidade de alternativas para melhor gerir os recursos em busca de minimizar a problemática. O presente trabalho busca averiguar a potencialidade da região norte em transformar o resíduo, água residual, em recursos, água para reutilização. Desse modo, foram utilizados dados provenientes da ERSAR, INE, SNIAmb e PGRHs visando caracterizar a produção de água residual, suas redes, entidades em baixa e em alta e qualidade de modo indireto, bem como o consumo das regiões hidrográficas. Os resultados foram apresentados em mapas de modo a melhor ilustrar as diferenças das entidades em baixa, há grande diferença entre os concelhos nortenhos. As cidades da região metropolitana do Porto e Braga adquirem destaque não somente na quantidade de água residual produzida, mas também na sua capacidade de tratamento, no que se refere os serviços em baixa. Por outro lado, percebe-se que as entidades gestoras em alta são as que mais tratam águas residuais haja vista que, de todo o caudal tratado, cerca de 56,20% pertence ao serviço em alta. Foi possível concluir que globalmente, a região norte seria capaz de substituir até 25,27% do seu consumo de água de abastecimento para fins não potáveis por água para reutilização se fossem criadas as infraestruturas necessárias para tal.