Publicação
Microcrystalline cellulose and sisal fibre reinforced cementitious composites
| Resumo: | Nas últimas décadas tem existido um crescente interesse em métodos alternativos de reforçar compósitos cimentícios. A utilização de fibras naturais como elemento de reforço tem sido bastante explorada ao longo dos anos, sendo que origina compósitos cimentícios com uma resistência ao impacto e à fissuração superior quando comparados com compósitos cimentícios comuns. Por outro lado, o uso de celulose microcristalina (CMC) também tem sido estudado, principalmente na última década, verificando-se que origina um aumento na resistência à compressão, assim como uma diminuição da fissuração causada por esforços provenientes de contração térmica e de resistência estrutural. O principal objetivo deste trabalho foi estudar o comportamento de compósitos cimentícios reforçados à multiescala, através de CMC e de fibras de sisal. Para tal, procedeu-se à preparação de compósitos cimentícios com várias combinações de percentagens de CMC (0.2%, 0.5% e 0.75% em relação a cimento) e sisal (0.25% e 0.5% em relação a cimento) diferentes. Aos 28 dias, estes compósitos cimentícios reforçados com CMC e/ou sisal foram sujeitos a testes de resistência à flexão e à compressão. A incorporação de 0.5% CMC na matriz cimentícia resultou num aumento da resistência à flexão, assim como a adição de 0.5% sisal. Obteve-se um aumento da capacidade de carga pós-pico na matriz cimentícia quando fibras de sisal são adicionadas. Não se verificaram alterações significantes na resistência à compressão após incorporação de CMC e sisal. A inclusão de CMC e fibras de sisal apresenta resultados promissores quando incorporados individualmente na matriz cimentícia. Em conjunto, CMC e sisal, não apresentam melhoria da resistência à flexão devido à natureza higroscópica de ambos. Portanto, um estudo mais aprofundado no efeito da hidratação destes elementos na matriz cimentícia deve ser efetuada. |
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| Autores principais: | Ferreira, Stephany Maria Vieira |
| Assunto: | CMC Sisal Surfactante Reforço Compósito cimentício MCC Surfactant Reinforcement of cementitious composites |
| Ano: | 2016 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade do Minho |
| Idioma: | inglês |
| Origem: | RepositóriUM - Universidade do Minho |
| Resumo: | Nas últimas décadas tem existido um crescente interesse em métodos alternativos de reforçar compósitos cimentícios. A utilização de fibras naturais como elemento de reforço tem sido bastante explorada ao longo dos anos, sendo que origina compósitos cimentícios com uma resistência ao impacto e à fissuração superior quando comparados com compósitos cimentícios comuns. Por outro lado, o uso de celulose microcristalina (CMC) também tem sido estudado, principalmente na última década, verificando-se que origina um aumento na resistência à compressão, assim como uma diminuição da fissuração causada por esforços provenientes de contração térmica e de resistência estrutural. O principal objetivo deste trabalho foi estudar o comportamento de compósitos cimentícios reforçados à multiescala, através de CMC e de fibras de sisal. Para tal, procedeu-se à preparação de compósitos cimentícios com várias combinações de percentagens de CMC (0.2%, 0.5% e 0.75% em relação a cimento) e sisal (0.25% e 0.5% em relação a cimento) diferentes. Aos 28 dias, estes compósitos cimentícios reforçados com CMC e/ou sisal foram sujeitos a testes de resistência à flexão e à compressão. A incorporação de 0.5% CMC na matriz cimentícia resultou num aumento da resistência à flexão, assim como a adição de 0.5% sisal. Obteve-se um aumento da capacidade de carga pós-pico na matriz cimentícia quando fibras de sisal são adicionadas. Não se verificaram alterações significantes na resistência à compressão após incorporação de CMC e sisal. A inclusão de CMC e fibras de sisal apresenta resultados promissores quando incorporados individualmente na matriz cimentícia. Em conjunto, CMC e sisal, não apresentam melhoria da resistência à flexão devido à natureza higroscópica de ambos. Portanto, um estudo mais aprofundado no efeito da hidratação destes elementos na matriz cimentícia deve ser efetuada. |
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