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Revestimentos de piso em terra – otimização e avaliação de desempenho

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A construção em terra apresenta vários benefícios, já que se trata de um material natural abundante e reutilizável, com baixo impacto ambiental e tem a capacidade de controlar a humidade do ar interior e armazenar calor, melhorando o conforto térmico. Existem poucos estudos relativamente à construção de revestimento de pisos em terra. Como tal, procurou-se com este trabalho estudar uma solução alternativa, mais sustentável relativamente aos revestimentos de pisos contínuos atuais, sendo o principal objetivo a obtenção um material de revestimento composto por terra estabilizada, uma argamassa semelhante a uma betonilha de acabamento, com uma resistência mecânica adequada e que seja resistente à água. Para isso, estudaram-se diversas misturas de solo (saibro) estabilizado com cal viva e/ou cimento, tendo sido testados outros aditivos, como por exemplo a adição de fibras de celulose (desperdícios da indústria do papel) e superplastificante. Tendo sido testados, também, dois tipos de óleos de acabamento à base de produtos naturais na mistura de melhor desempenho. Foram realizados diversos ensaios: no estado fresco, a quantidade de líquido necessário para atingir a trabalhabilidade definida através do ensaio de espalhamento; no estado endurecido, ensaios de resistências mecânicas, nomeadamente a resistência à tração na flexão e a resistência à compressão. Ensaios para avaliar a resistência face à ação da água no estado líquido, nomeadamente na absorção de água por capilaridade e por imersão e a absorção da gota de água. E um ensaio de erosão acelerada por desgaste. Segundo os resultados obtidos, constatou-se que a estabilização do solo com a combinação de cal viva e cimento melhorou as resistências comparativamente à adição de apenas cal viva. No entanto, a argamassa com melhores resistências e que cumpriu os requisitos para betonilhas foi a argamassa estabilizada com cimento e superplastificante. Além disso, os óleos de acabamento revelaram-se positivos nos resultados dos ensaios de absorção e de repelência de água e nos ensaios de desgaste, apresentando menor erosão relativamente às misturas sem acabamento e comparativamente a uma argamassa de cimento convencional. Com este estudo, verificou-se que se conseguem cumprir os requisitos mínimos para betonilhas, utilizando uma argamassa sustentável, uma vez que foram usados materiais de base natural e desperdícios, reduzindo assim os custos e a produção de resíduos.
Autores principais:Nunes, Bruno Morais
Assunto:Argamassa de terra Betonilhas Betão de terra Revestimentos de piso Saibro Earth mortar Screeds Earth concrete Floor coverings Gravel
Ano:2024
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:A construção em terra apresenta vários benefícios, já que se trata de um material natural abundante e reutilizável, com baixo impacto ambiental e tem a capacidade de controlar a humidade do ar interior e armazenar calor, melhorando o conforto térmico. Existem poucos estudos relativamente à construção de revestimento de pisos em terra. Como tal, procurou-se com este trabalho estudar uma solução alternativa, mais sustentável relativamente aos revestimentos de pisos contínuos atuais, sendo o principal objetivo a obtenção um material de revestimento composto por terra estabilizada, uma argamassa semelhante a uma betonilha de acabamento, com uma resistência mecânica adequada e que seja resistente à água. Para isso, estudaram-se diversas misturas de solo (saibro) estabilizado com cal viva e/ou cimento, tendo sido testados outros aditivos, como por exemplo a adição de fibras de celulose (desperdícios da indústria do papel) e superplastificante. Tendo sido testados, também, dois tipos de óleos de acabamento à base de produtos naturais na mistura de melhor desempenho. Foram realizados diversos ensaios: no estado fresco, a quantidade de líquido necessário para atingir a trabalhabilidade definida através do ensaio de espalhamento; no estado endurecido, ensaios de resistências mecânicas, nomeadamente a resistência à tração na flexão e a resistência à compressão. Ensaios para avaliar a resistência face à ação da água no estado líquido, nomeadamente na absorção de água por capilaridade e por imersão e a absorção da gota de água. E um ensaio de erosão acelerada por desgaste. Segundo os resultados obtidos, constatou-se que a estabilização do solo com a combinação de cal viva e cimento melhorou as resistências comparativamente à adição de apenas cal viva. No entanto, a argamassa com melhores resistências e que cumpriu os requisitos para betonilhas foi a argamassa estabilizada com cimento e superplastificante. Além disso, os óleos de acabamento revelaram-se positivos nos resultados dos ensaios de absorção e de repelência de água e nos ensaios de desgaste, apresentando menor erosão relativamente às misturas sem acabamento e comparativamente a uma argamassa de cimento convencional. Com este estudo, verificou-se que se conseguem cumprir os requisitos mínimos para betonilhas, utilizando uma argamassa sustentável, uma vez que foram usados materiais de base natural e desperdícios, reduzindo assim os custos e a produção de resíduos.