Publicação
A influência da descentralização de competências na satisfação e consequentemente no absentismo dos assistentes operacionais
| Resumo: | Ao longo das últimas décadas, Portugal à semelhança de outros países tem vindo a transferir para os municípios novas competências na área da educação, entre as quais importa destacar neste estudo, a gestão dos Assistentes Operacionais (AO). Um processo que introduziu uma nova configuração do modelo de gestão — a gestão bicéfala, caraterizada pela partilha de responsabilidades entre duas entidades, os Municípios e os Diretores dos Agrupamentos. No entanto, embora o processo de descentralização vise aproximar a decisão do contexto local e melhorar a eficiência da gestão pública, ao longo do tempo este tem vindo a evidenciar alguns desafios com possíveis implicações na satisfação e no absentismo dos colaboradores. Nesse sentido, o presente estudo tem como objetivo, compreender a influência da descentralização de competências na satisfação dos AO e por consequência na sua assiduidade. Para o efeito, com base na literatura evidenciada, foram formuladas 3 hipóteses de investigação, que orientaram o desenvolvimento do estudo e a análise empírica. Assim, procuramos compreender, a partir da análise da perceção dos AO e dos Diretores, em que medida, a transferência de competências para os Municípios influencia as condições de trabalho dos AO refletindo-se na sua satisfação e consequentemente na sua assiduidade. De igual modo, partindo do princípio de que a descentralização potencia uma gestão mais próxima e atenta às necessidades, procuramos neste estudo compreender, em que medida a coexistência de duas entidades com poder de decisão sobre os AO poderá gerar ambiguidades e desafios que comprometam a clareza da gestão e consequentemente o bem-estar e a assiduidade dos AO. Este estudo adotou uma abordagem quantitativa, transversal e não experimental, de natureza descritiva, com recurso a análises correlacionais exploratórias. Para o efeito, foram aplicados questionários em 3 agrupamentos de escolas de Municípios distintos— Fafe, Vizela e Guimarães. Os resultados revelaram perceções bastante diversificadas, refletindo diferentes experiências decorrentes dos respetivos contextos organizacionais. Embora alguns inquiridos reconheçam melhorias, subsistem, na perceção de uma grande parte dos inquiridos algumas fragilidades associadas à intensificação de tarefas, à insuficiência dos rácios de pessoal, à comunicação/articulação entre as entidades gestoras e ao apoio Municipal. Assim, concluímos que, a aproximação administrativa estratégica, por si só, não assegura melhorias uniformes, persistindo fatores que condicionam a satisfação dos AO e consequentemente, em alguns casos, a sua assiduidade, sendo a mesma expressa, com maior frequência em contestações coletivas, (p. ex., greves) e com menor frequência sobe a forma de ausências individuais. |
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| Autores principais: | Silva, Diana Catarina Oliveira |
| Assunto: | Absentismo Condições de trabalho Descentralização Gestão Bicéfala Absenteeism Working Conditions Decentralization Dual Management |
| Ano: | 2025 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade do Minho |
| Idioma: | português |
| Origem: | RepositóriUM - Universidade do Minho |
| Resumo: | Ao longo das últimas décadas, Portugal à semelhança de outros países tem vindo a transferir para os municípios novas competências na área da educação, entre as quais importa destacar neste estudo, a gestão dos Assistentes Operacionais (AO). Um processo que introduziu uma nova configuração do modelo de gestão — a gestão bicéfala, caraterizada pela partilha de responsabilidades entre duas entidades, os Municípios e os Diretores dos Agrupamentos. No entanto, embora o processo de descentralização vise aproximar a decisão do contexto local e melhorar a eficiência da gestão pública, ao longo do tempo este tem vindo a evidenciar alguns desafios com possíveis implicações na satisfação e no absentismo dos colaboradores. Nesse sentido, o presente estudo tem como objetivo, compreender a influência da descentralização de competências na satisfação dos AO e por consequência na sua assiduidade. Para o efeito, com base na literatura evidenciada, foram formuladas 3 hipóteses de investigação, que orientaram o desenvolvimento do estudo e a análise empírica. Assim, procuramos compreender, a partir da análise da perceção dos AO e dos Diretores, em que medida, a transferência de competências para os Municípios influencia as condições de trabalho dos AO refletindo-se na sua satisfação e consequentemente na sua assiduidade. De igual modo, partindo do princípio de que a descentralização potencia uma gestão mais próxima e atenta às necessidades, procuramos neste estudo compreender, em que medida a coexistência de duas entidades com poder de decisão sobre os AO poderá gerar ambiguidades e desafios que comprometam a clareza da gestão e consequentemente o bem-estar e a assiduidade dos AO. Este estudo adotou uma abordagem quantitativa, transversal e não experimental, de natureza descritiva, com recurso a análises correlacionais exploratórias. Para o efeito, foram aplicados questionários em 3 agrupamentos de escolas de Municípios distintos— Fafe, Vizela e Guimarães. Os resultados revelaram perceções bastante diversificadas, refletindo diferentes experiências decorrentes dos respetivos contextos organizacionais. Embora alguns inquiridos reconheçam melhorias, subsistem, na perceção de uma grande parte dos inquiridos algumas fragilidades associadas à intensificação de tarefas, à insuficiência dos rácios de pessoal, à comunicação/articulação entre as entidades gestoras e ao apoio Municipal. Assim, concluímos que, a aproximação administrativa estratégica, por si só, não assegura melhorias uniformes, persistindo fatores que condicionam a satisfação dos AO e consequentemente, em alguns casos, a sua assiduidade, sendo a mesma expressa, com maior frequência em contestações coletivas, (p. ex., greves) e com menor frequência sobe a forma de ausências individuais. |
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