Publicação
A escola numa Angola em contexto de mudança: as línguas nativas no âmbito educacional
| Resumo: | Fazendo uma referência histórica, podemos afirmar que antes da presença europeia, a educação em África era ministrada na forma mais “tradicional” (informal). O “Ondjango” surge como a escola tradicional, onde se ensinava e se educava para a vida e fazia-se a partilha de conhecimentos entre adultos e os jovens. Inicialmente, o contacto dos portugueses com o reino do Congo (Angola) foi pacífico, num ambiente de acolhimento e de admiração. A escolha deste tema vem relacionada com os estudos que fomos desenvolvendo durante o curso de mestrado e que despertaram em mim um interesse particular sobre a “Escola angolana”, sobretudo, aquela escola “abandonada no bosque” do sul de Angola. Em Angola existe uma diversidade cultural, étnicolinguística e um certo monolinguismo no ensino; neste sentido, emerge um problema: os alunos aprendendo numa só língua, podem perder a identidade cultural e produzir-se a descaraterização sociocultural da sociedade. Num contexto multicultural, o ensino deveria ser o veículo de socialização cultural no sentido de preservação identitária. É a partir daí que se devia construir a homogeneização cultural. Ao abordamos a escola angolana no contexto rural, estaremos perante o choque cultural e a realidade pedagógica. Nesta investigação, de cariz quantitativo e qualitativo tivemos como objetivo perceber a Escola. Neste sentido a observação realizada, em contexto próprio, e a administração de inquéritos, foram muito importantes para a consecução dos nossos objetivos. Os dados foram recolhidos através de 124 inquéritos, 94 alunos de três escolas diferentes do sistema de ensino angolano e 14 inquéritos para os professores; 8 inquéritos para Diretores e 8 para a comissão de pais. Em síntese procuramos reforçar a ideia da importância da formação e da educação para o desenvolvimento da sociedade angolana. |
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| Autores principais: | Muachia, Matias Tchimuco |
| Assunto: | A língua materna Ensino em língua materna A escola angolana urbana e rural Local language Teaching in the local language Rural and urban schools in Angola |
| Ano: | 2016 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade do Minho |
| Idioma: | português |
| Origem: | RepositóriUM - Universidade do Minho |
| Resumo: | Fazendo uma referência histórica, podemos afirmar que antes da presença europeia, a educação em África era ministrada na forma mais “tradicional” (informal). O “Ondjango” surge como a escola tradicional, onde se ensinava e se educava para a vida e fazia-se a partilha de conhecimentos entre adultos e os jovens. Inicialmente, o contacto dos portugueses com o reino do Congo (Angola) foi pacífico, num ambiente de acolhimento e de admiração. A escolha deste tema vem relacionada com os estudos que fomos desenvolvendo durante o curso de mestrado e que despertaram em mim um interesse particular sobre a “Escola angolana”, sobretudo, aquela escola “abandonada no bosque” do sul de Angola. Em Angola existe uma diversidade cultural, étnicolinguística e um certo monolinguismo no ensino; neste sentido, emerge um problema: os alunos aprendendo numa só língua, podem perder a identidade cultural e produzir-se a descaraterização sociocultural da sociedade. Num contexto multicultural, o ensino deveria ser o veículo de socialização cultural no sentido de preservação identitária. É a partir daí que se devia construir a homogeneização cultural. Ao abordamos a escola angolana no contexto rural, estaremos perante o choque cultural e a realidade pedagógica. Nesta investigação, de cariz quantitativo e qualitativo tivemos como objetivo perceber a Escola. Neste sentido a observação realizada, em contexto próprio, e a administração de inquéritos, foram muito importantes para a consecução dos nossos objetivos. Os dados foram recolhidos através de 124 inquéritos, 94 alunos de três escolas diferentes do sistema de ensino angolano e 14 inquéritos para os professores; 8 inquéritos para Diretores e 8 para a comissão de pais. Em síntese procuramos reforçar a ideia da importância da formação e da educação para o desenvolvimento da sociedade angolana. |
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