Publicação
Participação infantil em contextos de educação formal e não formal
| Resumo: | A presente pesquisa tem como objetivo investigar a participação das crianças nos contextos de educação formal e não formal, buscando compreender de que maneira suas vozes são ouvidas e valorizadas nesses espaços. A educação formal, representada pelas escolas, e a educação não formal, que inclui atividades realizadas em ONGs, clubes, associações e IPSS, como as Atividades de Enriquecimento Curricular, são analisadas quanto à sua capacidade de promover o protagonismo infantil e fomentar a autonomia das crianças. A pesquisa é concebida em uma abordagem qualitativa, no qual adotou-se como método o estudo de caso. A recolha de dados deu-se através de entrevistas com os professores titulares de turma, mentores das Atividades de Enriquecimento Curricular e grupos focais com crianças de 7 a 9 anos. A análise se ancora na sociologia da infância e na pedagogia, que destacam a importância de considerar as crianças como agentes ativos no processo educativo, com direito à opinião e participação ativa em decisões que dizem respeito ao seu próprio desenvolvimento. Os resultados demonstram que, embora a educação formal ainda esteja fortemente estruturada em uma lógica hierárquica, com pouca margem para a participação das crianças em decisões relevantes, há iniciativas promissoras de inclusão de suas vozes por meio de metodologias participativas. Em contrapartida, os espaços de educação não formal se mostraram mais flexíveis e favoráveis à escuta ativa das crianças, permitindo maior liberdade de expressão e oportunidades de envolvimento nas decisões. A pesquisa conclui que para garantir uma educação mais inclusiva e democrática, é necessário repensar as práticas pedagógicas tradicionais, tanto no ambiente formal quanto no não formal, incorporando estratégias que incentivem a participação ativa das crianças e promovam sua autonomia. A valorização do papel das crianças como sujeitos de direitos é fundamental para o desenvolvimento de uma educação que atenda plenamente às suas necessidades e aspirações. |
|---|---|
| Autores principais: | Goll, Katia Cristina |
| Assunto: | Cidadania Educação formal Educação não formal Participação Voz das crianças Children's voice Citizenship Formal education Non-formal education Participation |
| Ano: | 2024 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade do Minho |
| Idioma: | português |
| Origem: | RepositóriUM - Universidade do Minho |
| Resumo: | A presente pesquisa tem como objetivo investigar a participação das crianças nos contextos de educação formal e não formal, buscando compreender de que maneira suas vozes são ouvidas e valorizadas nesses espaços. A educação formal, representada pelas escolas, e a educação não formal, que inclui atividades realizadas em ONGs, clubes, associações e IPSS, como as Atividades de Enriquecimento Curricular, são analisadas quanto à sua capacidade de promover o protagonismo infantil e fomentar a autonomia das crianças. A pesquisa é concebida em uma abordagem qualitativa, no qual adotou-se como método o estudo de caso. A recolha de dados deu-se através de entrevistas com os professores titulares de turma, mentores das Atividades de Enriquecimento Curricular e grupos focais com crianças de 7 a 9 anos. A análise se ancora na sociologia da infância e na pedagogia, que destacam a importância de considerar as crianças como agentes ativos no processo educativo, com direito à opinião e participação ativa em decisões que dizem respeito ao seu próprio desenvolvimento. Os resultados demonstram que, embora a educação formal ainda esteja fortemente estruturada em uma lógica hierárquica, com pouca margem para a participação das crianças em decisões relevantes, há iniciativas promissoras de inclusão de suas vozes por meio de metodologias participativas. Em contrapartida, os espaços de educação não formal se mostraram mais flexíveis e favoráveis à escuta ativa das crianças, permitindo maior liberdade de expressão e oportunidades de envolvimento nas decisões. A pesquisa conclui que para garantir uma educação mais inclusiva e democrática, é necessário repensar as práticas pedagógicas tradicionais, tanto no ambiente formal quanto no não formal, incorporando estratégias que incentivem a participação ativa das crianças e promovam sua autonomia. A valorização do papel das crianças como sujeitos de direitos é fundamental para o desenvolvimento de uma educação que atenda plenamente às suas necessidades e aspirações. |
|---|