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A vermelho: Aurélia no Século XXI

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Autorretrato [do casaco vermelho] (c. 1900), de Aurélia de Souza, tem sido considerado o mais belo e ao mesmo tempo um dos mais enigmáticos autorretratos da pintura portuguesa. Entre a autoencenação de uma mulher-artista à procura de legitimação num contexto cultural finissecular e marcadamente patriarcal, e o puro gesto metapictórico que constitui a imagem como seu único fim, a intencionalidade ambígua da tela aureliana não cessa de multiplicar os desafios interpretativos e de provocar releituras apropriacionistas nos mais variados média. Partindo da dupla qualidade dialógica e dialética de um autorretrato a todos os títulos fundador, examinaremos neste ensaio revisitações desta obra de Aurélia que, na arte e na literatura portuguesas do século XXI, confirmam o fascínio, a singularidade e a extraordinária pregnância semântica de uma imagem capaz de interpelar os seus espectadores mais de um século depois de ter sido concebida.
Autores principais:Ribeiro, Eunice
Assunto:Aurélia de Souza autorretrato [do casaco vermelho] apropriação écfrase literária arte portuguesa contemporânea self-portrait [of the red coat] appropriation literary ekphrasis contemporary Portuguese art Humanidades::Artes
Ano:2024
País:Portugal
Tipo de documento:capítulo de livro
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:Autorretrato [do casaco vermelho] (c. 1900), de Aurélia de Souza, tem sido considerado o mais belo e ao mesmo tempo um dos mais enigmáticos autorretratos da pintura portuguesa. Entre a autoencenação de uma mulher-artista à procura de legitimação num contexto cultural finissecular e marcadamente patriarcal, e o puro gesto metapictórico que constitui a imagem como seu único fim, a intencionalidade ambígua da tela aureliana não cessa de multiplicar os desafios interpretativos e de provocar releituras apropriacionistas nos mais variados média. Partindo da dupla qualidade dialógica e dialética de um autorretrato a todos os títulos fundador, examinaremos neste ensaio revisitações desta obra de Aurélia que, na arte e na literatura portuguesas do século XXI, confirmam o fascínio, a singularidade e a extraordinária pregnância semântica de uma imagem capaz de interpelar os seus espectadores mais de um século depois de ter sido concebida.