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Revoluções geminadas?: o 25 de Abril visto pela revolução peruana

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Enquanto em Portugal o 25 de Abril abria um processo revolucionário cheio de expetativas e também de utopias, no Peru o Gobierno Revolucionario de la Fuerza Armada já estava minado pela luta entre fações internas, pelo desgaste do confronto político com outras forças e entrava no último ano duma existência iniciada em 1968, na sequência dum golpe militar. Apesar disso, o Governo do presidente Velasco Alvarado nunca perdeu o seu discurso revolucionário, o mesmo que o levou a concretizar algumas das medidas que também estiveram em discussão durante o PREC português: Reforma agrária, nacionalizações, terceiro-mundismo, autonomia frente às potências da Guerra Fria, participação social e o objectivo de construir um socialismo próprio, com raízes genuinamente nacionais. Desgastado por seis anos de intensas reformas políticas, o GRFA olhará para os acontecimentos em Portugal, usando-os e, por vezes, manipulando-os num processo de relegitimação transnacional com objectivos internos.
Autores principais:Novais, José Luís Y. Villaverde M. F.
Assunto:Humanidades::História e Arqueologia
Ano:2019
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:Enquanto em Portugal o 25 de Abril abria um processo revolucionário cheio de expetativas e também de utopias, no Peru o Gobierno Revolucionario de la Fuerza Armada já estava minado pela luta entre fações internas, pelo desgaste do confronto político com outras forças e entrava no último ano duma existência iniciada em 1968, na sequência dum golpe militar. Apesar disso, o Governo do presidente Velasco Alvarado nunca perdeu o seu discurso revolucionário, o mesmo que o levou a concretizar algumas das medidas que também estiveram em discussão durante o PREC português: Reforma agrária, nacionalizações, terceiro-mundismo, autonomia frente às potências da Guerra Fria, participação social e o objectivo de construir um socialismo próprio, com raízes genuinamente nacionais. Desgastado por seis anos de intensas reformas políticas, o GRFA olhará para os acontecimentos em Portugal, usando-os e, por vezes, manipulando-os num processo de relegitimação transnacional com objectivos internos.