Publicação
Design inclusivo: desafios e oportunidades no design de interfaces para pessoas idosas
| Resumo: | O design constitui-se como uma ferramenta que pode ter intervenção em todas as esferas da vida humana. Se olharmos em redor reconhecemos o design tanto nos utensílios mais simples existentes nas cozinhas, como nas soluções mais recentes dos últimos modelos de automóveis. O domínio do design é fascinante porque nos permite pensar soluções através de vários desafios e nos permite, também, evoluir através de técnicas e de conceitos. Os olhares do design conheceram, ao longo dos tempos e das regiões, focos distintos. Trata-se de mudanças ao nível dos paradigmas que regem o design - de sensibilidade e de atitude, da adaptação ao meio, às pessoas e às circunstâncias que as rodeiam. Este trabalho desenvolve-se a partir do conceito de Design Inclusivo. Este conceito muitas vezes é confundido com a criação de soluções específicas para pessoas com deficiência o que, na realidade, não é verdade. O design inclusivo é uma estratégia de abordagem que defende que o desenvolvimento de produtos deve considerar, desde a fase de conceção, a diversidade e especificações ou preferências de todas as pessoas, procurando assegurar a equidade no acesso e uso dos que têm alguma incapacidade ou sofrem de alguma forma de exclusão. Bispo e Falcato (2006) Neste contexto dedicamos um particular olhar às pessoas idosas. Escolhemos este grupo de pessoas porque o seu número está a crescer e é representativo de uma grande parte da população portuguesa. Estamos perante um grupo de pessoas, que acompanhou as mudanças de século, as mudanças da sociedade, as mudanças do mundo e sobretudo as suas próprias mudanças. São precisamente as suas mudanças, a nível físico, a nível cognitivo, a nível psicomotor, a nível da perceção, a nível da literacia para os média, que nos levam a olhar este grupo de pessoas com particular atenção. Neste trabalho realizamos uma pesquisa, sobretudo qualitativa, ao nível da utilização de aplicações para dispositivos móveis por um grupo de pessoas idosas locais. Procuramos saber se as pessoas usam aplicações relacionadas com os serviços de restauração e, simultaneamente, pretendemos observar se algumas aplicações selecionadas para este estudo respondem aos desafios e particularidades do grupo de pessoas visado. A partir dos trabalhos de campo desenvolvidos, foi possível recolher alguns dados, que depois de tratados e analisados conduziram à enunciação de algumas sugestões de melhoria ao nível do design. Neste processo foram considerados os 7 princípios do Design Inclusivo, que serviram como linhas orientadoras do desenvolvimento da investigação realizada. |
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| Autores principais: | Gonçalves, Beatriz Quelha Dourado |
| Assunto: | Design inclusivo Envelhecimento ativo Aplicações móveis Restauração Inclusive design Active aging Mobile applications Restorants |
| Ano: | 2019 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade do Minho |
| Idioma: | português |
| Origem: | RepositóriUM - Universidade do Minho |
| Resumo: | O design constitui-se como uma ferramenta que pode ter intervenção em todas as esferas da vida humana. Se olharmos em redor reconhecemos o design tanto nos utensílios mais simples existentes nas cozinhas, como nas soluções mais recentes dos últimos modelos de automóveis. O domínio do design é fascinante porque nos permite pensar soluções através de vários desafios e nos permite, também, evoluir através de técnicas e de conceitos. Os olhares do design conheceram, ao longo dos tempos e das regiões, focos distintos. Trata-se de mudanças ao nível dos paradigmas que regem o design - de sensibilidade e de atitude, da adaptação ao meio, às pessoas e às circunstâncias que as rodeiam. Este trabalho desenvolve-se a partir do conceito de Design Inclusivo. Este conceito muitas vezes é confundido com a criação de soluções específicas para pessoas com deficiência o que, na realidade, não é verdade. O design inclusivo é uma estratégia de abordagem que defende que o desenvolvimento de produtos deve considerar, desde a fase de conceção, a diversidade e especificações ou preferências de todas as pessoas, procurando assegurar a equidade no acesso e uso dos que têm alguma incapacidade ou sofrem de alguma forma de exclusão. Bispo e Falcato (2006) Neste contexto dedicamos um particular olhar às pessoas idosas. Escolhemos este grupo de pessoas porque o seu número está a crescer e é representativo de uma grande parte da população portuguesa. Estamos perante um grupo de pessoas, que acompanhou as mudanças de século, as mudanças da sociedade, as mudanças do mundo e sobretudo as suas próprias mudanças. São precisamente as suas mudanças, a nível físico, a nível cognitivo, a nível psicomotor, a nível da perceção, a nível da literacia para os média, que nos levam a olhar este grupo de pessoas com particular atenção. Neste trabalho realizamos uma pesquisa, sobretudo qualitativa, ao nível da utilização de aplicações para dispositivos móveis por um grupo de pessoas idosas locais. Procuramos saber se as pessoas usam aplicações relacionadas com os serviços de restauração e, simultaneamente, pretendemos observar se algumas aplicações selecionadas para este estudo respondem aos desafios e particularidades do grupo de pessoas visado. A partir dos trabalhos de campo desenvolvidos, foi possível recolher alguns dados, que depois de tratados e analisados conduziram à enunciação de algumas sugestões de melhoria ao nível do design. Neste processo foram considerados os 7 princípios do Design Inclusivo, que serviram como linhas orientadoras do desenvolvimento da investigação realizada. |
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