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Epistemologias feministas no Mar lusófono: "navegar é preciso, viver não é preciso". Um estudo comparado da produção científica em Revistas Acadêmicas de Brasil, Portugal e Moçambique

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Este trabalho centrou-se em identificar quais epistemologias as feministas acadêmicas do Brasil, Moçambique e Portugal têm utilizado em publicações periódicas virtuais e como ocorrem seus desdobramentos em termos de ações políticas em suas realidades. Definimos as revistas acadêmicas periódicas feministas enquanto um importante espaço de expressão, discussão, divulgação, formação de organismos e/ou pessoas, além de fomento e consolidação de áreas temáticas. Os anos 1990 representam um importante espaço temporal de análise para o feminismo lusófono, dado que nesse período surgem as primeiras publicações periódicas acadêmicas feministas em língua portuguesa. No Brasil, Revista Estudos Feminsitas (1992) e Cadernos Pagu (1993); em Moçambique, em 1991, a revista Estudos Moçambicanos, apresenta um trabalho ligado a temática e, em Portugal, Faces de Eva e ex æquo (1999). Estas revistas estão centradas nas discussões que versam sobre a temática dos Estudos sobre Mulher/Mulheres, Gênero e Feminismo e comprometidas, desde o início de seus trabalhos, com a qualidade das discussões. Esses periódicos passaram não só a representar um espaço de reunião de investigadoras/es da temática, ampliando-a, como também, a partir do ativismo, auxiliaram na compreensão das problemáticas locais – a partir do uso teorias já consolidadas em outros espaços – e criação de projetos políticos que possibilitaram a criação de leis que objetivam a erradicação da discriminação e garantia de direitos. Este trabalho possui uma metodologia quantitativa, com método do estudo de caso e uso de técnicas de análise de conteúdo categorial e entrevistas semi-diretivas. Reuniu artigos dispostos entre os anos de 1991 e 2019 (2334 ao total), os quais tiveram seus resumos e palavras-chave observados e sistetizados em 16 categorias temáticas que auxiliaram, juntamente as entrevistas realizadas, a perceber os processos de transformação e alterações ocorridos ao longo do tempo. Do mesmo modo que permitiram compreender as políticas de editoria de cada revista. Diante disso, concluímos que não só ocorreu uma alteração a nível epistemológico por parte dos artigos publicados ao longo desse tempo, bem como uma alteração de temáticas. Também apreendemos a importância dessas publicações na instrumentalização de pessoas que se interessam pela temática e na premissa de uma sociedade equitativa, com uma política de erradicação das desiguldades de gênero.
Autores principais:Rêgo, Sérgio Antônio Silva
Assunto:Epistemologia Feminismo acadêmico Feminismo e ciência Revistas feministas Epistemology Academic feminism Feminism and Science Feminist journals Ciências Sociais::Sociologia
Ano:2022
País:Portugal
Tipo de documento:tese de doutoramento
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:Este trabalho centrou-se em identificar quais epistemologias as feministas acadêmicas do Brasil, Moçambique e Portugal têm utilizado em publicações periódicas virtuais e como ocorrem seus desdobramentos em termos de ações políticas em suas realidades. Definimos as revistas acadêmicas periódicas feministas enquanto um importante espaço de expressão, discussão, divulgação, formação de organismos e/ou pessoas, além de fomento e consolidação de áreas temáticas. Os anos 1990 representam um importante espaço temporal de análise para o feminismo lusófono, dado que nesse período surgem as primeiras publicações periódicas acadêmicas feministas em língua portuguesa. No Brasil, Revista Estudos Feminsitas (1992) e Cadernos Pagu (1993); em Moçambique, em 1991, a revista Estudos Moçambicanos, apresenta um trabalho ligado a temática e, em Portugal, Faces de Eva e ex æquo (1999). Estas revistas estão centradas nas discussões que versam sobre a temática dos Estudos sobre Mulher/Mulheres, Gênero e Feminismo e comprometidas, desde o início de seus trabalhos, com a qualidade das discussões. Esses periódicos passaram não só a representar um espaço de reunião de investigadoras/es da temática, ampliando-a, como também, a partir do ativismo, auxiliaram na compreensão das problemáticas locais – a partir do uso teorias já consolidadas em outros espaços – e criação de projetos políticos que possibilitaram a criação de leis que objetivam a erradicação da discriminação e garantia de direitos. Este trabalho possui uma metodologia quantitativa, com método do estudo de caso e uso de técnicas de análise de conteúdo categorial e entrevistas semi-diretivas. Reuniu artigos dispostos entre os anos de 1991 e 2019 (2334 ao total), os quais tiveram seus resumos e palavras-chave observados e sistetizados em 16 categorias temáticas que auxiliaram, juntamente as entrevistas realizadas, a perceber os processos de transformação e alterações ocorridos ao longo do tempo. Do mesmo modo que permitiram compreender as políticas de editoria de cada revista. Diante disso, concluímos que não só ocorreu uma alteração a nível epistemológico por parte dos artigos publicados ao longo desse tempo, bem como uma alteração de temáticas. Também apreendemos a importância dessas publicações na instrumentalização de pessoas que se interessam pela temática e na premissa de uma sociedade equitativa, com uma política de erradicação das desiguldades de gênero.