Publicação
Procrastinação académica a Matemática em alunos de Maputo: Estudos com adolescentes
| Resumo: | A presente tese pretende contribuir para a literatura no domínio da procrastinação académica, analisando algumas variáveis que ajudam a explicar a procrastinação académica em matemática. Pretendemos explorar a perspetiva dos adolescentes moçambicanos em aspetos tais como: tarefas nas quais os alunos procrastinam com frequência, os antecedentes da procrastinação e as consequências da procrastinação académica percebidas pelos alunos. Almejamos, também, compreender e analisar a prática dos professores de matemática face à procrastinação académica. Para atingir estes objetivos, realizámos dois estudos, um de natureza quantitativa e outro de natureza qualitativa. O primeiro estudo (“Academic procrastination in high school students from Mozambique: the role of self-regulated learning, self-efficacy, and prior knowledge of mathematics”) foi realizado com 1000 alunos do 10.º e 12.º anos de escolaridade. Neste estudo foram também recolhidos dados junto a professores de matemática. O estudo utilizou um Modelo de Equações Estruturais para analisar as relações entre conhecimento prévio, autoeficácia a matemática, uso de estratégias de autorregulação da aprendizagem e procrastinação académica a matemática. Os resultados sugerem que as relações entre variáveis tais como o conhecimento prévio, autorregulação da aprendizagem e a autoeficácia a matemática são cruciais para a explicação e compreensão da procrastinação académica a matemática. Este estudo permitiu concluir ainda que quanto maior o conhecimento prévio a matemática dos alunos, maior é a perceção da autoeficácia a matemática, autorregulação da aprendizagem e menor é a procrastinação académica a matemática. O segundo estudo (“It is funnier to chat with our friends than do homework”: Mozambican Adolescents' Academic Procratination), foi realizado com 24 alunos do 11.º e 12.º anos, selecionados de um conjunto de 300 alunos que relataram altos níveis de procrastinação académica, e os seus respetivos professores. Os dados deste estudo foram recolhidos através de uma entrevista semiestruturada e interpretados com base na análise de conteúdo. Os resultados deste estudo qualitativo indicaram que todos os alunos participantes procrastinam nos seus TPC de matemática. As razões estão relacionadas com a baixa competência a matemática, seguido do envolvimento em tarefas domésticas, tecnologias e redes sociais e, por último, com a baixa motivação e pouco interesse pela disciplina. Os resultados indicaram, ainda, que algumas estratégias que os professores utilizam com o objetivo de diminuir a procrastinação têm um efeito contrário. Urge promover estratégias de autorregulação dos alunos e ações de formação para professores sobre a temática. Os estudos desta tese permitiram-nos, concluir que: 1) o conhecimento prévio é um preditor fundamental da autorregulação da aprendizagem e da autoeficácia a matemática; 2) o modelo de autorregulação da aprendizagem é fundamental para a compreensão da procrastinação académica; 3) a procrastinação académica é um comportamento prejudicial no progresso académico dos alunos; 4) os programas de treino de estratégias de autorregulação de aprendizagem podem integrar a planificação das atividades de estudo diário, elaboração de horário de estudo diário e de realização dos TPC, bem como a gestão de tempo. Os dados sugerem 1) a necessidade de formação de professores para a promoção de competências de estudo e de autorregulação com o objetivo de tornar os alunos cada vez mais proficientes na autorregulação da sua aprendizagem; 2) e a necessidade de desenvolver programas de treino de alunos em estratégias para evitarem a procrastinação académica, sobretudo em idades escolares mais baixas. |
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| Autores principais: | Fulano, Celso Simão |
| Assunto: | Procrastinação académica autorregulação da aprendizagem conhecimento prévio autoeficácia a matemática Academic procrastination self-regulation of learning prior knowledge mathematical selfefficacy Ciências Sociais::Psicologia |
| Ano: | 2017 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | tese de doutoramento |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade do Minho |
| Idioma: | português |
| Origem: | RepositóriUM - Universidade do Minho |
| Resumo: | A presente tese pretende contribuir para a literatura no domínio da procrastinação académica, analisando algumas variáveis que ajudam a explicar a procrastinação académica em matemática. Pretendemos explorar a perspetiva dos adolescentes moçambicanos em aspetos tais como: tarefas nas quais os alunos procrastinam com frequência, os antecedentes da procrastinação e as consequências da procrastinação académica percebidas pelos alunos. Almejamos, também, compreender e analisar a prática dos professores de matemática face à procrastinação académica. Para atingir estes objetivos, realizámos dois estudos, um de natureza quantitativa e outro de natureza qualitativa. O primeiro estudo (“Academic procrastination in high school students from Mozambique: the role of self-regulated learning, self-efficacy, and prior knowledge of mathematics”) foi realizado com 1000 alunos do 10.º e 12.º anos de escolaridade. Neste estudo foram também recolhidos dados junto a professores de matemática. O estudo utilizou um Modelo de Equações Estruturais para analisar as relações entre conhecimento prévio, autoeficácia a matemática, uso de estratégias de autorregulação da aprendizagem e procrastinação académica a matemática. Os resultados sugerem que as relações entre variáveis tais como o conhecimento prévio, autorregulação da aprendizagem e a autoeficácia a matemática são cruciais para a explicação e compreensão da procrastinação académica a matemática. Este estudo permitiu concluir ainda que quanto maior o conhecimento prévio a matemática dos alunos, maior é a perceção da autoeficácia a matemática, autorregulação da aprendizagem e menor é a procrastinação académica a matemática. O segundo estudo (“It is funnier to chat with our friends than do homework”: Mozambican Adolescents' Academic Procratination), foi realizado com 24 alunos do 11.º e 12.º anos, selecionados de um conjunto de 300 alunos que relataram altos níveis de procrastinação académica, e os seus respetivos professores. Os dados deste estudo foram recolhidos através de uma entrevista semiestruturada e interpretados com base na análise de conteúdo. Os resultados deste estudo qualitativo indicaram que todos os alunos participantes procrastinam nos seus TPC de matemática. As razões estão relacionadas com a baixa competência a matemática, seguido do envolvimento em tarefas domésticas, tecnologias e redes sociais e, por último, com a baixa motivação e pouco interesse pela disciplina. Os resultados indicaram, ainda, que algumas estratégias que os professores utilizam com o objetivo de diminuir a procrastinação têm um efeito contrário. Urge promover estratégias de autorregulação dos alunos e ações de formação para professores sobre a temática. Os estudos desta tese permitiram-nos, concluir que: 1) o conhecimento prévio é um preditor fundamental da autorregulação da aprendizagem e da autoeficácia a matemática; 2) o modelo de autorregulação da aprendizagem é fundamental para a compreensão da procrastinação académica; 3) a procrastinação académica é um comportamento prejudicial no progresso académico dos alunos; 4) os programas de treino de estratégias de autorregulação de aprendizagem podem integrar a planificação das atividades de estudo diário, elaboração de horário de estudo diário e de realização dos TPC, bem como a gestão de tempo. Os dados sugerem 1) a necessidade de formação de professores para a promoção de competências de estudo e de autorregulação com o objetivo de tornar os alunos cada vez mais proficientes na autorregulação da sua aprendizagem; 2) e a necessidade de desenvolver programas de treino de alunos em estratégias para evitarem a procrastinação académica, sobretudo em idades escolares mais baixas. |
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