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Potencialidades das saídas de campo, com utilização de Apps, baseadas em trabalho cooperativo: um estudo com alunos do 10.º ano de Biologia e Geologia

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Resumo:Os espaços exteriores devem ser vistos como espaços de continuidade do projeto educativo, ou seja, locais com potencial para serem explorados pelos alunos para aprenderem, desconstruindo a ideia que a sala de aula é o único espaço de aprendizagem. O valor das saídas de campo reflete-se não apenas no conhecimento substantivo, mas também processual e comportamento pró-ambiental dos alunos. Este projeto de intervenção pedagógica, aplicado a uma turma de 10.º ano de escolaridade sobre a temática Biodiversidade, visou compreender como ocorre durante as saídas de campo, com utilização de Apps, baseadas em trabalho cooperativo a evolução do conhecimento substantivo e processual dos alunos, o valor atribuído à relação Ciência - Tecnologia - Sociedade - Ambiente (CTSA) e a evolução de competências de trabalho cooperativo. Para o desenvolvimento do projeto, a turma foi organizada em pequenos grupos de forma a potencializar o trabalho cooperativo entre os alunos, valência muito importante para promover interações positivas (desenvolvimento social), a partilha de conhecimento, e o pensamento crítico. As duas saídas de campo realizadas tiveram continuidade no trabalho em sala de aula. Durante a intervenção os dados foram recolhidos através de um pré e pós-testes, diário de bordo e grelha de desempenho. Os resultados encontrados mostram uma evolução positiva do conhecimento substantivo e processual dos alunos, embora exista alguma fragilidade na capacidade dos alunos para fazerem registos durante a saída de campo. Alguns alunos mostraram atribuir importância à relação CTSA, pela sua utilização das APPs de identificação de seres vivo, embora outros não a tivessem utilizado pelas dificuldades que sentiram no trabalho de campo relacionadas com o tempo destinado às tarefas e as más condições climatéricas. Os alunos melhoram os seus comportamentos pró-ambientais na segunda visita, mostrando o seu potencial nesta área. Na opinião de todos os alunos o trabalho de campo permite aprender conceitos relacionados com a biodiversidade de uma forma mais interessante e motivadora. Assim, este estudo, apesar das suas limitações, tem implicações importantes pois pode inspirar outros professores a utilizar com sucesso as saídas de campo e ajudar os professores de Ciências em formação inicial a reconhecer as grandes vantagens e limitações contextuais a elas associadas.
Autores principais:Silva, Francisca Almeida Martins da
Assunto:Aprendizagem cooperativa Apps Biodiversidade CTSA Saídas de campo Biodiversity Cooperative learning Field trips STSE
Ano:2024
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:Os espaços exteriores devem ser vistos como espaços de continuidade do projeto educativo, ou seja, locais com potencial para serem explorados pelos alunos para aprenderem, desconstruindo a ideia que a sala de aula é o único espaço de aprendizagem. O valor das saídas de campo reflete-se não apenas no conhecimento substantivo, mas também processual e comportamento pró-ambiental dos alunos. Este projeto de intervenção pedagógica, aplicado a uma turma de 10.º ano de escolaridade sobre a temática Biodiversidade, visou compreender como ocorre durante as saídas de campo, com utilização de Apps, baseadas em trabalho cooperativo a evolução do conhecimento substantivo e processual dos alunos, o valor atribuído à relação Ciência - Tecnologia - Sociedade - Ambiente (CTSA) e a evolução de competências de trabalho cooperativo. Para o desenvolvimento do projeto, a turma foi organizada em pequenos grupos de forma a potencializar o trabalho cooperativo entre os alunos, valência muito importante para promover interações positivas (desenvolvimento social), a partilha de conhecimento, e o pensamento crítico. As duas saídas de campo realizadas tiveram continuidade no trabalho em sala de aula. Durante a intervenção os dados foram recolhidos através de um pré e pós-testes, diário de bordo e grelha de desempenho. Os resultados encontrados mostram uma evolução positiva do conhecimento substantivo e processual dos alunos, embora exista alguma fragilidade na capacidade dos alunos para fazerem registos durante a saída de campo. Alguns alunos mostraram atribuir importância à relação CTSA, pela sua utilização das APPs de identificação de seres vivo, embora outros não a tivessem utilizado pelas dificuldades que sentiram no trabalho de campo relacionadas com o tempo destinado às tarefas e as más condições climatéricas. Os alunos melhoram os seus comportamentos pró-ambientais na segunda visita, mostrando o seu potencial nesta área. Na opinião de todos os alunos o trabalho de campo permite aprender conceitos relacionados com a biodiversidade de uma forma mais interessante e motivadora. Assim, este estudo, apesar das suas limitações, tem implicações importantes pois pode inspirar outros professores a utilizar com sucesso as saídas de campo e ajudar os professores de Ciências em formação inicial a reconhecer as grandes vantagens e limitações contextuais a elas associadas.