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O papel da autonomia privada na relação conjugal - uma receita light para um casamento mais apetecível

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Detalhes bibliográficos
Resumo:No seio familiar, a tensão entre autonomia individual e imperatividade constitui um panorama desafiador, num contexto legal frequentemente restritivo, em que a regulação jurídica permeia a esfera íntima da família. Em Portugal, observa-se uma certa resistência em determinados âmbitos, que se evidencia na relutância em adaptar-se plenamente às transformações sociais e na promoção efetiva da liberdade dos cônjuges. Tal traduz-se no declínio percetível das uniões conjugais, refletido na diminuição dos casamentos tradicionais. Esta conjetura instiga uma investigação necessária. Assim, o desiderato deste trabalho passará por tecer uma proposta de "desregulação" do casamento, almejando um regime legal mais flexível. Para tal, partiremos da análise fundamental de três aspetos que julgamos serem merecedores de maiores mudanças. Inicialmente, iremos abordar os fundamentos para os impedimentos matrimoniais e averiguar se os mesmos ainda se justificam à luz do contexto contemporâneo. Em seguida, examinaremos criticamente a relevância da autonomia dos cônjuges na determinação e regulação dos efeitos da relação matrimonial, levantando a questão sobre a imposição de deveres conjugais. Por fim, refletiremos sobre a rigidez legislativa que orienta o divórcio, explorando a viabilidade de uma abordagem unilateral.
Autores principais:Viana, Ricardo Coelho
Assunto:Autonomia privada Casamento Divórcio Flexibilidade Private autonomy Marriage Divorce Flexibility
Ano:2025
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:No seio familiar, a tensão entre autonomia individual e imperatividade constitui um panorama desafiador, num contexto legal frequentemente restritivo, em que a regulação jurídica permeia a esfera íntima da família. Em Portugal, observa-se uma certa resistência em determinados âmbitos, que se evidencia na relutância em adaptar-se plenamente às transformações sociais e na promoção efetiva da liberdade dos cônjuges. Tal traduz-se no declínio percetível das uniões conjugais, refletido na diminuição dos casamentos tradicionais. Esta conjetura instiga uma investigação necessária. Assim, o desiderato deste trabalho passará por tecer uma proposta de "desregulação" do casamento, almejando um regime legal mais flexível. Para tal, partiremos da análise fundamental de três aspetos que julgamos serem merecedores de maiores mudanças. Inicialmente, iremos abordar os fundamentos para os impedimentos matrimoniais e averiguar se os mesmos ainda se justificam à luz do contexto contemporâneo. Em seguida, examinaremos criticamente a relevância da autonomia dos cônjuges na determinação e regulação dos efeitos da relação matrimonial, levantando a questão sobre a imposição de deveres conjugais. Por fim, refletiremos sobre a rigidez legislativa que orienta o divórcio, explorando a viabilidade de uma abordagem unilateral.