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Avaliação psicológica escolar: formação inicial, percepções e práticas de profissionais de psicologia no Brasil

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Esta tese de doutoramento procurou avaliar, com foco no Brasil, a formação inicial em avaliação psicológica escolar (APE), tal como praticada pelas instituições de ensino superior do país, bem como as percepções e práticas de APE de profissionais de psicologia brasileiros. O primeiro capítulo é uma revisão sistemática de literatura sobre práticas de avaliação psicológica em contexto escolar, baseada nas orientações do PRISMA (Preferred Reporting Items for Systematic reviews anda Meta-Analyses). Os resultados evidenciaram práticas de APE que compreendem extensa diversidade de métodos, de estratégias diagnósticas e de avaliação, de inovações e refinamentos de medidas, e de instrumentos empregados em diferentes populações escolares (estudantes, professores, diretores, psicólogos escolares, conselheiros e pessoal não docente). Grande parte dos artigos analisados aborda investigações sobre a percepção de papéis e/ou competências de avaliação psicológica de profissionais de psicologia escolar e afins, ou então, práticas avaliativas que visam à melhoria do desempenho estudantil. Nenhum teste projetivo foi referido de entre os estudos analisados, o que parece estar em consonância com a tendência similar de uso decrescente de tais testes projetivos por psicólogos escolares. O segundo capítulo consistiu de um estudo de método misto, quantitativo e qualitativo, sobre a formação inicial de psicólogos(as) nos cursos de bacharelado em Psicologia do Estado de Minas Gerais. O estudo evidenciou a inexistência de ênfase específica em APE, que parece ser consequência da baixa carga horária de disciplinas de Avaliação Psicológica (AP) em geral. Prevalece uma formação do tipo generalista em AP, centrada no psicodiagnóstico tradicional e na aplicação técnica de testes psicométricos. O estudo apresentado último capítulo teve como principal objetivo investigar as percepções e práticas de psicólogos(as) brasileiros(as) quanto à APE. Evidenciou-se a natureza vaga, genérica ou imprecisa das respostas obtidas, a pouca ênfase dos profissionais respondentes na atuação em APE, o emprego frequente de instrumentos e práticas interpretativas de baixo valor e, paradoxalmente, o elevado nível de confiança relatado em tais instrumentos e práticas—o que pode ter implicações negativas na prática profissional dos psicólogos entrevistados.
Autores principais:Maluf, Rafael Gustavo
Assunto:Avaliação psicológica escolar Contexto escolar Formação em psicologia Formação inicial Práticas de avaliação Assessment practices Initial training School context School psychological assessment Training in psychology
Ano:2024
País:Portugal
Tipo de documento:tese de doutoramento
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:Esta tese de doutoramento procurou avaliar, com foco no Brasil, a formação inicial em avaliação psicológica escolar (APE), tal como praticada pelas instituições de ensino superior do país, bem como as percepções e práticas de APE de profissionais de psicologia brasileiros. O primeiro capítulo é uma revisão sistemática de literatura sobre práticas de avaliação psicológica em contexto escolar, baseada nas orientações do PRISMA (Preferred Reporting Items for Systematic reviews anda Meta-Analyses). Os resultados evidenciaram práticas de APE que compreendem extensa diversidade de métodos, de estratégias diagnósticas e de avaliação, de inovações e refinamentos de medidas, e de instrumentos empregados em diferentes populações escolares (estudantes, professores, diretores, psicólogos escolares, conselheiros e pessoal não docente). Grande parte dos artigos analisados aborda investigações sobre a percepção de papéis e/ou competências de avaliação psicológica de profissionais de psicologia escolar e afins, ou então, práticas avaliativas que visam à melhoria do desempenho estudantil. Nenhum teste projetivo foi referido de entre os estudos analisados, o que parece estar em consonância com a tendência similar de uso decrescente de tais testes projetivos por psicólogos escolares. O segundo capítulo consistiu de um estudo de método misto, quantitativo e qualitativo, sobre a formação inicial de psicólogos(as) nos cursos de bacharelado em Psicologia do Estado de Minas Gerais. O estudo evidenciou a inexistência de ênfase específica em APE, que parece ser consequência da baixa carga horária de disciplinas de Avaliação Psicológica (AP) em geral. Prevalece uma formação do tipo generalista em AP, centrada no psicodiagnóstico tradicional e na aplicação técnica de testes psicométricos. O estudo apresentado último capítulo teve como principal objetivo investigar as percepções e práticas de psicólogos(as) brasileiros(as) quanto à APE. Evidenciou-se a natureza vaga, genérica ou imprecisa das respostas obtidas, a pouca ênfase dos profissionais respondentes na atuação em APE, o emprego frequente de instrumentos e práticas interpretativas de baixo valor e, paradoxalmente, o elevado nível de confiança relatado em tais instrumentos e práticas—o que pode ter implicações negativas na prática profissional dos psicólogos entrevistados.