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Introdução [a Revista Estudos de Jornalismo “Ser jornalista: ruturas e continuidades”]

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Tempos paradoxais são aqueles que vivemos. Tal como a revolução que, a partir da França fez desmoronar o Antigo Regime, na transição do século XVIII para o XIX, retratada em ‘Um Conto de Duas Cidades’, conhecemos em cada dia os extremos da perversão e os cumes da solidariedade. Se as fronteiras do conhecimento não param de se afastar, os fundos do que julgávamos impossível e intolerável não cessam de nos surpreender. O próprio planeta dá cada vez mais sinais de maus tratos e, apesar da consciência do problema, não falta quem o queira negar. Apesar dos progressos em muitas sociedades, o fosso entre muito ricos e miseráveis não para de crescer. A vida e a sociedade fazem-se e refazem-se no jogo com o estranhamento, a ofuscação, a surpresa, a assimetria e o escândalo. Os que anunciaram o paraíso e o advento das democracias participativas com a expansão da internet e das tecnologias digitais, viram surgir os populismos e preocupantes sinais de um proto-fascismo.
Autores principais:Pinto, Manuel
Assunto:Jornalista Sociedade Internet Profissão
Ano:2017
País:Portugal
Tipo de documento:artigo
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:Tempos paradoxais são aqueles que vivemos. Tal como a revolução que, a partir da França fez desmoronar o Antigo Regime, na transição do século XVIII para o XIX, retratada em ‘Um Conto de Duas Cidades’, conhecemos em cada dia os extremos da perversão e os cumes da solidariedade. Se as fronteiras do conhecimento não param de se afastar, os fundos do que julgávamos impossível e intolerável não cessam de nos surpreender. O próprio planeta dá cada vez mais sinais de maus tratos e, apesar da consciência do problema, não falta quem o queira negar. Apesar dos progressos em muitas sociedades, o fosso entre muito ricos e miseráveis não para de crescer. A vida e a sociedade fazem-se e refazem-se no jogo com o estranhamento, a ofuscação, a surpresa, a assimetria e o escândalo. Os que anunciaram o paraíso e o advento das democracias participativas com a expansão da internet e das tecnologias digitais, viram surgir os populismos e preocupantes sinais de um proto-fascismo.